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Seminário debateu a exploração e a proteção dos Fundos Marinhos

  • Publicado em 28/04/2025 - 13:58
  • Atualizado em 28/04/2025 - 14:09
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Enviado em: 10/04/2025


Especialistas e autoridades abordaram a exploração científica e a explotação de recursos


O Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha (CEPE-MB) promoveu, no dia 16 de abril, o Seminário “Fundos Marinhos: recursos, sustentabilidade e defesa”, em parceria com a Escola de Guerra Naval (EGN) e a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SeCIRM). O evento reuniu especialistas, autoridades e representante da sociedade civil.

Ao dar as boas-vindas, o Presidente do CEPE-MB, Almirante de Esquadra (Fuzileiro Naval) Paulo Martino Zuccaro, destacou a necessidade de conhecer os fundos marinhos, “a fim de alcançar os benefícios econômicos e sociais que ele pode oferecer, mas atentando para uma exploração e explotação sustentável dos recursos existentes, a fim de garantir a segurança e a defesa dos recursos vivos e não vivos dos fundos marinhos”. Também ressaltou que os fundos marinhos são a nova fronteira da Defesa, conforme tem afirmado muitos especialistas.


Raul Jungmann destacou a dimensão estratégica dos minerais críticos

 

O Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, ex-Ministro da Defesa Raul Jungmann, realizou a conferência principal, quando enfatizou a importância do tema, assinalando a dimensão estratégica dos minerais críticos, “fundamentais para uma transição energética de baixo carbono, para a segurança alimentar, para a defesa”. Observou que a distribuição desses minerais ocorre de modo assimétrico:“alguns países têm boas reservas, outros não”; e que o Brasil “precisa se preparar para defender os seus interesses nos fundos marinhos”.

A programação abrangeu dois painéis: o primeiro abordou a exploração científica; o segundo painel teve como tema a explotação sustentável e a defesa dos fundos marinhos. O Seminário contou com a participação de integrantes do Ministério do Meio Ambiente; do Ministério de Minas e Energia; da SeCIRM; da EGN; do Programa Fundo Oceânico da Amazônia (PROFOCAZ); de pesquisadores da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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