Farol da Barra

     A Barra do Rio Grande é a ligação entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, sendo considerada importantíssima rota que permite às embarcações alcançarem Porto Alegre, a então chamada "Barra Diabólica" (devido aos parcéis em volta) era sinalizada com duas grandes balizas de madeira.
 

     Em 1 de dezembro de 1820, o governador geral, Saldanha, em cumprimento a uma provisão da junta do comércio, agricultura, fábricas e navegação, deu começo a construção do primeiro farol colocado na entrada da Barra do Rio Grande de São Pedro do Sul, daquela província, o qual foi erguido na velha e arruinado torre da Barra, de propriedade do Patrão Mor, instalado no topo da antiga torre do porto, uma medida improvisada para que se pudesse arrecadar o Imposto sobre Faróis, instituído por D.João VI em 1818. Esse farol ficou inutilizado depois da primeira chuva de granizo.

 

     Após o incidente, uma fogueira era acesa nas proximidades dessa torre para orientar os navios. Em 1827 o presidente da província Salvador José Maciel solicita ao Imperador D.Pedro I a reconstrução do farol. O farol só foi reaceso em 2 de agosto de 1842.
 

     Em 1847 foi encomendada em Londres a atual torre de ferro de 31 metros, sendo inaugurada em 18 de janeiro de 1852 graças à iniciativa do Capitão dos Portos Antonio Caetano Ferraz, que conseguiu adaptar a estrutura ao solo arenoso da região. O farol foi equipado com um aparelho de luz catóptrico de eclipses, com alcance de 15 milhas, substituído pelo mecânico Victor Alinquant em 1886, pelo atual dióptrico de 2ª ordem, com respectiva lanterna da marca francesa Barbier & Fenestre.

     Originalmente pintado de vermelho, depois de roxo-terra, atualmente o farol apresenta faixas pretas e brancas. Ao seu lado, encontra-se restaurada a torre do patrão-mor, a mais antiga torre de farol ainda de pé no Brasil.