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Engrenagem que não para: logística garante meios e suprimentos na Operação “Atlas”

  • Publicado em 19/09/2025 - 13:54
  • Atualizado em 19/09/2025 - 14:13
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Voltada ao aprimoramento da capacidade de projeção e sustentação das Forças Armadas em ambientes operacionais de alta complexidade, a Operação “Atlas” configura-se como exercício conjunto centrado no deslocamento estratégico das capacidades de defesa distribuídas pelo território nacional para atuação na Amazônia.

Diante dos desafios logísticos impostos pela região, marcada por vastas distâncias, baixa infraestrutura e condições naturais adversas, a Marinha do Brasil intensificou sua preparação operacional. Nesse contexto, o Sistema de Abastecimento da Marinha (SAbM) assume papel central na sustentação da componente naval, articulando o fornecimento de materiais, suprimentos e apoio técnico que asseguram a permanência e a eficácia das tropas em campo.

O Contra-Almirante (IM) Ricardo Yukio Iamaguchi, Diretor do Centro de Operações do Abastecimento (COpAb), destaca que a complexidade do emprego operacional exige planejamento detalhado e integração plena entre os elos da cadeia de suprimentos. “A Amazônia impõe desafios singulares para o apoio logístico, seja pela grande distância em relação aos nossos depósitos primários, no Rio de Janeiro, seja pelas limitações de infraestrutura portuária em algumas áreas de atracação. Nosso trabalho começa com o conhecimento aprofundado da área de operações, identificando previamente gargalos e reforçando a capacidade logística em locais que, usualmente, não estão acostumados a receber esse volume de meios navais e de pessoal.”


Entre as atribuições do SAbM estão o transporte de cargas, o envio de contêineres secos e frigorificados com gêneros perecíveis e materiais de uso comum, além do abastecimento de combustíveis, lubrificantes e graxas para os navios participantes. “Essas ações são parte do alicerce que sustenta os combatentes no teatro de operações. Sem a Intendência, não há capacidade de permanência. Nosso objetivo central é assegurar que cada navio, cada aeronave e cada militar tenham o suprimento necessário, no tempo e no local certo, para cumprir sua missão.”

Segundo o Contra-Almirante (IM) Iamaguchi, a Operação “Atlas” também funciona como laboratório para testar e validar procedimentos de planejamento, reforçando a interoperabilidade entre as Forças Armadas. “A operação nos possibilita exercitar, em escala ampliada, a coordenação de fluxos logísticos complexos, que envolvem múltiplos modais e exigem sincronização fina entre transporte, armazenagem e distribuição. É uma oportunidade valiosa para demonstrar a importância do planejamento logístico e a contribuição decisiva do Setor do Abastecimento para o êxito das operações navais e conjuntas.”


O Diretor do COpAb acrescenta que o desempenho no terreno depende diretamente do rigor técnico e do profissionalismo das equipes envolvidas. “Em qualquer operação militar, a estratégia só se sustenta se a logística for sólida. Nosso compromisso é assegurar que o Sistema de Abastecimento da Marinha esteja sempre à altura desse desafio.”
A iniciativa contempla a manutenção da prontidão. Assim como a Esquadra, com seus meios navais, e as unidades operativas dos Fuzileiros Navais, que operam com mobilização rápida em todo o território nacional, a Intendência mantém capacidade equivalente para atender as operações de defesa e as emergências, como calamidades públicas, ações de Defesa Civil e operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). As atividades na Operação “Atlas” são conduzidas de forma conjunta pelo Corpo da Armada (CA), pelo Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) e pelo Corpo de Intendentes da Marinha (CIM), e incluem manutenção de capacidades, treinamento de procedimentos e suporte às missões.

Envio de suprimentos reforça a capacidade logística da Marinha na Região Norte

Entre os dias 8 e 11 de setembro, o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Saboia” esteve atracado em Belém (PA), em uma operação de apoio de grande relevância para a preparação da “Atlas”. Nesse período, realizou abastecimento de óleo diesel marítimo no Terminal Petroquímico de Miramar e desembarcou cargas de gêneros secos, refrigerados e material comum, remetidos do Rio de Janeiro (RJ) ao Centro de Intendência da Marinha em Belém (CeIMBe).


Cumprida a missão em Belém, o NDCC “Almirante Saboia” seguiu para Manaus (AM), onde também transportou suprimentos destinados ao Centro de Intendência da Marinha em Manaus (CeIMMa), ampliando a capacidade de sustentação na Amazônia. O Vice-Almirante (IM) Artur Olavo Ferreira, Diretor de Abastecimento da Marinha, ressalta que a presença permanente da Intendência nas fases preparatórias das comissões operativas é decisiva. “Cada operação logística realizada nesse contexto tem um significado estratégico. O envio de gêneros, materiais e combustíveis não se limita ao abastecimento imediato de um navio. Trata-se de estruturar as bases de sustentação que permitirão ao Sistema de Abastecimento da Marinha responder com prontidão e continuidade às demandas de um ambiente complexo como a Amazônia.”

O Diretor de Abastecimento enfatiza que o acompanhamento do Setor do Abastecimento em todas as etapas do planejamento é determinante para o êxito. “Estamos trabalhando de forma muito próxima aos Centros de Intendência da Marinha em Belém e em Manaus, garantindo que os meios recebam todo o apoio necessário, desde a fase inicial. Esse acompanhamento contínuo é fundamental para assegurar que, ao início da operação, todos os elos da cadeia logística estejam prontos e em plena capacidade para sustentar a tropa no Teatro de Operações.”

Fonte: Agência Marinha de Notícias

 

 

 

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