XXXII Reunião dos Administradores de Programas Antárticos Latino-Americanos (RAPAL)

PROANTAR

A XXXII RAPAL, organizada este ano pelo Instituto Antártico Uruguaio, em formato virtual, aconteceu no período de 28 a 30 de setembro, e contou ainda com a participação dos demais países membros: Argentina, Chile, Equador, Peru e, na qualidade de observadores, Colômbia e Venezuela.

Um dos principais objetivos da RAPAL é fomentar a cooperação nos diferentes trabalhos realizados pelos países membros na região austral e coordenar possíveis alinhamentos em temas tratados nos demais foros do Sistema do Tratado da Antártica, fortalecendo assim a participação latino-americana nas decisões sobre o gerenciamento conjunto do Continente Antártico. Dessa forma, durante a XXXII RAPAL foram discutidos temas antárticos comuns ao bloco regional, especialmente as oportunidades de cooperação científica e logística, além do compartilhamento de iniciativas bem-sucedidas.

Dando continuidade ao estudo proposto pelo Conselho de Gerentes de Programas Antárticos Nacionais (COMNAP) relativo à necessidade de planos de emergência que contemplem a possível ocorrência de terremotos e tsunamis na região da Península Antártica, os países apresentaram as diretrizes já existentes para as suas instalações naquela região e devem compartilhar intersessionalmente informações detalhadas, a fim de colaborar no desenvolvimento de protocolos específicos, bem como possibilitar o planejamento das ações necessárias em caso de busca e salvamento relacionadas a eventos extremos.

Tiveram início as discussões para possibilitar maior participação dos pesquisadores regionais na realização de estudos científicos e coleta de dados que possam subsidiar as metas prioritárias propostas no plano de trabalho quinquenal do Comitê de Proteção Ambiental (CEP). Acordou-se também estabelecer um fórum sobre educação no âmbito da RAPAL, a fim de identificar estratégias e oportunidades comuns para possibilitar maior inserção de temas antárticos no currículo escolar, bem como oportunidades para o ensino não-formal.

Apresentação da XL OPERANTAR

O Brasil apresentou sete documentos, relacionados à adequação das atividades operacionais nas duas últimas campanhas para evitar a introdução da COVID-19 na Antártica, o desenvolvimento de pesquisas científicas no contexto de pandemia, aspectos de sustentabilidade da Estação Antártica Comandante Ferraz, o sistema de gerenciamento do PROANTAR e atividades de educação e divulgação promovidas pela Associação de Pesquisadores e Educadores em Início de Carreira para o Mar e os Polos do Brasil (APECS-Brasil).

A delegação brasileira contou com representantes da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e APECS-Brasil.