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Amazônia azul a vista

A exploração de riquezas como o petróleo na costa marítima brasileira será a etapa seguinte da polêmica entre preservação do ambiente e aproveitamento de recursos naturais
Com a crise na Venezuela, gigantes petrolíferas como a Exxon e a Total miram nas reservas da vizinha Guiana, que têm uma capacidade estimada de 5 bilhões de barris. Foto: The New York Times

O mar é sinônimo de riqueza por ser responsável por 85% do petróleo brasileiro, 75% do gás e 45% do pescado. O conceito de Amazônia Azul — analogia que dimensiona os recursos naturais da costa marítima brasileira com as riquezas da Floresta Amazônica — completa 25 anos de reconhecimento pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2019. É utilizado principalmente para discutir o impacto ambiental da possibilidade de extração de petróleo, atividade pesqueira (em escala industrial e artesanal) e turismo em longas extensões da área marítima brasileira.

A Amazônia Azul representa 5,7 milhões de quilômetros quadrados de área oceânica, sendo que cerca de 3,6 milhões de quilômetros quadrados compõem a chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE). O Brasil discute na ONU aumentar o controle da ZEE para cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale a mais da metade do território continental do país. A importância estratégica e econômica da região consiste principalmente na grande quantidade de óleo e gás existente ali.

Os oceanos abrigam os maiores recursos naturais da humanidade. São fonte de alimentos, transporte, turismo, petróleo, gás, energias renováveis e, cada vez mais, da biotecnologia “azul”. Têm ilimitadas capacidades para emprego em proveito da saúde, na produção de fármacos, entre outras atividades. São ainda responsáveis por grande parte da absorção de gás carbônico, sendo essenciais na redução dos impactos das alterações climáticas.

O governo federal já planeja leiloar novas fronteiras do petróleo. Especialistas calculam que a exploração dessa área marítima pode ampliar o volume de reservas de petróleo e gás do Brasil, hoje estimadas em 15,9 bilhões de barris, em 50%. Na faixa estendida da plataforma continental próxima ao pré-sal, estudos sísmicos indicaram que as estruturas podem conter reservas totais entre 20 bilhões e 30 bilhões de barris de petróleo. Especialistas explicam que apenas parte desse total pode ser de fato extraída. Ou seja, o potencial ali é de algo entre 4 bilhões e 6 bilhões de barris recuperáveis. Mas um país vizinho já está na frente na exploração de petróleo pertinho de águas brasileiras.

Fonte: https://epoca.globo.com/amazonia-azul-vista-23915195

 

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