Voos Antárticos

Aeronave C-130 (Hércules), da FAB na Base Aérea do Galeão

 

Pouso na Base Aérea Presidente Eduardo Frei Montalva, no Chile

 

Operar no Continente Antártico é uma capacidade que poucas Forças Aéreas possuem e, por conseguinte, um privilégio de poucos tripulantes ao redor do mundo. Tal fato, por si só, seria suficiente para explicar o fascínio que a missão exerce sobre os integrantes do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte -

1º/1º GT, também carinhosamente chamado de Esquadrão Gordo, sediado no Rio de Janeiro.

A data era 23 de agosto de 1983. A epopeia da tripulação do Esquadrão Gordo embarcada no C-130 Hércules FAB 2463, nesta data, dava início a um dos mais brilhantes e extraordinários capítulos da história da Força Aérea Brasileira: a Missão Antártica.

A missão cumprida exclusivamente pelo 1º/1º GT, há mais de trinta anos, faz parte do apoio logístico ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Os dez voos realizados a cada OPERANTAR são imprescindíveis para a substituição de pesquisadores e militares, e o transporte de cargas que possibilitam o abastecimento da Estação Comandante Ferraz com medicamentos, equipamentos e mantimentos.

 

VOOS DE APOIO

A equipe do C-130 desembarca os passageiros e acondiciona a carga

 

Interior da aeronave

 

Antes de chegar à Antártica, o voo, que tem início na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, passa por Pelotas - RS, onde é complementada a logística da operação. Em seguida, decola para Punta Arenas - na Patagônia chilena. O próximo pouso só ocorre após uma viagem de três horas, até a Base Aérea Presidente Eduardo Frei Montalva, mantida pela Força Aérea Chilena. De lá até a Estação brasileira são necessárias mais três horas navegando, ou meia-hora de helicóptero.

 

VOOS DE INVERNO

Com o retorno dos Navios da Marinha para o Brasil e a chegada do inverno antártico (março a outubro) os voos de apoio da FAB passam a ser a única forma de abastecimento da EACF. Entenda um pouco da dinâmica desses voos, e como atuam os militares da Marinha e da FAB que coordenam essas missões no Continente Gelado. 

 

Momento exato do lançamento de cargas

 

Hércules sobrevoando a EACF após o lançamento

 

Militares do Grupo-Base recolhem o material lançado

 

Paletização de cargas para lançamento aéreo - durante os  voos de inverno, a equipe do C-130  fica responsável por acondicionar em palets todo o material que será lançado nas proximidades da EACF. Os fardos de carga chegam a pesar 200 kg.

O lançamento da carga - presos por cintos de segurança, os loadmasters ficam a poucos metros da rampa aberta do Hércules. Poucos segundos são essenciais para que a carga desça intacta e no local assinalado pelo Grupo-Base (16 militares da Marinha do Brasil, responsáveis pela manutenção das instalações brasileiras na Antártica).

Tipos de Carga - Gêneros frescos como: frutas, verduras, ovos e, também, materiais para os atendimentos de urgências como: sobressalentes para os diversos sistemas e medicamentos são alguns dos itens enviados.