Parceiros

A PETROBRAS e a Marinha renovaram, no dia 7 de agosto deste ano, a parceria para apoio a missões científicas no Brasil e na Antártica, que garante por mais cinco anos o apoio da companhia nas missões científicas do PSRM e do PROANTAR (Plano Setorial para os Recursos do Mar/Programa Antártico Brasileiro). As atividades são coordenadas pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM). O projeto resultante da parceria vai utilizar, durante toda sua execução, cerca de R$ 400 milhões em recursos da Cláusula de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) – contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural, que estabelecem que os concessionários devem investir o valor correspondente a 1% da receita bruta da produção de grandes campos em PD&I.

Na primeira etapa, o principal objetivo é a aquisição de equipamentos a fim de possibilitar a continuidade das atividades de PD&I e a formação de recursos humanos no âmbito da CIRM, por meio de diversas ações e programas sob sua coordenação e gerência, concretizando-se por aquisições de combustíveis e seu emprego em campanhas de pesquisa, bem como na obtenção de equipamentos de aquisição de dados meteorológicos e oceanográficos.

Os benefícios decorrentes de tal acordo podem ser mensurados em um horizonte amplo de tempo. A importância da manutenção da capacidade operacional do PROANTAR possui impacto direto nas atividades de pesquisa. Por exemplo, os estudos oceanográficos e meteorológicos realizados na Antártica, que possibilitam a compreensão dos fenômenos naturais que influenciam diretamente no clima do Brasil.

Além das razões estratégicas de ordem geopolítica e econômica, a presença brasileira na Antártica, demonstra o firme interesse do Brasil naquela área, no desenvolvimento de tecnologias de proteção ao meio ambiente antártico e na realização de pesquisa diversificada.

Cabe ressaltar que os parceiros que contribuem com a pesquisa na Antártica, único local do planeta ainda intocável pelo homem, têm sua imagem diretamente relacionada à conservação ambiental, pois a preocupação com a preservação do meio ambiente naquele continente é a tônica entre os diversos atores envolvidos. 

As pesquisas na Antártica legitimam o status do País como Membro Consultivo do Tratado da Antártica e, assim, permite que o Brasil tenha voto nos fóruns da Antarctic Treaty Consultative Meetings (ATCM), onde é decidido o futuro do Continente, incluindo a possibilidade de exploração dos recursos minerais a partir de 2048.

A parceria entre a PETROBRAS e a Marinha do Brasil garante recursos para aquisição de combustíveis, equipamentos e materiais utilizados nos treinamentos, manutenções e Operações Antárticas

 

Uma avançada infraestrutura de telecomunicações foi inaugurada, no dia 11 de março, na Estação Antártica Comandante Ferraz – EACF, iniciando uma nova fase na pesquisa antártica brasileira.

Por meio de um acordo de cooperação entre a Marinha do Brasil, a empresa Oi, com participação da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), cientistas e militares brasileiros que atuam no continente agora possuem internet fixa de alta velocidade; rede móvel com conexão 4G; acesso wi-fi distribuído por todas as instalações da estação; e sistema de recepção de sinal de TV.

Com essa nova tecnologia - que permite transmitir dados, fazer vídeos e ligações - os residentes da EACF poderão ampliar a comunicação com outras bases; cientistas terão agilidade no desenvolvimento de suas pesquisas - podendo compartilhar os resultados, em tempo real, com as universidades; além de encurtar a distância, amenizando a saudade dos familiares que permanecem no Brasil.

 

A Fiocruz em parceria com o PROANTAR, teve, neste ano, seu primeiro projeto de pesquisa para a Antártica aprovado em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto terá duração de quatro anos e a equipe de pesquisadores embarcará na nova aventura durante a OPERANTAR XXXVIII.

O projeto da Fiocruz vai buscar identificar novos patógenos e patógenos conhecidos com potencial impacto sobre os ecossistemas locais ou nos outros continentes próximos, entre vírus, bactérias, fungos e helmintos, bem como avaliar a diversidade genética, virulência e capacidade metabólica e genômica dos microorganismos e vírus isolados.

Essa parceria também proporcionou a participação da Fiocruz em dois comitês instituídos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações: o Comitê de Ciências do Mar, que assessora o ministro na execução de medidas que culminem na aprovação de uma Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Mar e em seus desdobramentos; e o Comitê Nacional de Pesquisas Antárticas, que trata das atividades e interesses científicos e tecnológicos na Antártica e propõe normas e diretrizes no âmbito do Programa Antártico Brasileiro. Além de ter o projeto aprovado, a Fiocruz foi convidada a ocupar um dos dezessete laboratórios da nova Estação Comandante Ferraz.

Parte da equipe de pesquisadores da Fiocruz envolvida no projeto FioAntar