Fiocruz realiza estudos em saúde na Antártica

Novos usos da biodiversidade marinha, biotecnologia, saúde humana e animal, biorremediação, saúde ambiental, microbiodiversidade e potenciais impactos dos ecossistemas na saúde humana e animal estão entre os objetivos de pesquisa da instituição.


 

Novos usos da biodiversidade marinha, biotecnologia, saúde humana e animal, biorremediação, saúde ambiental, microbiodiversidade e potenciais impactos dos ecossistemas na saúde humana e animal estão entre os objetivos de pesquisa da instituição.

Após aprovação de seu projeto de pesquisa na Antártica, por meio de edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) passou a desenvolver, no ano passado, o projeto “Um novo continente para estudos em saúde (FIOANTAR): Microbiota e Vírus Antárticos, seu potencial patogênico e biotecnológico, e sistemas de detecção de possíveis impactos no futuro para a saúde humana e animal.

Segundo o coordenador do projeto e pesquisador da Fiocruz, Wim Degrave, as interligações e os impactos dos ricos e variados ecossistemas da Antártica sobre a saúde dos animais, dos visitantes ou sobre o próprio continente e a América do Sul ainda são pouco estudados. “O projeto da Fiocruz vai buscar identificar novos patógenos e patógenos conhecidos com potencial impacto sobre os ecossistemas locais ou nos outros continentes próximos, entre vírus, bactérias, fungos e helmintos, bem como avaliar a diversidade genética, virulência e capacidade metabólica e genômica dos microorganismos e vírus isolados”, explica o pesquisador.

Presidente da Fiocruz na comitiva do 4º Voo de Apoio ao PROANTAR, durante a OPERANTAR XXXVIII

 

Para a pesquisadora Luciana Trilles a inclusão de uma faixa de pesquisa em Biologia Humana e Medicina Polar pelo PROANTAR fez com que a Fiocruz apresentasse um projeto conjunto entre suas unidades, uma vez que a fundação possui vários laboratórios de virologia, bacteriologia, parasitologia e fungos interessados em atuar nessa área. Por enquanto, o Laboratório de Micologia do Instituto Nacional de Infectologia (INI) será o laboratório pioneiro da Fiocruz presente na Antártica.

Os pesquisadores envolvidos são unânimes nas expectativas para os novos estudos. “Temos que estar com a mente aberta para a pesquisa. Certamente vamos encontrar coisas muito interessantes”, resumiu Luciana.

Com a parceria, a Fiocruz foi convidada a ocupar um dos dezessete laboratórios da nova Estação Comandante Ferraz, reinaugurada em janeiro deste ano, e passou a participar, também, de dois comitês instituídos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações: o Comitê de Ciências do Mar, que assessora o ministro na execução de medidas que culminem na aprovação de uma Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Mar e em seus desdobramentos; e o Comitê Nacional de Pesquisas Antárticas, que trata das atividades e interesses científicos e tecnológicos na Antártica e propõe normas e diretrizes no âmbito do Programa Antártico Brasileiro.