Oficial temporário na Marinha: a advogada Beatriz Carvalho aproveitou os oito anos que esteve na Força para se aperfeiçoar profissionalmente

A advogada Beatriz Carvalho atuou como Oficial no Serviço Militar Voluntário (SMV) no ano de 2011. Na época, a Primeiro Tenente passou por diversas Organizações Militares (OM) dentro do 9° Distrito Naval (Manaus). Sua participação foi em assessorias jurídicas, na gerência administrativa financeira, como foi também a encarregada de departamento de licitações e contratos.
 
Beatriz aconselha aos interessados no processo seletivo do SMV-Oficiais para aproveitarem o máximo que puderem enquanto estiverem na instituição. “Quando estiver dentro da Marinha, dedique-se ao máximo, dê o seu melhor sempre, pois será reconhecido. Aproveite as oportunidades que a Marinha lhe der na sua qualificação profissional e não esqueça que os oito anos passam rápido”, diz ela.
 

Ingresso na Marinha – Por que você quis participar do processo seletivo SMV-Oficiais temporários?
Beatriz Carvalho – Porque via uma oportunidade de crescer profissionalmente, adquirir novos conhecimentos, além de adquirir experiência que me traria benefícios na área em que trabalho.
 

Quais foram as expectativas e sentimentos em relação a ser temporária na Marinha?
As expectativas foram boas, minha ascensão profissional foi notória. Hoje, vejo que conquistei um bom currículo, graças aos processos que conduzi dentro da Marinha. Tenho muita gratidão à instituição, principalmente pelos aprendizados adquiridos como militar, como regularidade, disciplina e hierarquia. Agradeço aos grandes chefes que tive a oportunidade de servir e as Organizações Militares que reconheciam o valor de um Oficial RM2.
 
Quais são seus sentimentos em relação à Marinha do Brasil?
Sentimento de ter servido à pátria, grande orgulho do início ao fim, confesso que até hoje falo “faina”, “tá safo”, as linguagens de Marinha que fazem parte agora do meu vocabulário.

 
Ficou o período total de oito anos? Nesse período, o que você antes como civil levou para Marinha para a contribuição deste progresso mútuo?
Fiquei os oito anos, de 2011 a 2019. Fui atleta e já tinha dentro de mim as responsabilidades que advêm da disciplina e hierarquia, acredito que o convívio com os meus pares, na maioria Oficiais RM2, eu pude contribuir para que eles percebessem que a exigência do militarismo faz parte do processo de formação de um Oficial RM2. Sendo assim, essa troca fez com que aumentasse o meu senso de responsabilidade.

 
Quais foram suas atividades e rotina na Marinha?
Na Marinha, atuei na Assessoria Jurídica e na área de obtenção e Licitações e contratos (Intendência), aprendi a trabalhar em equipe e fui encarregada de divisão, hoje tenho muitos amigos das cinco organizações militares (OM) que passei. Ganhei amigos para o resto da vida.
 
Quais foram seus planos profissionais durante sua atuação no SMV?
Confesso que hoje faria diferente, demorei a me planejar para o término do SMV. Faltando três anos para acabar o vínculo, eu faria um planejamento para empreender após o meu tempo, mas no final deu certo. O currículo que adquiri por ter servido à Marinha, adicionado às capacitações que conquistei com cursos pós Marinha, me fizeram estar dentro do mercado.
 
Após sua saída da Marinha, o que você realizou profissionalmente?
No ano de 2019, tirei esse tempo para me dedicar aos meus filhos e descansar. No final de 2019, início de 2020, comecei a procurar emprego. Logo em janeiro de 2020, comecei a trabalhar no Ministério da Mulher por indicação e em março de 2020 me inscrevi no Processo Seletivo do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). Confesso que inicialmente foi para testar meu currículo. Porém, após saber o resultado e que tinha me classificado em segundo lugar de 400 inscritos para minha área, fiquei muito feliz. Foi nessa hora que percebi o quanto a Marinha tinha me ajudado. A partir desse momento, fiz as etapas seguintes e fui aprovada no processo seletivo de analista jurídica. Atualmente, trabalho no CAU/BR e recebo uma boa remuneração.
 
Como você define esta experiência para sua vida?
Posso dizer que foi excelente, é claro que existem momentos ruins, mas trabalhar na Marinha de uma forma geral foi positivo, tanto na área profissional quanto pessoal. Os bons frutos colhidos estão relacionados à experiência adquirida, ao aprendizado e à conquista de novos amigos. Foi um grande orgulho de ter feito parte da Marinha do Brasil.
 
Quais aspectos na sua vida pessoal e profissional você sentiu mais evolução na Marinha?
A grande evolução profissional foi liderar equipes, tomar decisões importantes e conduzir processos complexos. A grande evolução pessoal foi perceber que a vontade de conquistar o objetivo, como dizem “cumprir à missão”, jamais pode sair de foco. Levo isso para minha vida em tudo que pretendo fazer.
 
Qual mensagem você deixa para quem tem o sonho de ser aprovado neste processo seletivo?
Não fique com receio da vida militar, ela é muito gratificante. Quando estiver dentro, dedique-se ao máximo, dê o seu melhor sempre, pois será reconhecido. Aproveite as oportunidades que a Marinha lhe der na sua qualificação profissional e não esqueça que os oito anos passam rápido.

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