
No dia 27 de fevereiro, a Escola de Guerra Naval sediou o 1º Seminário de Regulação Nuclear Naval no Brasil, promovido pela Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ). O evento reuniu autoridades civis e militares, reguladores, especialistas representantes da academia e da indústria, para debater o papel da regulação nuclear na transição energética do transporte marítimo, considerando o contexto da descarbonização da navegação, tema presente na agenda marítima global.
A programação incluiu a apresentação da Sra. Karine Herviou, Diretora-Geral Adjunta da Agência Internacional de Energia Atômica, que abordou a importância do engajamento dos Estados-membros no diálogo internacional para garantir a implantação segura e harmonizada de tecnologias inovadores, como os pequenos reatores modulares embarcados.
Na sequência, foi realizado o painel “A visão do Regulador no Brasil”, com a participação do Almirante de Esquadra Sílvio Luís dos Santos, Diretor-Geral da Navegação; do Almirante de Esquadra (Reserva) Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, Secretário da SecNSNQ; e de Alessandro Facure, Diretor-Presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear. Eles abordaram a governança regulatória, aspectos do licenciamento, fiscalização e alinhamento do Brasil às melhores práticas internacionais, além da integração entre autoridade marítima e autoridade nuclear.
O segundo painel abordou o tema “Perspectivas do Operador no Brasil”, reunindo o Vice-Almirante Ney Zanella dos Santos, CEO da NBEPar (Núcleo Brasil Energia Participações); Fábio Menezes Passarelli (Petrobras) e Douglas Rosa (Constellation), representantes do setor energético e industrial. Eles debateram a viabilidade tecnológica, desafios industriais e como a clareza regulatória pode estimular inovação, investimentos e cooperação internacional.
O seminário contou com a presença do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen. O evento reforçou que a regulação é instrumento essencial para garantir segurança, previsibilidade e confiança na introdução de novas soluções energéticas no ambiente marítimo.
A iniciativa consolida o papel da EGN como polo de reflexão e inovação em segurança marítima, articulando pesquisa aplicada, formação de lideranças e metodologias experimentais para enfrentar cenários complexos que impactam a Amazônia Azul e os interesses estratégicos do Brasil.
