O Esquadrão HU-1 na OPERANTAR

O interesse do Brasil em se fazer presente no Continente Antártico formalizou-se através de sua adesão ao Tratado Antártico, em 1975, muito em função de um clamor nacional de alguns estudiosos, políticos e autoridades militares que entendiam que o Brasil não poderia se abster de ser um importante ator naquele continente.

A sua proximidade e sua influência sobre nosso país e a América do Sul, por si, já justificariam a presença brasileira na Antártica. Sempre com fins pacíficos, tal presença visaria a pesquisa científica, um melhor entendimento dos fenômenos climáticos, estudos sobres recursos econômicos vivos e não vivos, além de permitir ao Brasil participar das decisões tomadas sobre o futuro do “Continente Gelado”.

Àquela época coube a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) a responsabilidade pelo PROANTAR, uma vez que tal escolha economizaria o tempo e o custo da criação de uma estrutura exclusiva para a execução do Programa e, também, colocaria sob a responsabilidade da Marinha do Brasil um programa que dependeria, em grande parte, de uma logística naval apropriada.

É exatamente pela necessidade logística que se dá a importância do emprego de aeronaves na Antártica, já que estas trazem praticidade e rapidez no transporte de pessoal e de material entre os navios e o continente, além de possibilitarem o lançamento de acampamentos sazonais em áreas onde o acesso só é possível por meio aéreo.

Já na primeira expedição para a Antártica, no verão de 1982, o Primeiro Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-1) esteve presente, a bordo do Navio de Apoio Oceanográfico Barão de Teffé (H-42), com duas aeronaves modelo WASP (N-7040 e N-7041). Desde então, a OPERANTAR passou a fazer parte do calendário anual de missões do Esquadrão.

 

 

A partir de 1987, na OPERANTAR VI, foram empregadas, pela primeira vez, as aeronaves modelo UH-13 (Esquilo biturbina). Por serem aeronaves versáteis, de fácil manutenção e operação, os UH-13 mostraram-se como um excelente meio aéreo para apoio às atividades do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) e permanecerão sendo as aeronaves empregadas na missão até o final da OPERANTAR XXXVIII.

No segundo semestre de 2019, o EsqdHU-1 receberá a primeira das três aeronaves modelo H-135 (UH-17), mais modernas e de maior capacidade e que substituirão os UH-13. Os UH-17 colocarão o Esquadrão em um patamar operacional mais atual, além de trazerem um incremento na versatilidade e resistência necessárias para a realização das missões de emprego geral na missão antártica.

 

 

Para o “Tudão”, como o Esquadrão é carinhosamente conhecido, é uma grande honra participar de um projeto tão singular aos anseios nacionais e contribuir para a divulgação das atividades da Marinha do Brasil junto à comunidade científica internacional. Além disso, poder operar num ambiente com características tão extremas, torna a experiência inesquecível para os pilotos e diferencia o EsqdHU-1 das demais Unidades Aéreas operativas da Marinha.