Operações Antárticas (OPERANTAR)

 

O requisito fundamental para que o Brasil mantenha seu status como Membro Consultivo do Tratado da Antártica é que sejam realizadas pesquisas científicas substanciais na região. Anualmente, a Subcomissão para o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) planeja, coordena e executa as Operações Antárticas (OPERANTAR), nas quais estão diretamente envolvidos o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”; o Navio Polar “Almirante Maximiano”; a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF); a Força Aérea Brasileira (FAB); os diversos Projetos de Pesquisa selecionados pelo CNPq; o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC); o Ministério do Meio Ambiente (MMA); o Ministério das Relações Exteriores (MRE); as Estações de Apoio Antártico no Rio de Janeiro e em Rio Grande; e a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recurso do Mar (SECIRM). Além desses, diversas outras organizações governamentais e não-governamentais contribuem para o sucesso de uma OPERANTAR, dentre as quais podemos destacar o fornecimento do óleo combustível pela PETROBRAS - para realização das Operações, e a disponibilização de um moderno sistema de telecomunicações da EACF pela Oi.

A OPERANTAR é divida em atividades logísticas e de pesquisa.

As atividades logísticas envolvem diretamente os meios da Marinha do Brasil (MB) e da Força Aérea Brasileira, sendo, normalmente, iniciadas no mês de outubro com o carregamento dos Navios, no porto do Rio de Janeiro. Nessa etapa, são embarcados todos os materiais, equipamentos e gêneros necessários para o funcionamento da EACF e para o desenvolvimento das atividades dos Projetos de Pesquisa. A atividade de logística de cada Operação é encerrada ao final do último voo de apoio da FAB, geralmente no mês de setembro do ano seguinte ao do início da Operação.

As atividades de pesquisa são realizadas durante o período de verão da OPERANTAR, entre os meses de outubro a março. São desenvolvidas a bordo dos Navios da MB, na EACF, em acampamentos e em estações estrangeiras, por meio de acordos de cooperação entre os países. Atualmente, os pesquisadores não podem permanecer na Antártica no período do inverno, em função das limitações dos Módulos Antárticos Emergenciais, no entanto, com a prontificação da nova EACF será possível a realização de pesquisas, também, durante o inverno.

 

Planejamento das Operações

O planejamento de uma OPERANTAR é iniciado no mês de março, com a divulgação pelo CNPq da relação dos Projetos de Pesquisa habilitados a participar da próxima Operação.

Com isso os Coordenadores dos Projetos recebem as informações preliminares sobre os apoios logísticos disponíveis para o atendimento das suas demandas.

 

 

Cada Projeto de Pesquisa apresenta sua proposta de trabalho e as necessidades de apoio para a Operação por meio de um Formulário Científico, Logístico e Ambiental, o qual é avaliado pelo Grupo de Assessoramento (GA), a respeito da parte científica; pelo Grupo de Operação (GO), a respeito da exequibilidade logística; e pelo Grupo de Avaliação Ambiental (GAAm), a respeito da adequação da proposta aos protocolos de proteção ambiental previstos.

Com base nas informações coletadas os diversos Projetos são distribuídos nas fases de pesquisa da Operação, nas quais se utilizarão dos meios disponíveis para acessar os locais autorizados para a realização de suas atividades científicas.