Hoje, 15 de setembro, é comemorado o dia do Musicoterapeuta, uma data propícia para lembrar que a Marinha do Brasil (MB) foi a primeira Força Armada a abrir suas portas para esse profissional.
Embora até hoje não tenha sido realizado concurso público para essa área, você que é musicoterapeuta pode ingressar na instituição através do processo seletivo do Serviço Militar Voluntário (SMV) para Oficiais Temporários (vínculo de até oito anos).
A primeira musicoterapeuta das Forças Armadas
A Primeiro-Tenente Lizandra Maia é musicoterapeuta do Quadro de Apoio à Saúde e serve na Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória, no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, onde atende seus pacientes no Centro de Atenção à Terceira Idade (CATI).
“Eu escolhi a Musicoterapia porque eu já estudava música desde os oito anos de idade, queria trabalhar na área de saúde, mas não deixar aquele estudo de lado. Na época do vestibular, descobri a Musicoterapia e, então, entendi que era isso que eu desejava para minha vida”, conta.
A Tenente foi a primeira musicoterapeuta das três Forças Armadas e ela explica como as oportunidades surgiram para a profissão na MB:
“A Musicoterapia passou a existir na Marinha após um projeto sobre os benefícios da profissão para a família naval virar realidade. Esse projeto foi executado, houve a abertura do edital do processo seletivo para militares temporários, consegui aprovação e então eu fui a primeira musicoterapeuta a ingressar nas três Forças Armadas no Brasil inteiro”, relembra ela.
A Oficial se sente muito realizada na Marinha, pois essa é a profissão dos seus sonhos e destaca que muitas portas se abriram para ela, como também para a profissão que não era muito reconhecida.
Benefícios da Musicoterapia
Muitos são os benefícios da Musicoterapia para aqueles que precisam. A paciente Graciema Mendes, de 74 anos, conta como sua vida melhorou:
"Estou muito feliz de poder estar neste grupo, porque me ajudou em tudo. Agradeço todos os dias pelo meu benefício de saúde e meu desenvolvimento social. Eu tomava remédio para dormir e quando acordava, estava pior do que quando tinha deitado. Depois de entrar na Musicoterapia, eu já não tomo mais o remédio para dormir. Hoje só vivo cantando, coisa que não fazia mais. Agradeço a Tenente Lizandra Maia pelo jeito que ela cuida da gente", comemora ela.
Outra beneficiada pelo tratamento é Jaci Altamiranda, de 67 anos, que relata como essa terapia faz bem para sua vida:
"Eu me tratava na psicóloga e graças a Deus parei com todos os remédios, não preciso mais ir às clínicas. Hoje só me trato no CATI através da Musicoterapia com a Tenente Lizandra, que é um anjo nas nossas vidas. Só tenho a agradecer a ela que trouxe tantos benefícios para minha saúde”, celebra a paciente.