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sua parte de baixo, conferindo uma flutuabi- Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, com Fig.13 Interpolação do esforço de pesca (horas) para a frota
lidade em formato de um contínuo de parede mais frequência em áreas de até 100 metros brasileira (agrupados os anos de 2013 a 2021) que opera com rede
no qual o comprimento e altura depende ex- de profundidade. Menores frequências foram de emalhar de fundo na ZEE brasileira
clusivamente das redes, confeccionadas ge- observadas na Plataforma Continental da Bacia
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ralmente por multifilamento de nylon, mono- potiguar do Rio Grande do Norte e Ceará, em 50 0’0 W 45 0’0 W
filamentos ou monomultifilamentos de fibra áreas que ultrapassaram os 200 m de profundi-
e podem ser utilizadas em pequena e larga dade (Figura 14).
escala (BJORDAL, 2005; FAO, 2022). As redes
de emalhar de fundo apresentam boias na 2.5 A rede de cerco o
parte superior e chumbo na parte inferior; já 25 0’0’’S
as redes de emalhar de superfície apresentam A rede de cerco (Figura 15) possui a premis-
apenas boias na parte superior, flutuando sa de cercar os recursos pesqueiros de determi- o o
com a corrente, em geral perto da superfície nada área com uma rede muito longa, englo- 25 0’0’’S 25 0’0’’S
ou em meia água (Figura 12). bando-a (FAO, 2022). Este aparato opera com
As embarcações são utilizadas para o duas cordas fixadas em seus extremos que ser-
transporte, soltura e recolhimento das redes vem como apoio para cercar a região desejada,
de emalhar, geralmente são soltas e recolhidas existindo dois principais tipos, as redes de cerco
à mão, porém, em embarcações maiores, são de barco e as redes de cerco de praia (ou costa)
utilizados equipamentos hidráulicos e guin- (FAO, 2022). Essa rede possui boias na sua par-
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chos (soltura e recolhimento) (FAO, 2022). A te superior e pesos na sua parte inferior, o que 30 0’0’’S
pesca por rede de emalhe é muito generalis- a confere flutuabilidade neutra, sendo também
ta e captura recursos pelágicos e demersais utilizada por embarcações que possuem tam- 30 0’0’’S 30 0’0’’S
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(SMITH et al., 2022). As principais espécies bores de rede (FAO, 2022). De forma geral, são
capturadas são da família Scianidae (pescadas direcionadas para capturas de espécies pelági-
e corvinas); bagres da família Ariidae; ancho- cas (FABRIZIO et al., 2017), mostrando-se mui-
va (Pomatomus saltatrix); espécies da família to eficiente na captura de cardumes pelágicos.
Scombridae, como a serra (Scomberomorus Na costa brasileira capturam principalmente a
brasisliensis) e cavala (Scombermorus cavala); sardinha-verdadeira, algumas espécies da famí-
espécies da família Lutjanidae (Vermelhos) e lia Engraulidae e Scombridae.
Serranidae (Badejos e garoupas); recursos da Os maiores esforços para a frota de rede 35 0’0’’S
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família Carangidae do gênero Caranx e Ca- de cerco brasileira, no período de 2013 a
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rongoides, entre outros gêneros); peixe-espa- 2021, foram estimadas da costa central de 35 0’0’’S 35 0’0’’S
da (Trichiurus lepturus) e espécies de sardinhas Santa Catarina até a região de Cabo Frio
das famílias Clupeidae e Engraulidae (BJOR- no Rio de Janeiro, principalmente direcio-
DAL, 2005; FAO, 2022; SMITH et al., 2022). nados para a captura da sardinha-verdadei-
A frota brasileira que atuou com redes de ra, de forma geral em áreas de até 100 m
emalhar de fundo entre os anos de 2013 e de profundidade (Figura 16). Entretanto, a
2021 se concentrou no sul do estado de Santa distribuição dessa frota se deu desde a di-
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Catarina e norte do Rio Grande do Sul, ope- visa do Rio Grande do Sul com o Uruguai 50 0’0 W 45 0’0 W
rando principalmente em áreas de até 100 até o sul do estado do Espírito Santo, com 0 90 160 360 540 720 900
metros de profundidade (Figura 13). A frota maiores esforços em áreas com até 100 Kilometers
que operou com rede de emalhar de superfí- metros de profundidade (Figura 16). Outras
cie se distribuiu na plataforma continental de espécies também são capturadas por essa Fonte: Elaborado pelos autores baseado na Global Fishing Watch (2022}
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