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  • Publicado em 18/02/2020 - 15:29
  • Atualizado em 23/04/2025 - 10:58
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Embarque do CTDIC no  Navio de Apoio Oceânico “Iguatemi”

No período de 06 a 11 de fevereiro, foi realizado o exercício de embarque do “Contêiner de Tratamento de Doenças Infecto Contagiosas” (CTDIC), sob a coordenação do Comando do 4º Distrito Naval (Com4ºDN). A atividade ocorreu por meio de ações conjuntas do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte, Base Naval Val de Cães e Hospital Naval de Belém, Organizações Militares subordinadas ao Com4ºDN. O exercício ainda contou ainda com presença de representantes do Hospital da Aeronáutica de Belém, que puderam acompanhar o evento, contribuindo para interoperabilidade das Forças Armadas no cenário Amazônico.

O treinamento teve como objetivo aperfeiçoar o grau de coordenação das equipes envolvidas e o emprego dos protocolos pela equipe de saúde a fim de atuar na assistência a pacientes portadores de doenças infectocontagiosas altamente transmissíveis e manter o CTDIC em condições de pronto emprego. O aprimoramento desta capacidade logística é uma maneira de contribuir com os órgãos de fiscalização sanitária do país no combate a epidemias, principalmente quando o risco é proveniente de embarcações na área de responsabilidade do Serviço de Busca e Salvamento (SAR) do Com4ºDN.

O exercício se desenvolveu por intermédio do monitoramento do contêiner por cinco dias, tendo ocorrido pela primeira vez a bordo do Navio de Apoio Oceânico “Iguatemi”. Também foram capacitados para o embarque do CTDIC os seguintes meios subordinados ao Com4ºDN: Navio Hidroceanográfico “Garnier Sampaio”, Navio Patrulha “Bocaina” e Navio Patrulha “Bracuí”. Desta forma, os Navios vão  contribuir para o aprimoramento das ações de manutenção e flexibilidade no transporte do contêiner.  

O CTDIC, adaptado como enfermaria, é dividido em três ambientes: uma antecâmara, a enfermaria propriamente dita e um banheiro. Ele possui um mecanismo especialmente desenvolvido para manter uma pressão negativa e só exaurir o ar interior para a atmosfera após ser submetido à filtragem efetiva, impedindo a disseminação do agente infeccioso por aerossóis. Ainda detém um sistema seguro de armazenamento de esgoto, garantindo o isolamento de microorganismos patogênicos. O mesmo foi projetado para a permanência de um paciente em seu interior por até quatro dias, tempo considerado suficiente para efetuar um resgate na zona SAR.

 

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