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  • Publicado em 26/02/2026 - 10:47
  • Atualizado em 26/02/2026 - 10:52
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Mapa demonstra as comunidades percorridas pelo NAsHSargento Lima”(Imagem: Marinha do Brasil)
 

Entre os dias 2 e 12 de fevereiro, o Navio de Assistência Hospitalar(NAsH) “Sargento Lima” realizou a operação Ação de Assistência Hospitalar(ASSHOP) 2026, levando serviços de saúde a áreas de difícil acesso no Pará, sendo que algumas delas nunca antes atendidas. A ação, que foipossível graças as características do NAsH de baixo calado, contemplou a Comunidade Quilombola de Santana do Arari, no município de Ponta de Pedras, a cidade de Abaetetuba e a Vila Maiauatá, em Igarapé-Miri. A equipe de saúde, composta por 12 profissionais (incluindo médicos,dentistas, enfermeiros e farmacêuticos), realizou 300 atendimentos e distribuiu mais de 2.500 medicamentos. Foram oferecidas consultas de clínica geral, vacinação e atendimento odontológico, reduzindonecessidade de deslocamento dos moradores aos centros urbanos


Paciente em atendimento odontológico a bordo do NAsH "Sargento Lima"durante a missão ASSHOP 
 

Além da saúde, a missão focou na segurança da navegação fluvial. Em parceria com o Grupo Flores Ribeirinhas, foram realizadas palestras educativas para prevenir e combater o escalpelamento, acidente causadopelo contato com eixos expostos de motores, no qual as vítimas podem ter os cabelos arrancados. A iniciativa visa conscientizar a população sobre ainstalação de proteções nas embarcações, essenciais na rotina de quem depende dos rios Abaeté e Maratauira.


Militares realizando triagem da população de Santana do Arari


Grupo Flores Ribeirinhas em ação de conscientização sobreescalpelamento na EMEF Santa Teresinha, em Abaetetuba
 

O cronograma de assistência da Marinha continua nos próximos meses. Estão previstos atendimentos em comunidades do Rio Xingu, Baixo Tocantins e nas ilhas de Belém, reforçando a presença do Estado em regiões isoladas da Amazônia Oriental. 
 

Contexto econômico e regional 
 

A região atendida é estratégica para a economia paraensePopularmente conhecida como a "capital mundial do açaí", Igarapé-Miri concentra a maior cadeia produtiva do fruto no mundo. É o maior produtor do Pará, e é também responsável por cerca de 28% da produção nacional, segundo dados do IBGE divulgados em 2017. Somente em 2020, o fruto movimentou mais de R$ 1,57 bilhão na economia local, com mais de 1,5 milhão de toneladas produzidas (IBGE, 2023). 
 

Ilha de Marajó 
 

A Ilha de Marajó possui relevância econômica destacada na pesca artesanal, no turismo ecológico e na pecuária, sendo a maior produtora de búfalos do Brasil. Apesar da importância estratégica, a região enfrenta desafios estruturais: o acesso é predominantemente fluvial e depende de marés e clima. Em muitas comunidades, o trajeto até a capital, Belém, pode levar dias, o que dificulta o acesso regular a serviços públicos essenciais.
 


NAsH "Sargento Lima" durante ASSHOP na Vila Maiauatá, em Igarapé-Miri (PA)
 

 

 

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