
Classe Grajaú
"Águia do Norte"
Propulsão: dois motores diesel MTU 16V 396 TB94, de 2.740bhp cada, acoplados a dois eixos com hélices de três pás e passo fixo.
Armamento: um canhão Bofors L/70 de 40mm; duas metralhadoras BMARC-Oerlikon GAM BO1, de 20mm, em dois reparos singelos.
Sensores: um radar de navegação Decca 1290A, banda I. Equipado com Global Marine Distress and Safety (GMDSS) e equipamento de visão noturna.
Equipamentos: uma lancha de casco semirrígido (RHIB), com capacidade para 10 homens, e um bote inflável para seis homens, usados para salvamentos e abordagens, além de um guindaste eletro-hidráulico, com capacidade para 620kg.
O Navio Patrulha Guarujá - P49, foi ordenado em 1995 como parte do quinto lote de duas unidades da classe, junto ao estaleiro Industria Naval do Ceará S/A (INACE), em Fortaleza. O Guarujá é o segundo navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem à cidade homônima, localizada no litoral de São Paulo. Foi construído seguindo o projeto da Vosper-QAF Ltd, de Singapura. O casco 532 teve sua quilha batida em 22 de abril de 1996, pelo Governador do Ceará, Tasso Jereisatti. Foi lançado ao mar em 24 de abril de 1998 e foi incorporado à Marinha do Brasil em 30 de novembro de 1999.
O casco do Guarujá, assim como o do Guanabara, foi construído emborcado, em único bloco, possibilitando, assim, melhores resultados nas soldagens e carenagem do chapeamento. Foi lançado ao mar emborcado. Após a manobra, o navio retornou ao elevador de navios e foi transferido, novamente para a oficina, para continuação dos serviços, com ênfase, agora, na instalação das linhas de eixo e dos equipamentos.
Os NPa classe Grajaú tinham a previsão de receber a diretora Radamec 1000N, mas esse projeto foi temporariamente suspenso.
Está subordinado ao Comando do 4º Distrito Naval, e integra o Grupamento de Patrulha Naval do Norte, tendo como área de atuação o litoral dos Estados do Pará, Maranhão, Amapá, operando a partir da Base Naval de Val de Cães, em Belém (PA).