CIRM presta homenagem ao pioneiro Professor Rocha-Campos

PROANTAR

Ele foi o único brasileiro a presidir o Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (SCAR)

Depois de uma vida inteira dedicada à pesquisa, o Professor Antonio Carlos Rocha-Campos, responsável por abrir caminhos para as pesquisas na Antártica, faleceu no dia 22 de julho, em São Paulo, aos 82 anos, deixando esposa e três filhos.

Em reconhecimento ao seu trabalho, a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) homenageará o Professor batizando o corredor de pesquisas da Estação Antártica Comandante Ferraz como: “Ala de Laboratórios Professor Dr. Rocha-Campos”.

Nascido em Araras-SP, em 3 de março de 1937, Rocha-Campos graduou-se em Geologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), em 1960. Conquistou o título de doutor, em 1964, e o de Livre-Docente, em 1969.

Responsável por criar o Centro de Pesquisas Antárticas, na USP, o professor Rocha-Campos foi o pioneiro em pesquisas antárticas no Brasil. Essa expertise lhe rendeu, em 1983, o cargo de Coordenador Científico do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), contribuindo sobremaneira para sua implantação e visibilidade.

Ao longo de sua carreira, participou de inúmeros fóruns nacionais antárticos. Por meio da publicação de artigos e periódicos, como “A Revista Antártica Brasileira” – publicada pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), tornou-se reconhecido mundialmente como um dos pesquisadores mais respeitados sobre o assunto. Esse currículo o qualificou para presidir o Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (SCAR), no período de 1994 a 1998, tendo sido o único brasileiro a ocupar esse cargo.

Essa merecida homenagem é uma forma de agradecimento do PROANTAR ao grande pioneiro, pela sua inestimável contribuição e ao importante legado científico deixado aos pesquisadores que atuam no Continente Antártico.

Foto: Paulo Roberto