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Marinha do Brasil realiza o 2º Simpósio Marítimo da ZOPACAS

  • Publicado em 31/10/2023 - 13:30
  • Atualizado em 31/10/2023 - 13:30
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Enviado em: 31/10/2023


No dia 25 de outubro, a Marinha do Brasil promoveu o 2º Simpósio Marítimo da ZOPACAS (Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul), com o tema: ZOPACAS - Fortalecendo a Cooperação Marítima e a Segurança no Atlântico Sul. O evento ocorreu em um momento oportuno para essa discussão, uma vez que se passaram dez anos sem que houvesse reuniões ministeriais entre os Estados-parte, após a Cúpula realizada em Montevidéu, no Uruguai (2013), até a recente realização da Oitava Reunião Ministerial da ZOPACAS, ocorrida na cidade de Mindelo, em Cabo Verde, entre os dias 17 e 18 de abril do corrente ano. Conforme os registros oficiais da Cúpula, a cooperação foi examinada como um instrumento importante no combate aos desafios compartilhados relacionados à segurança e ao desenvolvimento, com o objetivo de impulsionar o progresso econômico e social de todos os Estados-membros.





Desse modo, o Simpósio teve o propósito de dar mais um passo para a consolidação de um fórum marítimo para a região, abrindo e mantendo canais de comunicação integradores que possam facilitar interlocuções, estimular reflexões e buscar soluções.





O evento foi iniciado com as palavras de abertura do Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, Chefe do Estado-Maior da Armada. As palestras foram dividas em três painéis contando com renomados representantes dos países que compõem a ZOPACAS. O primeiro painel com o tema “Cooperação e Recursos” foi apresentado pelo Dr. Bashir Yusuf Jamoh, Diretor Geral da Agência de Segurança e Administração Marítima, da Nigéria, com a palestra “Cooperação na construção da capacidade marítima entre os países membros”, e pelo Contra-Almirante Narciso Fastudo Junior, de Angola, Diretor do Centro de Coordenação Interregional (ICC), com a palestra “Recursos Marinhos e Biodiversidade”.





O segundo painel com o tema “Cooperação, Infraestrutura e Conectividade” contou com as palestras do Sr. Timothy Charles Walker, da África do Sul, Pesquisador Sênior e Líder de Projeto Marítimo - Instituto de Estudos de Segurança (ISS), sobre “Desenvolvimento de Infraestruturas e conectividade” e do Dr. José Pedro Chantre D'Oliveira, Embaixador de Cabo Verde, sobre “Cooperação e pesquisa em C&T”. Posteriormente, ocorreu um período de debates dos painéis um e dois, com a moderação do Almirante de Esquadra (Refº-FN), Prof. Dr. Alvaro Augusto Dias Monteiro, Conselheiro do CEPE-MB.





O Simpósio ainda teve um terceiro painel com o tema “Cooperação Regional e Segurança Marítima”, no período da tarde, com as apresentações do Capitão de Mar e Guerra (RM-1), Prof. Dr. William de Sousa Moreira, da Escola de Guerra Naval, sobre “Cooperação em capacitação e Segurança Marítima”, do Contra-Almirante Enrique Balbi, Diretor Geral de Organização e Doutrina da Armada Argentina, e Coordenador da Área Marítima do Atlântico Sul, sobre “Cooperação entre os países da ZOPACAS e a Segurança Marítima”, do Secretário Eden Martingo, da Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço Ministério das Relações Exteriores , sobre “Cooperação dos países nos diversos fóruns internacionais”, e do Capitão de Mar e Guerra Atonfack Guemo Cyrille Serge, Chefe da Divisão de Comunicações do Ministério da Defesa de Camarões, sobre “Cooperação Marítima no Atlântico”. Logo em seguida, ocorreu um período de debates do painel três, com a moderação do Almirante de Esquadra (RM1) Ilques Barbosa Júnior, Coordenador de Relações Institucionais e Desenvolvimento de Negócios do Cluster Naval Tecnológico do Rio de Janeiro.





O evento foi encerrado com as palavras do Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, Chefe do Estado-Maior da Armada. Os resultados esperados do Simpósio são de estabelecer um fórum internacional e regular de discussões e reflexões sobre os desafios e problemas comuns dos Estados-parte da ZOPACAS e suas possíveis soluções, em prol da segurança marítima e do desenvolvimento da região, e ampliar o conhecimento sobre os problemas marítimos regionais e fomentar a cooperação marítima dos Estados-parte, com o apoio de atores institucionais de relevância para o tema.



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