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Ataques cibernéticos no ambiente ma-  de  navegação  e  garantir  a  operação  se-
 rítimo  vêm  mostrando  a  vulnerabilidade   gura dos sistemas de navegação e contro-
 dos sistemas de navegação integrados e   le das plataformas a bordo. Esta solução   Figura 3.  Relações da Tecnologia Oceânica com a Sociedade
 controles integrados de gerenciamento de   vem demandando importantes pesquisas
 plataforma, não sendo raros os casos de   em subsistemas ou operações específicas
 ciberataques a navios  e armadores (Leite   como embarcações autônomas, sistemas
 et al., 2021). Atividades intencionais de   portuários e sistemas de IT/OT instalados
 sabotagem no sinal de posicionamento sa-  a bordo de navios (Meland, 2021). Diver-
 telital ou de identificação AIS são possíveis   sos estudos que estão sendo conduzi-
 de ocorrerem e causarem danos materiais e   dos em importantes centros de pesquisa
 pessoais de grandes proporções.   como as Universidades de Plymouth e de
 Este risco operacional aumentou de   Ciência e Tecnologia da Noruega (NTNU)
 intensidade a partir da década de 2000   têm mostrado a baixa conscientização da
 com o boom da digitalização dos navios,   comunidade marítima em relação a este
 causando o surgimento de uma impor-  problema, apresentando que ainda existe
 tante indústria tecnológica que visa mi-  um vasto campo de pesquisa e desenvol-
 tigar tais problemas: a cibersegurança   vimento a ser trilhado para se mitigar os
 marítima. Este ramo é especializado em   riscos na digitalização e conectividade dos
 proteger dados de navios e companhias   sistemas marítimos de navegação.


 4. Desafios em Tecnologia Oceânica

 Há uma diversidade de atores ligados   da pesquisa pura virem protótipos que
 aos estudos e ao uso do oceano, envolven-  provem estes conceitos e depois produtos
 do diversas áreas da ciência (oceanografia,   na mão da indústria para uso do merca-
 meteorologia, engenharias, ciências so-  do. A compreensão desta cadeia foi muito
 ciais, biologia etc.), as indústrias de pesca,   bem adotada pela NASA que desenvolveu
 aquacultura, de óleo & gás, de mineração,   a métrica dos níveis de prontidão tecno-
 energias renováveis, de turismo, o lazer en-  lógica, do inglês  Technology Readiness
 tre outros tantos, como está exemplificado   Levels-TRL  (Gil, Andrade e Costa, 2014).
 no diagrama circular da Figura 3. Soma-se a   Nesta métrica, a pesquisa básica e o de-
 isto, a diversidade cultural, social, econômi-  senvolvimento de protótipos vão do TRL-1
 ca, ambiental e geológica nas diversas regi-  ao TRL-5, ou seja, processos de pesquisa e
 ões da costa brasileira. Toda essa pluralida-  invenção. O aprimoramentos piloto para
 de vai se refletir nas tecnologias existentes   ambientes reais, processos de inovação,
 que devem suprir desde as necessidades do   do TRL-5 ao TRL-7, etapa esta que já deve
 pescador artesanal de áreas costeiras até as   incluir empresas e startups, e as evoluções
 demandas das grandes empresas de óleo &   para os produtos ou serviços se tornarem
 gás e mineração em águas profundas.  maduros e comerciais, processos de inves-
 Para o desenvolvimento tecnológi-  timento comercial e de mercado que vão         Fonte: Fábio Nascimento
 co  perene,  é  necessário  que  haja  supor-  do TRL-8 ao TRL-9. Esta lógica evolutiva e
 te à pesquisa, ao desenvolvimento e à   a sinergia entre os atores está ilustrada na
 inovação, possibilitando que os conceitos   figura na página ao lado.


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