NB F Mario Seixas

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 234 toneladas.

Dimensões: 35.45 m de comprimento, 6.65 m de boca, 2.51 m de calado leve e 4.8 m de calado carregado.

Propulsão: 2 motores diesel Scania DST-14 MO3 de 354 hp cada, acoplados a dois eixos com hélice de passo fixo.

Eletricidade: 2 geradores diesel de 60 KvA.

Velocidade: 8 nós (sustentada)

Raio de Ação: 1.400 milhas náuticas, com 10 dias de autonomia.
Equipamentos: pau de carga com capacidade para até 10 toneladas.

Código Internacional de Chamada: PWMX
Tripulação: 19 homens, sendo dois oficiais e 17 praças.

 

H i s t ó r i c o

 

     O Navio Balizador Faroleiro Mário Seixas - H 26, ex-Mestre Jerônimo, ex-Brasil I, ex-Cabana, foi o primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Faroleiro Mário Seixas dos Santos. Foi construído em 1962, como navio de pesca, em Vigo, Espanha e batizado com o nome "Cabana". Já denominado "Brasil I", foi empregado como navio de pesca em Recife-PE até 1964, quando foi arrestado pelo Banco Central, em troca de uma divida dos seus proprietários, e enviado para o Rio de Janeiro. Em 1967, o Banco Central doou a embarcação à SUDEPE - Superintendência do Desenvolvimento da Pesca, que a rebatizou como “Mestre Jerônimo”.

 

     Até 1979 foi empregada pela SUDEPE em pesquisa de pesca. Em 25 de outubro de 1979, foi doada à MB, sendo recebida pelo Serviço de Sinalização Náutica do Sul (SSN-5) em 14 de novembro do mesmo ano. Em 11 de fevereiro de 1982, o Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, em visita ao Porto de Rio Grande, determinou verbalmente ao Comandante do 5º Distrito Naval, Vice-Almirante Fernando Mendonça da Costa Freitas, que fossem realizados estudos de viabilidade para a transformação do Navio Pesqueiro em Navio Balizador, já que o casco se encontrava em avançado estado de desmontagem.

 

O Navio Balizador Mário Seixas, era uma navio pesqueiro que foi adaptado para o serviço na MB. (foto: SRPM)

 

     Em 21 de janeiro de 1983, foi assinado o Contrato nº 760/002 com a CORENA – Metalurgia e Construções Navais S/A, para realização dos serviços em seu estaleiro em Itajaí-SC, iniciados em 28 de janeiro de 1983. No CORENA, teve sua propulsão modificada de um motor/um eixo para dois motores/dois eixos, aumento da superestrutura para acomodar uma tripulação maior, remodelação do passadiço e a instalação de um mastro de proa com pau de carga. O custo de sua conversão foi 1/3 do custo de um NB classe Comandante Varella. Depois de realizar as provas de cais, realizou as provas de mar nos dias 17 e 19 de janeiro de 1984.

 

     Foi submetido a Mostra de Armamento e incorporado à Armada em 31 de janeiro de 1984, segundo a Portaria n.º 1512 de 04/11/83 e a O.D. 0001/84 de 31/01/1984, em cerimônia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, AE Alfredo Karam. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-Tenente Francisco Carlos Ortiz de Holanda Chaves.

 

     Em 1º de janeiro de 1986, entra em vigor a portaria n.º 1025, de 26 de novembro de 1985, transferindo a sua subordinação para o Serviço de Sinalização Náutica do Sul - SSN-5, passando assim a operar a partir de Paranaguá-PR.

 

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