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Apesar de décadas de esforços para o  de 1966, e no Lago Sihwa, na Coreia do Sul,   paralela à direção de propagação da onda;   (CAMPOREALE  et al., 2011; CARRELHAS
 aproveitamento energético, o seu poten-  desde 2011. Projetos marítimos avançados   absorvedores pontuais (OLAYA et al., 2014;   et al., 2019), hidráulico (FALCÃO, 2008;
 cial mundial ainda é muito pouco explorado  para geração de energia de correntes de ma-  TODALSHAUG et al., 2016), Figura 2e, que   ZHANG  et al.,  2019), acionamento me-
 (REN21, 2018). Na última década, o uso de  rés, variando de 10 kW a 1 MW foram im-  possuem dimensões pequenas em relação   cânico direto (ALBERT  et al., 2017; YIN,
 fontes de energia oceânica teve um cres-  plantados, principalmente, no Reino Unido,   ao comprimento de onda predominante   et al. 2017) e acionamento elétrico dire-
 cimento significativo. Desde 2010, muitos  Canadá, na Austrália e China. No entanto,   e,  geralmente, são axissimétricos em rela-  to (MUELLER, 2002; LI et al., 2016). Uma
 dispositivos foram implantados em todo o  esses projetos de demonstração continuam   ção ao seu eixo vertical; e corpos oscilantes   descrição detalhada desses sistemas pode
 mundo para capturar a energia de ondas,  com custos elevados e ainda não alcançaram   submersos (SERGIIENKO et al., 2016). (Figu-  ser encontrada em (OZKOP  et al., 2017;
 correntes e amplitudes de maré e gradientes  a economia de escala necessária para a redu-  ra 2f), que são boias submersas de grandes   WANG et al., 2018).
 térmico  e  de  salinidade.  Globalmente,  esse  ção significativa de custos (IEA, 2021). As tec-  dimensões. O overtopping utiliza o fenôme-
 crescimento mais que dobrou, de 244 MW  nologias de energia renovável oceânica ainda   no de galgamento para suprir de água  um   2.2 Conversão de energia das marés
 em 2009 para 526,8 MW em 2021 (IRENA,  estão nos estágios conceitual, de P&D ou de   reservatório,  no qual água escoa através de
 2021) . No entanto, mais de 90% dessa ca-  protótipo demonstrativo. No caso de ondas e   turbinas de baixa queda acopladas a gerador   Barragens de marés usam a variação de
 pacidade operacional é representada por  correntes de marés, com base nos desenvol-  para produzir eletricidade (KOFOED, 2006;   amplitudes das marés durante as condi-
 duas barragens de marés, que operam co-  vimentos atuais, a aplicação comercial global   LIU, 2017), Figura 2g. Outros, descrevendo   ções de baixa (vazante) e alta (cheia) para
 mercialmente, em La Rance, na França, des-  é esperada a médio prazo.  conceitos diferentes das categorias acima,   acionar turbinas similares às utilizadas em
                   por exemplo, o wave carpet (ALAM, 2012) e   barragens hidrelétricas. A maior variação
 2. Conceitos e tecnologias  a rotating mass (DURAND et al., 2007; ZHAN   de amplitude das marés resulta em maior
                   et al., 2017), que utiliza o movimento de um   extração de energia pela usina. A forma da
 2.1 Conversores de energia de onda  casco para acelerar e manter as revoluções   estrutura é semelhante às barragens hidre-

 Atualmente, há um grande número   oscilante e overtopping. A coluna de água   de uma massa giratória em seu interior.  létricas, sendo geralmente construídas no
 de conceitos e patentes sobre o uso da   oscilante (OWC) comprime e descompri-  Existem diferentes tipos de sistemas de   estuário de rios ou baías para o armaze-
 energia das ondas. O processo de conver-  me o ar em uma câmara, a partir da ele-  PTO adotados para os conversores de ener-  namento de água na maré alta. A diferen-
 são da energia das ondas pode ser dividi-  vação da onda, para acionar uma turbina   gia das ondas, por exemplo, pneumático   ça das alturas das superfícies da água nos
 do em três etapas principais: a etapa de   acoplada a um gerador, produzindo eletri-
 conversão primária, a etapa de conversão   cidade. Dependendo do local de instala-  Figura 2 - Categorias dos conversores de energia de onda
 secundária e a etapa de conversão terciá-  ção, os dispositivos OWC podem ser ins-
 ria (E. R., 2019). No estágio de conversão   talados na costa (HEATH, 2012; FERNAN-
 primária, o conversor de ondas captura a   DES et al., 2018). Figura 2a, ou flutuantes,
 energia cinética das ondas por meio de in-  Figura 2b (BULL et al., 2016; FALCÃO et
 terações entre o conversor e a onda, por   al., 2014). Corpos oscilantes utilizam os
 exemplo, oscilação de boia, fluxo de ar ou   movimentos das ondas para excitar dois
 fluxo de água. O estágio secundário con-  corpos de um conversor, de forma que o
 verte a energia do movimento do corpo   movimento relativo entre os corpos, com
 em eletricidade através do gerador elétri-  o auxílio de um gerador, produza eletrici-
 co (power take-off – PTO). No estágio ter-  dade. De acordo a dimensão e orientação,
 ciário, as características da energia produ-  esses sistemas também podem ser classi-
 zida são adaptadas aos requisitos da rede   ficados como terminadores (DIAS  et al.,
 com interface eletrônica de potência. Com   2017), Figura 2c, posicionados com gran-
 base nos princípios de funcionamento dos   des extensões horizontais perpendiculares
 estágios de conversão primária e secun-  à direção de propagação da onda; atenua-
 dária do conversor  de onda, a classifica-  dores (YEMM, 2012; ZHENG, 2017) (Figu-
 ção inclui coluna da água oscilante, corpo   ra 2d), com grande extensão horizontal   Fonte: SHADMAN et al., 2019


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