
Comando Operacional Conjunto Marajoara, por meio de reconhecimento técnico conduzido pela Marinha do Brasil, avalia o emprego de militares no reforço da segurança do Terminal de Outeiro, bem como as condições de mobilidade para recepção dos hóspedes dos navios (Imagem: Marinha do Brasil)
O Comando Operacional Conjunto MARAJOARA — estrutura integrada por militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, responsável pela coordenação das ações de defesa e segurança durante a COP 30 — realizou, nesta terça-feira (22), uma vistoria técnica no Terminal Portuário de Outeiro, em Belém (PA), com foco nos aspectos logísticos e de segurança da instalação.
O terminal será o ponto de atracação de dois navios de cruzeiro — o MSC Seaview e o Costa Diadema — contratados pelo Governo Federal para hospedar até seis mil pessoas durante a Conferência das Partes, programada para novembro.
A ação foi conduzida por uma comitiva da Marinha do Brasil, composta por militares dos setores de inteligência, operações, logística, tráfego aquaviário e operações terrestres. O grupo inspecionou as obras em andamento no local, que incluem a duplicação do píer, instalação de novos dolfins de atracação, recuperação de cercas e barreiras físicas (ofendículos), além da construção de dois galpões destinados à recepção e desembarque dos hóspedes.
Durante a visita, também foram avaliadas as condições da Ponte Governador Enéias Pinheiro, na Estrada de Outeiro, e também as obras da nova ponte estaiada sobre o Furo do Maguari — com 414 metros de extensão —, sob a ótica da mobilidade estratégica necessária ao deslocamento dos hóspedes entre o terminal e outros pontos de interesse.
A nova ponte, em fase final de construção, está localizada a cerca de 1 km do pórtico de acesso ao terminal e ligará a Avenida BL-Dez (no distrito de Outeiro) à Rua Dois de Dezembro (em Icoaraci), reforçando significativamente o fluxo viário na região.
Com a conclusão da obra, o percurso entre o terminal e o Parque da Cidade — local que concentrará a maior parte das atividades da COP 30 — terá cerca de 18 km e poderá ser percorrido em aproximadamente 30 minutos por transporte coletivo.
O reconhecimento técnico contou com o apoio da Companhia Docas do Pará, que forneceu informações essenciais para o planejamento das ações de segurança e logística. A participação da Companhia tem sido estratégica no alinhamento das capacidades operacionais com as peculiaridades da área portuária.
As atividades de vistoria e coordenação terão continuidade nas próximas semanas, com a realização de reuniões interagenciais voltadas ao preenchimento de eventuais lacunas no planejamento. O objetivo é garantir a plena integração entre os órgãos envolvidos e assegurar um ambiente seguro e eficiente para a realização da COP 30.

Comitiva da Marinha e representantes da Companhia Docas do Pará, durante visita técnica ao Terminal Portuário de Outeiro (Imagem: Marinha do Brasil)