Do miriti tudo se faz e da palmeira tudo se aproveita: do fruto, especiaria utilizada na culinária regional, da casca ou tala, se faz o paneiro, considerado 'pai do miriti', porque foi o primeiro produto artesanal, do qual se originaram todos os demais, brinquedos, barcos, reproduções de animais (cobras, araras e onças, entre outros), objetos de decoração, enfim, uma coleção artesanal diversificada e colorida, que representa uma tradição indissociável do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
O Miriti – Belo, singelo e muito representativo da realidade regional, o artesanato de miriti ou buriti faz parte da cultura e do cotidiano dos paraenses, figurando com mais intensidade em Belém, durante o Círio de Nazaré, na feira do Ver-o-Peso e nas portas do Museu Emílio Goeldi e do Bosque Rodrigues Alves. A matéria-prima do artesanato é extraída da palmeira Maurita flexuosal, conhecida vulgarmente pelo nome de miritizeiro ou buritizeiro, abundante nas matas ciliares, várzeas e margens dos igarapés da região.O vegetal tem várias utilidades: fornece palha para cobrir cabanas; broto ou grelo para produzir envira, fibra que serve para tecer maqueiras (redes artesanais), tapetes e bolsas; a tala tirada das folhas serve para fazer paneiros, tipitis, cestos, balaios e, ainda, brinquedos de formas variadas, como cobras, pombinhas, soca-socas, barcos, araras, jacarés e tatus, inclusive miniaturas diversas.
Os artistas, com ferramentas rústicas (normalmente facas e facões), esculpem e montam peças, segundo suas preferências pessoais. Alguns são especializados em barcos, outros em bonecos, dançarinos, cobras, jacarés, pássaros, vaquinhas, aviões, rádios de pilha, televisores e a escolha deste ou daquele motivo é parte da crônica individual de cada autor ou família de autores. Depois das peças prontas, com as partes coladas e secas, é aplicado o desenho.
A coleção apresenta as seguintes réplicas da Coleção Alves Câmara em Miriti:
- Canoa Coberta;
- Galeira de Tucunaré;
- Galeria do Maranhão; e
- Citer do Maranhão.





