
Classe Grajaú
"Lince dos Mares”
Características
Deslocamento: 197 ton. (padrão); 217 ton. (carregado).
Dimensões: 46,5 metros de comprimento; 7,5 metros de boca; e 2,3 metros de calado.
Propulsão: dois motores diesel MTU 16V 369 TB94 de 2.740 bhp cada, acoplados a dois eixos com hélice de três pás e passo fixo.
Combustível: 23 tons.
Eletricidade: três geradores no total de 300KW.
Velocidade: máxima 26,5 nós
Raio de Ação: 2.200 milhas náuticas a 12 nós (10 dias).
Armamento: um canhão Bofors L/70 de 40mm; duas Metralhadoras BMARC-Oerlikon GAM BO1, de 20mm, em dois reparos singelos.
Sensores: um radar de navegação Decca 1290A, Banda I, equipado com Global Marine Distress and Safety (GMDSS) e equipamento de visão noturna.
Equipamentos: uma lancha de casco semirrígido (RHIB), com capacidade para 10 homens, e um bote inflável para seis homens, usado para salvamentos e abordagens; um guindaste eletro-hidráulico, com capacidade para 620kg.
Tripulação: 29 homens (quatro Oficiais e 25 Praças).
Histórico
O Navio Patrulha Guanabara - P48, foi ordenado em 1995 como parte do quinto lote de duas unidades da classe, junto ao estaleiro INACE - Industria Naval do Ceará S/A, em Fortaleza. O Guanabara é o sétimo navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem à baía do Rio de Janeiro. Foi construído seguindo o projeto da Vosper-QAF Ltd, de Singapura. O casco foi desemborcado e foi realizada a cerimônia de batimento de quilha em 20 de dezembro de 1996, pelo Ministro da Marinha, Almirante de Esquadra Mário César Rodrigues Pereira. O navio foi batizado e lançado ao mar em 5 de novembro de 1997, tendo como madrinha a Sra. Rose Marie Neves de Sabóia, esposa do Almirante de Esquadra Henrique Sabóia, ex-Ministro da Marinha no Governo José Sarney.
Na cerimonia de lançamento ao mar, também compareceram diversas autoridades civis e militares, entre elas os Almirantes Valdir Bastos Pontes e Estanislau Façanha. Foi incorporado em 9 de julho de 1999. O casco do Guanabara, assim como do Guarujá, foi construído emborcado e em um único bloco, possibilitando, assim, melhores resultados nas soldagens e carenagem do chapeamento. Foi lançado ao mar emborcado, utilizando-se do elevador de navios do estaleiro e, a seguir, o seu desemborcamento, com segurança, empregando-se guindastes. Após a manobra, o navio retornou ao elevador de navios e foi transferido, novamente para a oficina, para continuação dos serviços, com ênfase, na instalação das linhas de eixo e dos equipamentos.