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e 12 (doze) estações maregráficas instaladas neste documento, em que a implemen- o nível de implementação do sistema, sua responsabilidade de grupos de pesquisa-
em distintos locais da costa brasileira. O Por- tação de um sistema integrado e susten- performance, fornecimento de dados e im- dores de várias instituições. Outros gru-
tal SiMCosta (www.simcosta.furg.br) dispo- tável de observação dos oceanos passa a pactos para a sociedade. pos serão criados, de forma transversal,
nibiliza os dados meteoceanográficos livre- obedecer aos seguintes princípios: (a) O A linguagem e a arquitetura do siste- que atuarão em conjunto com os grupos
mente em tempo real aos usuários em geral. monitoramento de parâmetros ambientais ma de monitoramento dos oceanos intro- responsáveis pela coleta de dados. São
e estudo de processos oceânicos devem duzidos pelo Framework for Ocean Ob- eles: Melhores Práticas (compartilha-
Programa Melhores Práticas na ser prioritariamente feitos através de me- serving - FOO podem ser resumidas em: mento de dados, desenvolvimento de
Observação do Oceano (MePrO) didas das variáveis essenciais dos oceanos variáveis oceânicas essenciais, requisitos, equipamentos e sensores), Modelagem
(EOVs), conforme definidas pelo programa observação de elementos do sistema, ge- Oceânica (hidrodinâmica, ondas, disper-
O Programa Melhores Práticas na Ob- Global Climate Observing System (GCOS), renciamento de dados e produtos de in- são de poluentes) e Rede Dados. A Rede
servação do Oceano (MePrO), coordenado e composto de variáveis físicas, químicas e formação, níveis de prontidão, incorpora- Dados é responsável pelo gerenciamento
pela COPPE/UFRJ, consiste num programa biológicas (ou grupo de variáveis) que con- ção de observações costeiras e oceânicas, e distribuição dos dados coletados pelos
de alcance nacional, multidisciplinar, trans- tribuem para caracterizar o clima terrestre; bem como loops de feedback, abordando instrumentos e sensores das plataformas,
versal às demais ações de monitoramento (b) A implementação das redes de obser- desafios e necessidades sociais (Figura 1). e o programa Melhores Práticas tem por
de regiões costeiras e oceânicas, que busca vação deve levar em consideração o nível Considerando-se as reflexões realiza- objetivo a definição de estratégias e pro-
as melhores práticas em medições meteo- de relevância social e científica, bem como das pela comunidade científica interna- cedimentos de melhores práticas de ob-
ceanográficas. O projeto envolve uma série a sua viabilidade observacional; (c) A im- cional, bem como de usuários de ob- servação dos oceanos e zonas costeiras.
de atividades, associadas ao desenvolvimen- plementação de boas práticas de obtenção servações oceânicas e costeiras no país, A Figura 2 ilustra a nova proposta organi-
to e documentação de métodos, protocolos, dos dados é altamente recomendada, sem- o Programa GOOS-Brasil também vem zacional do Comitê Executivo do GOOS-
procedimentos e padrões comuns na reali- pre em busca do melhor e mais eficiente realizando discussões sobre sua reestru- -Brasil, em fase de aprovação pela CIRM.
zação de amostragens e medições, a criação planejamento, de forma a garantir a pre- turação, tendo em conta os princípios O GOOS-Brasil terá três painéis de es-
de laboratórios de calibração de instrumen- cisão almejada para cada EOV medida; (d) básicos do Framework of Ocean Obser- pecialistas para assessoramento científico
tos, aprimoramento de sistemas de arma- Participação de especialistas que poderão ving (LINDSTROM et al., 2012), a expe- em Oceanografia e Clima, Biogeoquímica
zenamento e disponibilização de dados e auxiliar na elaboração dos programas de riência positiva de outros programas de e Biologia e Ecossistemas. Os especialistas
metadados, desenvolvimento de sistemas de observação específicos, envolvendo desde observação dos oceanos, como o Inte- identificarão as variáveis essenciais dos
controle de dados e fomento geral à coope- os padrões de amostragem, melhores prá- grated Marine Observing System (IMOS) oceanos (EOVs, Essential Ocean Variables)
ração nacional e internacional em pesquisa e ticas, sempre visando ao alinhamento de da Austrália e o European Global Ocean a serem medidas ao longo da costa bra-
desenvolvimento na área de metrologia para suas operações com o plano estratégico do Observing System (EuroGOOS) da União sileira, desenvolverão estratégias de im-
instrumentação oceanográfica. O programa GOOS; (e) Os sistemas de observação de- Europeia. A reformulação do GOOS-Bra- plementação das observações das EOVs e
MePrO se propõe a ser o núcleo de coorde- vem melhorar os níveis de disponibilidade sil está sendo proposta de forma a mo- promoverão padrões e interoperabilidade
nação/orientação do grupo de “melhores dos dados, dos elementos do sistema de dernizar sua estrutura, organizando-o de dados e informações. A interação dos
práticas” no GOOS/Brasil, em atendimento observação e do sistema de coleta e o con- de acordo com a especialidade de seus especialistas com as diversas redes de ob-
ao documento Global Ocean Observing Sys- trole de qualidade e distribuição de dados, integrantes e do sistema e/ou metodo- servação já existentes no país é prevista e
tem 2030 Strategy (de maio de 2019). permitindo assim o seu funcionamento au- logia de coleta de dados empregados. considerada fundamental para o sucesso
tomatizado, sistemático e ininterrupto; (f) A Na nova reformulação do GOOS-Brasil, do Programa GOOS-Brasil. Com essas mu-
Reformulação do GOOS-Brasil inovação e a pesquisa de novos instrumen- estão previstas as seguintes plataformas danças, espera-se que toda a comunidade
tos e métodos devem ser sempre incenti- de coletas de dados: Autônomas (glider/ oceânica e costeira brasileira una esfor-
O Framework for Ocean Observing (FOO), vadas; (g) O sistema de sistema de obser- AUV, derivadores/ARGO etc.), Remotas ços, mobilize recursos, estabeleça parce-
publicado em 2012, serviu de base para o vação deve ser constantemente avaliado, (sensoriamento remoto, radar HF, drones rias com o setor privado e o público em
aprimoramento que vem sendo buscado, no buscando identificar mudanças nos níveis etc.), Fixas (estações terrestres, maré- geral, em seus distintos níveis, bem como
âmbito do Programa GOOS-Brasil, em estri- de prontidão e riscos para a sua sustenta- grafos, plataformas flutuantes, fundeios os organismos e institutos internacionais,
ta aderência às tendências que vêm se ob- bilidade; (h) A avaliação deve ser baseada etc), e Móveis (hidrografia, navios de igualmente usuários das informações ge-
servando, em nível internacional, pautadas em métricas que permitam determinar oportunidade, animais marinhos), sob a radas para o Atlântico Sul e Tropical.
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