LABORATÓRIO DE GERAÇÃO NUCLEOELÉTRICA
Para a operação do submarino nuclear, a Marinha do Brasil está construindo, no Centro Experimental Aramar, o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), que será utilizado para validar as condições de projeto e ensaiar todas as condições de operação possíveis para uma planta de propulsão nuclear. Será composto por 11 prédios principais, entre eles o Prédio do Reator e o Prédio das Turbinas.
Por ser uma instalação experimental em terra, o projeto segue as convenções e regras típicas de usinas nucleares, de forma a garantir a segurança dos operadores e população local e evitar danos ao meio ambiente.
REATOR NUCLEAR DE PROPULSÃO NAVAL
A energia nuclear ou núcleoelétrica é proveniente da fissão do urânio em reator nuclear. Apesar da complexidade de uma planta nuclear, seu princípio de funcionamento é similar ao de uma termelétrica convencional, cujo calor, gerado pela queima de um combustível, produz vapor e aciona uma turbina acoplada a um gerador de corrente elétrica.
Em uma central nuclear, o calor é produzido pela fissão do urânio no reator e necessita de um sistema de controle para a reação nuclear (hastes absorvedoras de nêutrons) e uma blindagem eficiente contra os nêutrons e raios gamas emitida pelo produto da fissão. O modelo de reator empregado nos submarinos nucleares e desenvolvido pela Marinha do Brasil é o de água pressurizada (do inglês Pressurized Water Reactor - PWR), constituído por três circuitos: primário, secundário e de refrigeração.
No circuito primário, a água é aquecida pela energia liberada pela reação da fissão nuclear e está submetida à alta pressão. Em seguida, a água passa por uma tubulação trocando calor e vaporizando a água dentro do gerador de vapor (circuito secundário), sem haver, contudo, contato físico entre os dois circuitos. O vapor gerado aciona uma turbina, que alimenta os geradores do Sistema Elétrico de Propulsão e do Sistema Elétrico de Serviço do submarino.
