Nomar Online

Desfile aeronaval pela orla do Rio de Janeiro marca o encerramento da Operação Poseidon

09/04/2022
Poder Naval
Desfile percorreu praias da Zona Oeste a Zona Sul do Rio de Janeiro
 

Agência Marinha de Notícias

Primeiro-Tenente (RM2-T) Vanessa Mendonça Silva – enviada especial embarcada no NDM “Bahia”

 

Cariocas e visitantes da cidade do Rio de Janeiro tiveram a oportunidade de assistir a um desfile inédito na manhã deste sábado. Os navios e aeronaves participantes da Operação Poseidon/2022 (Navio Doca Multipropósito "Bahia", Fragata "Independência", aeronave H-36 "Caracal", da Força Aérea Brasileira, aeronave HM-4 "Jaguar", do Exército Brasileiro, e aeronave UH-15 "Super Cougar", da Marinha do Brasil) se juntaram ao Navio-Aeródromo Multipropósito "Atlântico" e percorreram a orla do Rio de Janeiro, do Pontal ao Leme.

Na operação, foram qualificados oito pilotos (quatro do Exército Brasileiro e quatro da Força Aérea) para pousos e decolagens no NDM "Bahia". Além disso, mais dois pilotos, um do Exército e outro da Força Aérea, foram qualificados para operarem no Navio-Aeródromo Multipropósito "Atlântico", em navegação.

“Para nós, da Força Aérea, é uma qualificação muito especial e específica, porque nós estamos aprendendo com a Marinha o que de mais pontual existe: o pouso e decolagem embarcado”, disse o Primeiro-Tenente Gallardo, piloto da Força Aérea Brasileira.

“Os maiores ganhos que nós temos nesse tipo de operação são adquirir capacidades e técnicas novas, bem como, na parte profissional, conhecer o modo como os militares da Marinha trabalham. Então, poder passar essa semana aqui, adquirindo conhecimento e recebendo instrução com os pilotos da Marinha foi muito importante”, disse o Capitão Renault, piloto do Exército Brasileiro.

“É muito importante essa interação entre os pilotos da Marinha, do Exército e da Força Aérea, sobretudo dentro da aeronave, onde realmente a ação acontece. Fica muito mais fácil resolver problemas em comum e elaborar planos para possíveis desafios, o que contribuirá para que as operações conjuntas possam ser desenvolvidas com o máximo de potencialidade e efetividade para o bem do Brasil”, disse o Capitão de Corveta Pessanha, piloto da Marinha do Brasil.

Foram realizados, ainda, exercícios simulados de transporte de feridos, executados pelos pilotos e aeronaves das três Forças, o que ampliou ainda mais o nível de interoperabilidade, padronizando procedimentos operacionais. Concomitantemente à Operação Poseidon/2022, ocorreu o Adestramento Conjunto Específico de Salto Livre Operacional (SLOp), que no seu encerramento, ocorrido no dia 6 de abril, teve o NDM "Bahia" como base para exercícios de infiltração por helicópteros, por militares de Operações Especiais da Marinha, do Exército e da Força Aérea.

“A Operação Poseidon/2022 foi encerrada com o sucesso esperado, cujos ganhos excedem a qualificação dos pilotos para pousos e decolagens a partir de navios da Marinha do Brasil e o consequente aumento da interoperabilidade. A convivência diária com os militares das três Forças, a bordo do Navio Doca Multipropósito “Bahia”, estreita os laços de camaradagem que nos unem e nos fazem mais fortes. Além disso, permite a realização de operações mais complexas e integradas, em um futuro próximo”, afirmou o Comandante da operação, Contra-Almirante André Luiz de Andrade Felix.

 

Saiba mais acessando a matéria anterior sobre a operação.

Assista ao vídeo da operação.

          

        
    

 

Aeronaves da Marinha e da Força Aérea em atuação conjunta

 

Aeronaves das três Forças no convoo do Navio Doca Multipropósito "Bahia"

 

Tropas de Operações Especiais das Forças Armadas realizam exercício conjunto de salto livre

05/04/2022
Poder Naval

 

Treinamento em São Pedro da Aldeia (RJ) reuniu militares da Marinha, Exército e Força Aérea

 

Militares do Exército embarcando na aeronave UH-15 “Super Cougar”, da Marinha do Brasil
 

Agência Marinha de Notícias

São Pedro da Aldeia, RJ

Guarda-Marinha (RM2-T) Thaís Cerqueira Francisco

 

As Tropas de Operações Especiais das três Forças Armadas estão reunidas até o dia oito de abril, na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (RJ), para o Adestramento Conjunto Específico de Salto Livre Operacional (SLOp). Promovido pelo Ministério da Defesa e sob a coordenação do Comando Naval de Operações Especiais (CoNavOpEsp), o exercício é caracterizado pela interoperabilidade e atuação conjunta da Marinha, Exército e Força Aérea.

 

Ao todo, 173 militares participam do treinamento, que tem por finalidade aprimorar o emprego conjunto, aperfeiçoar táticas, padronizar procedimentos, fazer o intercâmbio de novas técnicas e promover a integração entre os operadores das Forças. Durante duas semanas, serão mesclados conteúdo teórico e prático, incluindo saltos noturnos e infiltração por helicóptero a partir do Navio Doca Multipropósito “Bahia”, já como parte da Operação Poseidon 2022.

 

Outro exercício executado inclui o Salto Livre Operacional à grande altitude, que requer uma preparação especial e depende de diversos fatores, como afirma o Capitão de Corveta André Tominaga Mussatto, do Comando Naval de Operações Especiais. “Por ser realizado a cerca de 32 mil pés (cerca de 9.700 metros) onde o ar é rarefeito, esse tipo de salto requer um nível de treinamento avançado e a utilização de equipamento de oxigênio para respiração. Os militares precisam estar com o teste de câmara hipobárica atualizado – que resumidamente é um equipamento que simula a falta de oxigênio (hipóxia) em grandes altitudes, podendo assim, simular esses efeitos no organismo dos saltadores durante o treinamento em solo”, completa. 

 

Esse tipo de prática também requer grande preparação física dos militares para poderem suportar a quantidade de peso. Durante o exercício eles chegam a carregar em média 35 quilos, com todos os equipamentos necessários para o cumprimento de uma missão, tais como mochila, armamento, capacete, colete balístico, console de navegação, cilindro e máscara de oxigênio, além do paraquedas operacional que pesa em torno de 25 quilos.

 

Compõem a missão efetivos da Marinha (Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, Grupamento de Mergulhadores de Combate e 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral), do Exército (1° Batalhão de Forças Especiais, Batalhão de Ação de Comandos e Companhia de Precursores Paraquedistas) e da Força Aérea (Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento e 1° Grupo de Transporte de Tropa), além de organizações militares de apoio das três Forças Singulares.

 

 

Militar recolhe paraquedas após salto em grande altitude

 

Marinha atua no sul do Estado do Rio de Janeiro após as fortes chuvas

04/04/2022
Cuidando da nossa gente

Militares, embarcações e uma aeronave permanecem nas ações em apoio à Defesa Civil


Aeronave SH-16, da Marinha do Brasil, que transportou hoje (4) o Ministro da Infraestrutura

Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, Angra dos Reis e Paraty (RJ)

Militares e embarcações da Delegacia da Capitania dos Portos em Angra dos Reis (DelAReis) e da Agência da Capitania dos Portos em Paraty (AgParaty) estão, desde o dia 31 de março, atuando em apoio às prefeituras locais, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ).

Ainda na noite de quinta-feira (31), militares da AgParaty foram acionados pela Prefeitura da cidade para transportar para locais seguros moradores que ficaram desabrigados. Na madrugada de sábado (2), quando houve uma maior incidência e intensidade de chuvas, foram constatados deslizamentos e alagamentos que afetaram, principalmente, as regiões de Monsuaba, em Angra dos Reis, e de Ponta Negra e Praia do Sono, adjacentes a Paraty.

No mesmo dia, uma embarcação da DelAReis foi deslocada para transportar agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em função dos deslizamentos, os agentes ficaram impossibilitados de se deslocarem por via terrestre de Angra a Mangaratiba.

Neste domingo (3), a DelAReis apoiou logisticamente o CBMERJ, com transporte de pessoal e material para a Praia Vermelha, em Ilha Grande, além de prestar suporte para a desobstrução de vias dentro de Angra dos Reis. Para a realização das ações, a DelAReis conta com aproximadamente 20 militares, uma Lancha de Apoio ao Ensino e Patrulha e duas viaturas.

O Delegado da Capitania dos Portos em Angra dos Reis, Capitão de Corveta Diego Faria Franca, e o Agente da Capitania dos Portos em Paraty, Capitão-Tenente Arnaldo Amirato Dias, explicam no vídeo como está sendo o apoio dado pelas Organizações Militares da Marinha na Região Sul do Estado do Rio de Janeiro.

Em apoio à Prefeitura de Paraty, à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros, duas equipes de Busca e Salvamento da AgParaty foram empregadas em embarcações de grande porte, cedidas por membros da comunidade marítima para translado de pessoal, material e suprimentos, que foram levados à praia de Ponta Negra.

Paralelamente, o Agente da Capitania dos Portos em Paraty, em conjunto com as autoridades locais, compôs o gabinete de crise instaurado pela Prefeitura de Paraty, no qual coordena a navegação das embarcações que prestam apoio, transmitindo informações meteorológicas e sobre as condições de maré, com o intuito de contribuir para a segurança da navegação.

Sobrevoo de reconhecimento
Nesta segunda-feira (4) pela manhã, a aeronave SH-16, da Marinha do Brasil, transportou o Ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho, até a cidade de Angra dos Reis, para sobrevoo e avaliação da situação das áreas atingidas.

O Ministério da Defesa, por intermédio das Forças Armadas, mobiliza-se nas ações de apoio à Defesa Civil na região de Angra dos Reis. A operação integra esforço do governo federal em resposta às fortes chuvas que atingiram os municípios fluminenses.

Até hoje, a Defesa Civil Nacional contabilizou dez óbitos, em Angra dos Reis, e seis óbitos em Paraty. Ontem (3), foi publicada portaria do Governo Federal reconhecendo a situação de emergência no município.

 

Operação Poseidon/2022

04/04/2022
Poder Naval
 
Treinamento conjunto das Forças Armadas reúne aeronaves a bordo de navio da Marinha
 
Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia”
 
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, RJ
 
Primeiro-Tenente (RM2-T) Vanessa Mendonça Silva
 
A interoperabilidade entre as Forças Armadas brasileiras é o ponto central da Operação Poseidon/2022, que começa hoje (04). Pela primeira vez, o Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia” receberá pilotos e aeronaves da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira para exercícios de qualificação de pousos e decolagens durante navegação no mar. Estão sendo empregados cerca de 900 militares. A Fragata “Independência” também participa do exercício.
 
Durante os cinco dias de operação, que acontecerá na área marítima compreendida entre as cidades do Rio de Janeiro e Cabo Frio (RJ), serão realizados diversos exercícios para ampliar o nível de interoperabilidade entre as Forças, com o objetivo de padronizar procedimentos operacionais. Estão previstos exercícios de salto livre operacional, realizado por militares de operações especiais; evacuação aeromédica (EVAM); e pick-up – atividade por meio da qual acontece a EVAM.
 
“Aprimorar a integração entre as Forças é extremamente importante, pois assim estaremos prontos para atuar conjuntamente e, dessa forma, ampliamos ainda mais nossas capacidades militares de defesa dos domínios aéreo, terrestre, fluvial e marítimo do território nacional, incluindo a Amazônia Azul”, disse o Comandante da operação, Contra-Almirante André Luiz de Andrade Felix.
 
No último dia da Poseidon (9 de abril), está programado um desfile dos navios e aeronaves que integram a operação pela orla do Rio de Janeiro. Além do NDM “Bahia” e da Fragata “Independência”, participam do desfile naval o Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico” e as aeronaves AH-11B (Super Lynx) e UH-15 (Super Cougar), da Marinha do Brasil, HM-4 (Jaguar), do Exército Brasileiro, e H-36 (Caracal), da Força Aérea Brasileira.
 
NDM “Bahia”
 
Fragata "Independência" (F44)
 
Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”
 
 

Apoio da Marinha em Angra dos Reis e Paraty após as fortes chuvas que atingiram a região

03/04/2022
Cuidando da nossa gente
Autoridades se reúnem em Paraty para coordenarem as ações na região
 
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, Angra dos Reis e Paraty (RJ)
 
 
A Marinha do Brasil (MB) transportou hoje (03), por meio de uma aeronave SH-16, o Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Coronel Alexandre Lucas Alves, para que fosse verificado a situação dos municípios de Angra dos Reis (RJ) e Paraty (RJ), após as fortes chuvas ocorridas na região, no dia 1o de abril. O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também esteve na cidade. A ação faz parte da mobilização do Ministério da Defesa para prestar apoio logístico na região do litoral sul do Estado do Rio de Janeiro.
 
“Quero agradecer muito ao trabalho da Marinha do Brasil. Temos muito orgulho de sermos parceiros e de sabermos que todos nós somos Defesa Civil. A colaboração de vocês é muito importante”, afirmou o Secretário logo após pousar no Colégio Naval, em Angra dos Reis.
 
Além do apoio aéreo, a MB está atuando com embarcações e militares da Delegacia da Capitania dos Portos em Angra dos Reis e da Agência da Capitania dos Portos em Paraty (RJ). Militares das duas Organizações Militares atuam em apoio às equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal.
 
"Estamos desde o dia primeiro de abril atuando em apoio à população de Angra dos Reis e região para tentar amenizar o sofrimento e auxiliar as equipes de buscas e apoio", afirmou o Delegado da Capitania dos Portos em Angra dos Reis, Capitão de Corveta Diego Faria.
 
Em Paraty, o Agente da Capitania dos Portos, Capitão-Tenente Arnaldo Amirato Dias, afirmou que está atuando diretamente junto com a Prefeitura da cidade, compondo o Gabinete de Crise criado, e que está participando diretamente do planejamento das ações de apoio. "Nossas embarcações e militares estão à disposição da Prefeitura e da Defesa Civil local e nacional. Em situações como essa que estamos vivendo aqui temos que dar todo o apoio necessário para amenizar o sofrimento da população local".
 
Em entrevista concedida à Imprensa, o Prefeito de Paraty, Luciano de Oliveira Vidal, afirmou que a situação na cidade está muito complicada e que todo apoio é importante. Ele também afirmou que a nota da Marinha alertando sobre a frente fria foi muito importante para amenizar os estragos. "Havíamos sido alertados pelo sistema da Marinha sobre as fortes chuvas que poderiam ocorrer. Foi uma tromba d´água que caiu e afetou diversas regiões da cidade. Imediatamente, alertamos a população sobre o risco iminente. Montamos uma operação para desobstruir as vias e resgatar famílias que estavam desalojadas ou tiveram vítimas fatais por causa de deslizamentos de terra".
 
No dia 1º, a Marinha emitiu nota alertando sobre a passagem de uma frente fria que poderia provocar ressaca, com ondas de direção Sudoeste a Sudeste, com altura de até 2,5 metros, na faixa litorânea entre os estados de São Paulo, ao norte de Ilhabela, e do Rio de Janeiro, ao sul de Arraial do Cabo, da manhã do dia 02 à noite do dia 03 de abril.
 
A Marinha do Brasil mantém todos os avisos de mau tempo em vigor no endereço eletrônico.
 
Adicionalmente, as informações meteorológicas podem ser visualizadas na página do Serviço Meteorológico Marinho no Facebook, no linke por meio do aplicativo "Boletim ao Mar", disponível para download na internet, tanto para o sistema Android quanto para iOS, desenvolvido em parceria entre a Marinha do Brasil e o RUMAR - Instituto Rumo ao Mar.
 
Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil agradece à tripulação da aeronave que o transportou
 
Aeronave SH-16, da Marinha do Brasil, pousada em Angra dos Reis (RJ)

 

 

Marinha apoia Defesa Civil Nacional após fortes chuvas ocorridas na Região de Angra dos Reis

03/04/2022
Cuidando da nossa gente
Aeronave pousada em Angra dos Reis
 
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, RJ
 
A Marinha do Brasil está apoiando a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil com uma aeronave SH-16. A ação faz parte da Mobilização de Apoio do Ministério da Defesa, em resposta ao desastre ocorrido nos municípios de Angra dos Reis e Paraty, após as fortes chuvas do dia 01 de abril.
 
As Forças Armadas prestarão apoio logístico para transporte de bombeiros, cães e equipamentos de busca e salvamento, da cidade do Rio de Janeiro com destino à cidade de Angra e demais localidades afetadas, além do deslocamento de equipe do Grupo de Apoio à Desastres.
 
A aeronave SH-16 pertence ao 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino, do Comando da Força Aeronaval, e tem cinco militares compondo sua tripulação. A aeronave também participou da mobilização em apoio à Defesa Civil, no município de Petrópolis (RJ).
 
 

Operação Viking 2022: Brasil sedia maior exercício de Operações de Paz do mundo

30/03/2022
Poder Naval

Militares da Marinha do Brasil participam do exercício

 

Militares brasileiros participando do exercício coordenado pelo Ministério da Defesa

 

Agência Marinha de Notícias

Brasília, DF

 

Capitão-Tenente (T) Thais da Costa Silva

 

Com o objetivo de manter as Forças Armadas em permanente condição de emprego, com capacidades para garantir o ambiente de paz e segurança internacional, o Brasil sedia parte do maior exercício multifuncional simulado em ambiente de missão de paz e respostas a crises internacionais, o Exercício Viking 2022, coordenado pelo Ministério da Defesa.

 

A atividade ocorre entre os dias 28 de março e 7 de abril, nas instalações do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília (DF) e conta com a participação de nove países da Associação Latino-Americana dos Centros de Treinamento de Operações de Paz (ALCOPAZ): Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Guatemala, México, Peru e Uruguai, além de integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), de Gana, França e Suécia. Ao todo, o exercício envolve cerca de 1.750 participantes dos quais 276 atuarão remotamente. 

 

Em sua 9ª edição, o Viking facilitará, ainda, o desenvolvimento e experimentação de futuras capacidades, métodos, conceitos operacionais e melhorias tecnológicas, além de permitir a integração de diversas Forças Militares de diferentes países. Na Operação, a Marinha do Brasil (MB) conta com a presença de 14 militares, sendo 13 no Brasil e um participando da direção do exercício, na Suécia. 

 

O Capitão de Mar e Guerra (Fuzileiro Naval) Luis Felippe Valentini da Silva, Coordenador da Força Naval no exercício, que já participou de missões de paz como a UNMIL, na Libéria, e a MINUSTAH, no Haiti e dessa vez atua na coordenação do treinamento, destaca a importância do evento, sobretudo para a Marinha: “O caráter multinacional do exercício permite a troca de experiências com militares de diversos países, bem como representantes das diversas agências da ONU. A presença de representantes da Marinha do Brasil neste exercício possibilita a manutenção da expertise da Força nas tarefas de um Estado-Maior em uma missão de paz”.

 

Na Suécia, o Capitão de Fragata Rodrigo Ribeiro Gonçalves Garcia, que já integrou duas missões de paz no Líbano, participa como representante de um Estado-Maior Conjunto e Combinado formado por oficiais da Índia, Austrália, Bangladesh, Suécia, Alemanha, Suíça e Brasil. Nesta parte do treinamento, estes militares se integram aos participantes no Brasil por meio de videoconferências e orientações enviadas pela Direção do Exercício, onde problemas simulados são repassados para serem solucionados no nível tático.

 

O Brasil, como signatário da Carta das Nações Unidas, tem contribuído com o esforço internacional para a promoção de paz mundial. A tradição brasileira de mais de 70 anos em missões de paz e os resultados alcançados – mais de 50 operações de paz e missões similares – qualificam o País como um importante ator no contexto dessas operações.

 

O exercício militar está em sua nona edição

 

 

Saiba mais sobre o exercício

 

 

 

 

 

Marinha retorna à cidade de Petrópolis após fortes chuvas

23/03/2022
Cuidando da nossa gente
 

Retroescavadeira da Marinha do Brasil atuando em Petrópolis (RJ)
 
Agência Marinha de Notícias
Petrópolis, RJ
 
Após o temporal que atingiu novamente a cidade de Petrópolis (RJ), no último domingo (20), a Marinha do Brasil (MB) enviou um destacamento avançado de reconhecimento e ligação para verificar a situação.
 
Na segunda-feira (21), foi instalado um Gabinete Integrado de Gestão de Crise, composto por representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, incluindo a MB, para realizar a coordenação das ações a serem tomadas em apoio à população de Petrópolis, devido aos danos causados pela ocorrência das fortes chuvas que atingiram a cidade.
 
Até o momento, são 12 viaturas e equipamentos de engenharia atuando na cidade, dentre elas: caminhões para transporte de carga e pessoal, viaturas leves, ambulância, tratores e outros equipamentos de engenharia. Ao todo, 36 militares atuam na desobstrução das vias.
 
A rápida mobilização e o pronto emprego da Força demonstra a capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais, que possui condições de atuar com flexibilidade e versatilidade em diversas operações. O tema, inclusive, foi pauta de uma entrevista concedida nesta semana à Agência Marinha de Notícias pelo Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (Fuzileiro Naval) Jorge Armando Nery Soares.
 
Acesse a entrevista completa por meio do link a seguir: https://www.marinha.mil.br/podcast
 
Militares da Marinha do Brasil estão em Petrópolis desde segunda-feira (21)
 
 

Rápida mobilização dos Fuzileiros Navais para ativar operações no Brasil e no exterior

23/03/2022
Poder Naval
 

Meios de Fuzileiros Navais no Comando da Divisão Anfíbia, no Rio de Janeiro
 
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, RJ
 
Capitão-Tenente (T) Fabrício Sérgio Costa
 
Era terça-feira, 15 de fevereiro, 17h32, quando a Defesa Civil do Rio de Janeiro emitiu aviso de alto risco de deslizamento em algumas regiões de Petrópolis (RJ). Imediatamente, a Marinha do Brasil (MB) se colocou à disposição para apoiar a Defesa Civil. A rápida mobilização e o pronto emprego da Força chamaram a atenção da sociedade brasileira, quando a capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) foi colocada à prova, deslocando, menos de 12 horas depois, dois comboios para a Cidade Imperial.
 
"Dispomos de flexibilidade e versatilidade para agir com rapidez e eficiência nas operações. Somos organizados conforme a necessidade e nos adequamos rapidamente à missão. Se uma missão necessita de um esforço maior na parte médica, como foi o caso de Petrópolis, a gente foca naquele componente", disse o Comandante-Geral do CFN, Almirante de Esquadra (Fuzileiro Naval) Jorge Armando Nery Soares.
 
Comando da Divisão Anfíbia, no Rio de Janeiro, durante inspeção da ONU, em 2021
 
Assim que chegaram à Região Serrana, os militares da Marinha fizeram um reconhecimento da cidade e identificaram as necessidades da prefeitura petropolitana. No dia seguinte, a MB ativou um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, com cerca de 300 militares, e montou um Hospital de Campanha no tempo recorde de 3 horas. Começava, assim, a Operação de Apoio à Defesa Civil em Petrópolis, que só terminaria 18 dias depois.
 
"Somos considerados uma força multimissão, aptos a prover grupamentos operativos capazes de alterar objetivos, efetivos e organizações no meio da missão. Conseguimos nos adequar às diversas situações, desde um combate real, em operações de guerra naval, passando pelo emprego limitado da força, como nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem, e em operações benignas, como as operações de assistência humanitária", afirmou o Almirante Armando.
 
A Marinha conseguiu agir em tempo recorde e cumpriu o que preconiza a Política Nacional de Defesa, a Estratégia Nacional de Defesa e o Livro Branco de Defesa Nacional, quando destaca que "a Marinha possuirá meios de Fuzileiros Navais, em permanente condição de pronto emprego para atuar em operações de guerra naval, em atividades de emprego de magnitude e permanência limitadas".
 
"Essa capacidade de mobilização fica muito clara quando lembramos do nosso lema. Ele vem de uma palavra em Latim, Adsumus, que representa ‘Aqui Estamos’. Ou seja, em um curto espaço de tempo, e com todas as capacidades, a gente pode atender às necessidades da Marinha e do Brasil", lembrou o Comandante-Geral do CFN.
 
Viaturas do Corpo de Fuzileiros Navais em deslocamento para Petrópolis
 
Capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais
O CFN é uma força estratégica por excelência, de caráter expedicionário, pronto emprego e projeção de poder. Como integrante do componente anfíbio da Marinha do Brasil, dispõe de capacidade para atuar de forma tempestiva em qualquer região do Brasil e do mundo.
 
"Em novembro de 2010, oferecemos apoio logístico às forças policiais do Rio de Janeiro. Fomos solicitados para transportar os policiais que fizeram a ocupação inicial do Complexo do Alemão. Em menos de 24 horas, os policiais já estavam ambientados com as viaturas e no local da ação. Em 2011, como aconteceu em Petrópolis, prestamos apoio à Nova Friburgo (RJ). Em menos de 12 horas, já estávamos na cidade, atuando no apoio à população. Foi uma situação bem difícil", recordou o Almirante Armando.
 
Com o propósito de defender interesses em locais afastados de seu território, um país deve ter a capacidade de realizar, nesses locais, operações de guerra, operações com o emprego limitado da força e operações benignas, em curto espaço de tempo e sem apoio de bases próximas.
 
"Nós temos que estar preparados para realizar as operações anfíbias. Isso faz com que tenhamos necessidade de ter um pessoal extremamente bem preparado, com condições de executar uma grande gama de tarefas. Mas não conseguimos isso da noite para o dia. Nossos militares são bastante exigidos ao longo de toda a sua carreira, por meio de cursos de formação, especialização e habilitação. Em nossos centros de instrução, eles são submetidos a um rigoroso processo de treinamento nas unidades operativas", afirmou o Almirante de Esquadra Armando.
 
Carro Lagarta-Anfíbio em apoio às Forças policiais no Rio de Janeiro
 
Missões de Paz da ONU
A preparação e o envio de um contingente militar para outra região, como aconteceu em Petrópolis, é uma atividade complexa que requer o estudo do local de destino, o conhecimento dos meios para conduzir essa força e a preparação prévia dos militares, materiais e suprimentos. Esse planejamento pode ser executado tanto no Brasil como no exterior.
 
“Em 2003, por exemplo, não havia a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti) e o CFN enviou, em 18 horas, um grupo de Fuzileiros Navais para fazer a evacuação do pessoal da embaixada brasileira naquele país. Os militares enviados ainda permaneceram no país por três meses”, relembra o Almirante Armando.
 
A resposta a essa demanda de Estado é a manutenção de uma força capaz de realizar operações em locais distantes, de maneira independente e autossustentável, como ocorre nas Missões de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU). "Nós tivemos um sucesso muito grande quando fomos chamados para atuar em operações de paz. Isso faz com que os nossos Fuzileiros Navais passem a ser conhecidos e lembrados até no exterior. A atuação dos Fuzileiros Navais em Angola e no Haiti fizeram com que angariássemos esse respeito e reconhecimento", disse o Almirante Armando
 
Militares do CFN durante capacitação para Missões de Paz da ONU
 
Podcast A Todo Pano – entrevista do Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais
Ouça a seguir o Podcast com a entrevista do Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (Fuzileiro Naval) Jorge Armando Nery Soares. Ele falou sobre a capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais, incluindo o apoio prestado pela Marinha do Brasil em Petrópolis (RJ), a fim de mitigar o impacto das fortes chuvas que atingiram a região.
 
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Dia Mundial da Água conscientiza sobre a preservação desse recurso fundamental para a vida humana

22/03/2022
Mentalidade Marítima
 
 
Agência Marinha de Notícias 
Brasília, DF
 
Primeiro-Tenente (T) Paulo Yan Carlôto de Souza
 
A água é elemento fundamental para a preservação da vida. Cerca de 70% da superfície do planeta é coberta por água. Do total de água disponível na Terra, 97% estão nos mares e oceanos. Assim, cuidar desse recurso é imprescindível, visto que somente 3% de toda a água do planeta são água doce. Dessa porcentagem, estima-se que apenas 1% está disponível para o consumo, nos rios, lagos e águas subterrâneas, enquanto os outros 2% estão nas geleiras.
 
Com a finalidade de conscientizar sobre a preservação das águas em todo o planeta, a Assembleia Geral da ONU aprovou, durante a II Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (RIO-92), resolução que estabeleceu o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água. Os estados-membros da ONU foram incentivados a dedicar esse dia para promover ações que conscientizem a população sobre a conservação e o desenvolvimento dos recursos hídricos, de acordo com os contextos locais.
 
Todos os anos, a ONU enfatiza um aspecto da relação da humanidade com a água. Em 2022, o tema escolhido é “Águas subterrâneas: Tornando o invisível visível”. A campanha deste ano demonstra como essas águas são importantes, dentre outros motivos, para o consumo humano em áreas rurais.
 
O organismo internacional forma um colegiado denominado “ONU-Águas”, composto por cerca de 30 organizações pertencentes ao sistema ONU, e produz um relatório, lançado anualmente no dia 22 de março, no qual apresenta dados relevantes sobre o uso global da água de acordo com as regiões.
 
“A intenção de se ter um Dia Mundial da Água é de, primeiro, promover e disseminar conhecimentos acerca da água e suas interfaces ecológicas, sociais e econômicas e promover o engajamento de toda a sociedade a assumir compromissos em torno da conservação e uso sustentável da água”, afirma o oficial de projetos de ciências naturais da UNESCO Brasil, Glauco Kimura.
 
Gerenciando os recursos hídricos do Brasil
A preocupação com os recursos hídricos não poderia ser diferente no Brasil. O mar brasileiro possui cerca de 5,7 milhões de km2 e é fonte de alimento, energia e recursos minerais, além de ser a principal via para o comércio exterior. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), apenas em 2021, os portos brasileiros movimentaram mais de 1,2 bilhão de toneladas de produtos.
 
Ainda segundo a ANTAQ, no ano passado, circularam 65,2 milhões de toneladas de produtos por hidrovias interiores, sendo 74% desse volume apenas na Região Norte, com soja e milho como os produtos mais transportados.
 
O Brasil tem a maior reserva de água doce da Terra e 12% do total mundial. A Amazônia, por exemplo, é uma região que detém a maior bacia fluvial do mundo. Enquanto a Região Norte concentra aproximadamente 80% da água disponível no País, regiões próximas ao Oceano Atlântico possuem menos de 3% dos recursos hídricos.
 
Com a finalidade de gerenciar os recursos hídricos em território nacional, a Agência Nacional de Águas (ANA) tem realizado o trabalho de monitorar a distribuição e a qualidade da água que chega ao povo brasileiro, com o objetivo de preservar e valorizar esse recurso.
 
Um dos conceitos utilizados é o de Segurança Hídrica. De acordo com o Coordenador de Conservação de Água e Solo da ANA, Henrique Veiga, a segurança hídrica tem quatro frentes. “É uma condição em que temos assegurada a água para satisfazer as necessidades humanas, de abastecimento, de higiene; condições de água adequadas para o desenvolvimento das atividades produtivas da economia; para a manutenção do meio ambiente e dos ecossistemas; e, por fim, aquela dimensão relacionada ao clima e a eventos hidrológicos críticos e como minimizar essas variações climáticas”.
 
Para assegurar ao Brasil um planejamento integrado e consistente de infraestrutura hídrica, com natureza estratégica e relevância regional, com base nos principais problemas de segurança hídrica do País, o Ministério do Desenvolvimento Regional possui o Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH).
 
O plano apresenta um mapa com o Índice de Segurança Hídrica (ISH) detalhado de acordo com as regiões brasileiras e suas particularidades quanto ao acesso à água. O diagnóstico definido por meio do ISH possibilita o planejamento de políticas públicas como, por exemplo, a construção de barragens ou a transposição de rios para regiões mais necessitadas.
 

Grau de Segurança Hídrica por região,
importante ferramenta para subsidiar políticas públicas
 
Ainda na questão dos recursos hídricos, a ANA publica, anualmente, desde 2019, o relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos, cuja edição de 2021 teve, pela primeira vez, formato totalmente digital. Esse relatório representa importante ferramenta de monitoramento da água no País apresentando estatísticas e indicadores de seus usos, sua quantidade e qualidade, para sua gestão, fornecendo subsídios aos gestores públicos para a tomada de decisão.
 
Marinha lança Campanha “Cuidar da água é preservar a vida” Em comemoração ao Dia Mundial da Água e para fortalecer a mentalidade marítima na sociedade brasileira, a Marinha do Brasil realizará, de hoje (22) até domingo (27), uma exposição no AquaRio para falar da importância da água para o Brasil e o mundo. A exposição contará com vídeos, banners e distribuição de periódicos sobre o trabalho da Marinha.
 
Um dos destaques da exposição é a chamada Amazônia Azul que, mais do que um espaço geográfico, deve ser vista como um conceito político-estratégico remetendo à importância do Poder Marítimo barsileiro.
 
Hoje (22), para destacar a data, o Museu de Arte Contemporânea, em Niterói (RJ) e a Yup Star (Roda-Gigante), no Rio de Janeiro, terão uma iluminação especial, enquanto a Ponte Rio-Niterói exibirá no seu letreiro uma homenagem ao Dia Mundial da Água.
 
Assista ao vídeo produzido pela Marinha do Brasil referente ao Dia Mundial da Água  
 
 

 

 

Unindo cultura e entretenimento, Museu Marítimo do Brasil dará visibilidade à história marítima de nosso País

18/03/2022
Mentalidade Marítima
                              Messina/Rivas Arquitetura e Ben-Avid Studio
Modelo em 3D do estudo arquitetônico preliminar do projeto vencedor
 

Agência Marinha de Notícias 

Brasília, DF

 

Primeiro-Tenente (RM2-T) Luciana Santos de Almeida

 

Mirando em cultura, história, cidadania, acessibilidade, inclusão e sustentabilidade, o futuro Museu Marítimo do Brasil (MuMa) almeja oferecer ao público um entretenimento de qualidade, integrando a cidade e o mar. A ser construído no Espaço Cultural da Marinha, no Centro do Rio de Janeiro (RJ), esse novo polo cultural dará maior visibilidade à história marítima e ao Poder Naval no País, circunscrevendo a brasilidade como identidade e a multidisciplinaridade como discurso para provocar, desenvolver e difundir a consciência marítima em nossa sociedade. O MuMa será o primeiro museu marítimo público do Brasil e o terceiro do gênero da América Latina.

 

O projeto, que está sendo coordenado pela Marinha do Brasil (MB), por meio da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), em parceria com o Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro, está na fase de elaboração de um Projeto Executivo de Arquitetura e de Projetos Técnicos Complementares para a sua construção. Por meio desses projetos é que serão definidos, de forma minuciosa, os parâmetros arquitetônicos e estruturais necessários para a realização da obra.

 

A proposta arquitetônica preliminar, vencedora do concurso realizado em meados de 2021, prevê a construção de dois prédios. Um deles ficará próximo ao passeio público, na vertical, e outro, no píer, na horizontal. No primeiro, com cinco andares, haverá uma ampla área térrea para recepcionar o público. O local terá auditório, espaço para recepção de escolas, área administrativa e restaurante panorâmico com vista para a Baía de Guanabara. No segundo, onde efetivamente ficará o museu, a construção sobre pilotis (térreo livre) contará com dois pavimentos, onde serão feitas as exposições. 

 

De acordo com o diretor da DPHDM, Vice-Almirante José Carlos Mathias, o museu “é motivo de grande satisfação para nós, da Marinha, por destacar o nascedouro de nosso País: o mar. O mesmo mar que revelou o Brasil ao mapa da história e por ele a história foi e continua sendo escrita; o mar pelo qual foi consolidado nosso processo de Independência. O mesmo mar de pescadores, que tiram dele o seu sustento; o mar das plataformas marítimas de petróleo, de nosso pré-sal. O mesmo mar que abraça a costa desse País continental, atraindo turistas de todo o mundo em nossas prais; o mar que é responsável por mais de 95% do nosso comércio exterior”.

 

                               Messina/Rivas Arquitetura e Ben-Avid Studio

Imagem lateral mostrando a ponte, ao fundo, que interligará os dois prédios

 

Concurso para a escolha do projeto

Em 2021, a Marinha do Brasil promoveu um concurso público nacional para a escolha do estudo preliminar de arquitetura, que levasse em consideração a geografia e a história do local da construção. Foram 191 inscritos de 17 estados brasileiros no certame, planejado e executado pelo Departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) também teve papel importante como incentivador da criação e construção do museu ao estimular a realização de concursos para a escolha do projeto arquitetônico e da identidade visual desse empreendimento cultural.

 

O projeto vencedor foi de Rodrigo Messina e sua equipe, uma parceria entre os escritórios Messina/Rivas Arquitetura, de São Paulo (SP), e Ben-Avid Studio, de Córdoba, na Argentina. Os arquitetos e urbanistas Messina, Francisco Rivas e Martin Benavidez desenvolveram as ideias em conjunto com uma equipe formada pelos colaboradores Stefanía Casarin, Alen Gomez, Emanuel Fara, Franco Fara e Facundo Rasch.

 

Para Rodrigo Messina, o museu será um espaço de encontros. “A sociedade pode esperar um espaço que revele hospitalidade e encontro com o outro, bem como a convivência socioambiental necessária com a cidade do Rio de Janeiro”, afirmou.

 

Na opinião de Rivas, o projeto foi desafiador. “Está clara a responsabilidade institucional, educacional, econômica, sociocultural e ambiental que a construção desse espaço exige. Mas a atividade da arquitetura, enquanto modo peculiar de conhecimento capaz de articular uma série de saberes por meio da técnica e construção, procura responder — não sem antes convocar a imaginação — a esse desafio”, pontuou.

 

Para o Presidente do IAB-RJ, o arquiteto e urbanista Igor de Vetyemy, o projeto vencedor, além de cumprir as especificidades exigidas, destacou-se das demais propostas arquitetônicas por oferecer, entre outras particularidades, um percurso que possibilita a cada visitante adquirir conhecimentos não apenas sobre os objetos expostos, mas sobre o espaço onde o museu estará inserido. 

 

Vetyemy detalha os espaços do novo museu: “Primeiro, o visitante vislumbra ao longe o museu emoldurando o molhe histórico, como se flutuasse sobre ele. Depois, o percurso convida-o a atravessar uma ponte de acesso que mimetiza a experiência da entrada em grandes embarcações pelo seu casco. Atravessando o salão, uma circulação se coloca externa a ele e, só então, é possível voltar a ter contato com o horizonte marítimo, através de janelas redondas que se assemelham a vigias náuticas. Ao final, esse percurso convida a um passeio livre sobre o molhe, com um bar na ponta que promete uma das mais belas vistas do Rio de Janeiro.”

 

 

                              Messina/Rivas Arquitetura e Ben-Avid Studio
Proposta de área expositiva do Museu Marítimo do Brasil
 

 

O grande diferencial em relação aos demais museus, cujas temáticas são relacionadas ao mar, é que o MuMa reunirá várias perspectivas sobre a cultura marítima, explica o Presidente do Ibram, Pedro Machado Mastrobuono. “Além do acervo histórico e documental pertencente à Marinha, o museu contará com acervos de ciência, tecnologia e arte, que pretendem apresentar ao público a biodiversidade marinha da costa brasileira, tratar sobre questões para a sua preservação, e abordar diferentes aspectos da atividade econômica e social em torno do mar.”

 

 

                               Messina/Rivas Arquitetura e Ben-Avid Studio

Espaço interior do prédio, previsto para a recepção aos visitantes

 

 

 

                              Messina/Rivas Arquitetura e Ben-Avid Studio

Vista panorâmica a partir do espaço interno

 

 

                               Museu Marítimo do Brasil

Vencedora do concurso de identidade visual, marca criada pela Danowski Design para o MuMa

foi lançada pela DPHDM na Sessão de Abertura do Ano Cultural da Marinha, em 7 de março de 2022

 

 

Desafios do MuMa

O principal desafio, segundo explica o diretor da DPHDM, Vice-Almirante Mathias, é financeiro, visto que um museu desse porte demanda elevada soma de recursos para sua execução. “Até aqui, já obtivemos êxito em dois grandes desafios. O primeiro deles, em novembro de 2020, com a conclusão das obras de recuperação das fundações do píer do Espaço Cultural da Marinha, local das futuras instalações do Museu Marítimo do Brasil. O segundo, a realização do Concurso Público de Estudos Preliminares de Arquitetura, em 2021”, comemorou. 

 

Ele ainda assinalou qual é o foco atual do Projeto Museu Marítimo do Brasil: “Cientes da relevância do Projeto Executivo de Arquitetura e dos Projetos Técnicos Complementares, envidaremos esforços, em 2022, para captar recursos que viabilizem sua execução por intermédio do programa de mecenato ‘Patronos da Cultura Naval’. Seja por meio de leis de incentivo fiscal ou de patrocínios diretos, buscamos reunir parceiros que, como nós, entendem o papel de protagonismo da cultura.”

 

Explicou também que ter um projeto arquitetônico, ainda que preliminar, ajuda os envolvidos a vislumbrar as possibilidades e potencialidades do futuro museu, cujo início da construção está previsto para 2024. “Torna-o mais tangível num horizonte próximo e injeta ânimo em nossos profissionais, da DPHDM e do Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro, para angariar investimentos que viabilizarão sua construção, bem como na coordenação e realização das diferentes etapas do projeto”, avaliou o diretor.

 

Cartas Náuticas Eletrônicas: a evolução na forma de navegar

16/03/2022
Segurança da Navegação
 

 Visão do Porto do Rio de Janeiro em uma interface de carta náutica eletrônica
 
Agência Marinha de Notícias
Brasília, DF
 
Primeiro-Tenente (RM2-T) Camila Marques de Almeida
 
No final do ano de 2021, o Centro de Hidrografia e Navegação do Norte (CHN-4) publicou, pela primeira vez, uma Carta Náutica Eletrônica da Região Amazônica, atendendo ao Plano de Readequação dos Setores de Hidrografia e Cartografia, proposto pela Diretoria de Hidrografia e Navegação. O intuito é descentralizar a produção cartográfica que ficava a cargo, exclusivamente, do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), em Niterói (RJ).
 

O levantamento de dados na Região Amazônica é um grande desafio, segundo o Diretor do CHN-4, Capitão de Fragata Andérmisson Claudino da Silva Moura. De acordo com ele, independentemente  do formato da carta, a área de encontro entre a Amazônia Verde com a Amazônia Azul é uma simbiose de desafios para qualquer hidrógrafo. “Para cada período de cheia, há uma variação, em média, de dez metros no nível dos rios. Todo ano, têm transformações no leito do Rio Amazonas. Ilhas que existiam em determinado momento sofrem mudanças de posição. A cartografia é atualizada com frequência e na versão eletrônica esse processo é mais prático para os navegantes”.
 

Desde 2008, o Brasil distribui de modo sistemático e oficial as cartas náuticas eletrônicas. Atualmente, são mais de 600 cartas em papel e mais de 200 cartas eletrônicas vetoriais, sendo que as principais vias navegáveis do País já estão cartografadas.
 

De acordo com a Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar, a partir de  2018 se tornou uma exigência os navios de grande porte utilizarem carta eletrônica. A partir dessa determinação, o Brasil passou por avanços tecnológicos de equipamentos e na produção cartográfica. A tendência agora é seguir o padrão internacional de uso das cartas digitais, que já são utilizadas em outros países.

 

Laboratório da Seção de Cartografia na CHN-4
 
A importância das cartas náuticas
A carta náutica é amplamente utilizada e possui uma finalidade específica: a segurança da navegação. Ela é considerada um documento oficial, elaborado para os navegantes, seja no formato analógico ou digital. Os levantamentos são realizados nos oceanos, mares, baías, rios, canais, lagos, lagoas, ou qualquer outra massa d’água navegável.
 
No Brasil, a Diretoria de Hidrografia e Navegação, na qualidade de serviço hidrográfico brasileiro, mantém atualizadas todas as cartas náuticas das Águas Jurisdicionais Brasileiras. As normas técnicas para construção de uma carta náutica são ditadas pela Organização Hidrográfica Internacional.
 
De acordo com o Encarregado da Seção de Novas Edições do Centro de Hidrografia da Marinha, Capitão de Corveta (EN) Christopher Florentino, esse documento apresenta diversas informações, dentre elas as profundidades, perigos e outras indicações necessárias à segurança da navegação. “Pense no trajeto terrestre, por mais que haja um obstáculo, normalmente esses são visíveis. O ambiente marinho guarda muitos detalhes do relevo que não são tão óbvios. A carta náutica apresenta ao navegante, de forma simples, os perigos submersos, invisíveis aos olhos de quem conduz a embarcação e fornece um conhecimento necessário para uma navegação segura”.
 
A Base de Hidrografia da Marinha em Niterói é a Organização Militar responsável pela impressão das cartas náuticas em papel. Já a venda e distribuição são realizadas pela Empresa Gerencial de Projetos Navais.
 
As cartas náuticas eletrônicas são disponibilizadas, exclusivamente, por intermédio de distribuidores internacionais dos Centros de Coordenação Regional, operado pelo Serviço Hidrográfico do Reino Unido. Já as cartas náuticas raster (imagem digitalizada de uma carta em papel) estão disponibilizadas gratuitamente para download.
 

A imagem a esquerda trata-se de uma ENC e lado direito um modelo de raster
 

Exemplo de carta náutica no papel do Porto do Rio de Janeiro
 
 

Expedição Científica nas Ilhas da Trindade e de Martin Vaz reforça a importância da Amazônia Azul para o Brasil

14/03/2022
Amazônia Azul
Imagem aérea da Ilha da Trindade

 

Agência Marinha de Notícias

Primeiro-Tenente (RM2-T) Edwaldo Costa

Enviado especial embarcado no Navio Hidroceanográfico Faroleiro “Almirante Graça Aranha”

 

 

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) estão embarcados, desde o dia 7 de março, no Navio Hidroceanográfico Faroleiro (NHoF) "Almirante Graça Aranha", para uma expedição científica de 31 dias, em que realizarão estudos climáticos, oceanográficos, geológicos, históricos e ambientais nas Ilhas da Trindade e de Martin Vaz.

 

A participação conjunta da comunidade científica e da Marinha do Brasil durante esta 110ª Expedição Científica na Ilha da Trindade e na área marítima do Arquipélago de Martin Vaz mostra o interesse de ambas as partes no desenvolvimento de pesquisas e na garantia da soberania nacional na Amazônia Azul.

 

Segundo o Comandante do NHoF "Almirante Graça Aranha", Capitão de Fragata Marcelo de Abreu Souza, “o navio está prestando todo o apoio logístico, de pessoal e material aos pesquisadores. As pesquisas realizadas pela Marinha e pelas instituições que compõem esta expedição alavancarão o entendimento em diversas áreas científicas de interesse do Brasil”. 

 

Pela primeira vez na história, os pesquisadores vão pernoitar na desabitada Ilha Martin Vaz, local  onde acontece o primeiro nascer do sol do Brasil, que fica a aproximadamente 1.200 quilômetros de Vitória (ES) e a 1.550 km da cidade do Rio de Janeiro (RJ).

 

Importância das ilhas para o Brasil

A importância estratégica das ilhas oceânicas – casos de Trindade e Martin Vaz – foi consolidada pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que garante o direito de o Brasil estabelecer Mar Territorial e Zona Econômica Exclusiva ao redor das ilhas. Assim, é acrescentada uma área marítima de raio de 200 milhas (aproximadamente 370 km) ao redor de cada ilha oceânica, garantindo ao País exclusividade para explorar, explotar, conservar e gerir os respectivos recursos naturais, vivos e não vivos, da massa líquida, do solo e do subsolo marinhos, o que contribui para o desenvolvimento econômico brasileiro.

 

As ilhas oceânicas também tem importante valor científico, socioeconômico e ambiental, em função da singularidade de seus ecossistemas, das espécies endêmicas, da constituição e da evolução geológica e da possibilidade de geração de dados essenciais para previsões meteorológicas, estudos geológicos, geotécnicos, oceanográficos e climáticos, entre outros.

 

A pesquisa científica nessas localidades consideravelmente bem distantes da costa brasileira reforçam, desta forma, a soberania do Brasil na Amazônia Azul, por onde trafega mais de 95% do comércio exterior brasileiro e extraído cerca de 95% do petróleo nacional, sendo, ainda, acervo de incontáveis recursos vivos, minerais e sítios ambientais, com a existência de estratégicos portos, centros industriais e de energia. O dinamismo e a evolução de cenários oceanopolíticos e interesses de toda a ordem, demandam, cada vez mais, uma presença robusta do Estado brasileiro  na Amazônia Azul.

 

A Ilha Martin Vaz tem cerca de 500 metros de diâmetro e altitude de cerca de 175 metros

 

 

Leia a primeira matéria sobre a expedição científica

 

Assista ao vídeo sobre a expedição científica

 

 

 

“Projeto Escola” ganha plataforma digital

11/03/2022
Cultura

Público estudantil poderá acessar jogos educativos e fazer tour virtual

nos circuitos expositivos do Museu Naval, do Espaço Cultural da Marinha e da Ilha Fiscal

 

 

Agência Marinha de Notícias 

Brasília, DF

 

Primeiro-Tenente (RM2-T) Luciana Santos de Almeida

 

 

Mais de 70 mil estudantes da rede pública de ensino já foram beneficiados com o “Projeto Escola” que, em 2022, completa 24 anos de criação. Ação educativa mais longeva da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), o projeto que beneficiava alunos do Rio de Janeiro (RJ) com visitas presenciais mediadas até março de 2020 – pausadas pela pandemia –, agora conta com uma plataforma digital que permite o acesso de alunos de todo o Brasil.

 

Por meio do site, é possível participar de atividades de arte-educação para despertar a criatividade, a integração do grupo e a troca de experiências, além de fazer um tour virtual pelos circuitos expositivos do Museu Naval, do Espaço Cultural da Marinha e da Ilha Fiscal, que ainda receberão novidades. “Ainda neste primeiro semestre, essas visitações em plataforma digital ganharão uma narração, que servirá de áudio-guia, reafirmando nosso compromisso com a inclusão”, disse o diretor da DPHDM, Vice-Almirante José Carlos Mathias.

 

Iniciativa da DPHDM e do Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro, o “Projeto Escola” foi criado em agosto de 1998 para ampliar o conhecimento de alunos da Rede Pública de Ensino sobre a importância do Poder Naval na formação do Brasil. Em novembro de 2021, ganhou plataforma virtual, patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, com recursos da Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), obtidos via Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

 

A plataforma digital inclui a visita em 360º ao Museu Naval e sua exposição de longa duração, “O Poder Naval na Formação do Brasil”; ao Espaço Cultural da Marinha, permitindo conhecer, entre outras atrações, o Navio-Museu Bauru, que participou da Segunda Guerra Mundial, o Submarino-Museu Riachuelo, e o Caça AF-1 Skyhawk, que atuou na Guerra do Golfo (1990-91); e, na Ilha Fiscal, às exposições “Amazônia Azul” e “Ilha Fiscal, um neogótico em terras tropicais”. Além disso, é possível se divertir com jogos educativos e ler a cartilha interativa, disponíveis no site.

 

 

                              DPHDM/“Projeto Escola”

O Projeto Escola ocorre nos circuitos expositivos de longa duração da DPHDM

 

Visitas presenciais

Só em 2019 – último ano de ações realizadas presencialmente –, cerca de 4,9 mil alunos de escolas públicas foram atendidos pelo projeto. Com as visitas, a Marinha do Brasil visa estimular o desenvolvimento da consciência marítima e o resgate da memória nacional entre os estudantes. “Trata-se de um investimento de cidadania e cultura para as gerações futuras”, afirma o diretor da DPHDM. 

 

Destinado a escolas da rede pública previamente agendadas e localizadas a uma distância de até 60 km do Complexo Cultural da Marinha, o projeto oferecia gratuitamente transporte escolar e lanche, além de uma foto da turma, como recordação, enviada por e-mail.

 

Pesquisadores embarcam para expedição científica inédita

08/03/2022
Ciência e Tecnologia
Navio Hidroceanográfico Faroleiro “Almirante Graça Aranha” (H34)
 
 
Agência Marinha de Notícias 
Niterói, RJ
 
Como parte da preparação para o início da 110ª Expedição Científica, organizada pelo Programa de Pesquisas Científicas da Ilha Trindade (PROTRINDADE), o Navio Hidroceanográfico Faroleiro “Almirante Graça Aranha” recebeu, no dia 7 de março, em Niteroi (RJ), pesquisadores de universidades brasileiras para uma jornada científica de 31 dias nas Ilhas de Trindade e Martin Vaz. O objetivo da expedição é realizar estudos climáticos, oceanográficos, geológicos, históricos e ambientais. 
 
Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) embarcaram no navio após cumprir os protocolos de segurança estabelecidos em razão da pandemia da COVID-19. 
 
A expedição, organizada pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar e pelo Programa de Pesquisas Científicas na Ilha da Trindade (PROTRINDADE), é a primeira da história em que pesquisadores vão pernoitar na desabitada Ilha Martin Vaz. O local é onde acontece o primeiro nascer do sol do Brasil e fica a aproximadamente 2.400 quilômetros do continente africano. Descoberta em 1501, localizada no Oceano Atlântico, a aproximadamente 1.200 quilômetros de Vitória (ES), a ilha possui cerca de 500 metros de diâmetro, tem formato arredondado e seu topo abriga uma vegetação predominantemente rasteira. Sua fauna é formada por crustáceos, aracnídeos, insetos e aves marinhas migratórias. 
 
Segundo a gerente do PROTRINDADE, Capitão de Corveta Vitória Régia Coelho Costa, tanto o Arquipélago Martin Vaz quanto a Ilha da Trindade são muito importantes para o País. “A ocupação garante ao Brasil a possibilidade de exploração econômica de uma faixa de 200 milhas náuticas, aproximadamente 370 km, ao seu redor. Tudo que existe na água, no solo e subsolo dessa região pertence aos brasileiros”. 
 
As pesquisas são fundamentais para a geração de informações que auxiliam no conhecimento do nosso território. Os pesquisadores vão poder trabalhar em três frentes: no navio da Marinha, no Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (POIT) e no acampamento, em Martin Vaz. “A experiência de embarcar com a Marinha e trabalhar na Ilha é única, sob vários aspectos. Permite darmos continuidade à pesquisa e à observação que existem na região, desde 2004, e possibilita a compreensão do efeito dos oceanos no clima global”, afirmou o pesquisador da UFRJ Luan Schimidel Ramos de Oliveira.
 
Pesquisadores embarcando no navio

 

Marinha lança campanha “Nosso compromisso é com você”

04/03/2022
Cuidando da nossa gente

 

 

Os brasileiros são o maior patrimônio do Brasil. Tendo isso como uma certeza, a Marinha lançou, neste mês, a campanha institucional “Nosso compromisso é com você”. A divulgação ocorrerá até o dia 15 de abril e tem o propósito de enaltecer o permanente emprego de meios e pessoal da Marinha do Brasil (MB) no cuidado e no apoio à população brasileira.
 
O exemplo mais recente é a atuação da MB em Petrópolis, por ocasião das chuvas que causaram estragos na cidade, mas não fica só por aí. Existem muitas outras ações que são feitas em todas as regiões do País, de forma permanente ou temporária, ao longo de todo ano. Dentre as ações mais conhecidas estão as Operações de Assistência Hospitalar (ASSHOP) à população ribeirinha, que são realizadas pelos chamados “Navios da Esperança”, na Região Norte.
 
ASSHOP
Em cada ASSHOP, um Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) da MB atende a uma determinada região escolhida antecipadamente. Nessas operações são empregados os NAsH “Dr. Montenegro” (U-16), “Osvaldo Cruz” (U-18) e “Carlos Chagas” (U-19). Embarcados nos navios, profissionais de saúde, provenientes de outras regiões do Brasil, lançam-se nas barrancas dos rios da Amazônia levando alívio para as pessoas que moram nesses locais.
 
As áreas a serem visitadas são denominadas Pólos de Saúde e se referem às localidades ribeirinhas mais carentes de atendimento, resultado, principalmente, da distância dos centros urbanos da região, inexistência de serviços de saúde, públicos ou privados, falta de atividades econômicas estáveis e lucrativas, e falta de infraestrutura de saneamento básico (água potável e esgoto tratado). Em muitos casos, as visitas dos navios da MB são a única oportunidade de atendimento médico e odontológico a esses moradores.
 
Para conhecer um pouco mais sobre as diversas ações realizadas pela Marinha do Brasil em apoio a população brasileira acesse o link abaixo e leia matérias publicadas em 2022.
 
 
 

 

Santos é a primeira cidade do mundo a aprovar lei para o ensino de Cultura Oceânica nas escolas

03/03/2022
Mentalidade Marítima

 

Acervo Marinha do Brasil


Ilha da Trindade, distante 1.140 km da costa brasileira
 

Agência Marinha de Notícias
Brasília, DF

Primeiro-Tenente (T) Paulo Yan Carlôto de Souza

 

O mar tem imenso valor para o Brasil e para os brasileiros. Compreender sua importância é fundamental para garantir um futuro próspero. Com o intuito de fomentar o conhecimento sobre o oceano, o município de Santos (SP) promulgou, no dia 21 de novembro de 2021, a Lei de Cultura Oceânica (Lei nº3.935/2021), que tem como objetivo implementar atividades de promoção da Cultura Oceânica na rede municipal de ensino.

A lei define Cultura Oceânica “como o conjunto de processos que promove o letramento oceânico, ou seja, a compreensão dos princípios essenciais e conceitos fundamentais, que permitem conhecer a influência do oceano sobre nós e nossa influência no oceano”. Ela abrangerá desde a educação infantil até a educação de jovens e adultos, integrando diversas áreas do conhecimento, a fim de promover a valorização dos oceanos.

Uma legislação dessa natureza é inédita não só no Brasil, mas em todo o mundo e condiz com a realidade brasileira: cerca de 80% da população vive a menos de 200 km do litoral. Além disso, aproximadamente 95% do nosso comércio exterior é feito por via marítima e 90% do petróleo é produzido off shore.

Implementação da lei
O Secretário do Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, que propôs a lei quando era vereador, afirmou que a iniciativa surgiu de uma inquietação pessoal. Ele é natural de Santos e, através de sua experiência pessoal, percebeu que seu bem-estar estava diretamente relacionado com a preservação do oceano. “Eu percebi a necessidade de um investimento na formação das crianças. A gente precisava criar ou, pelo menos, conscientizar as crianças da sua responsabilidade cidadã no respeito ao oceano, no respeito à nossa praia. Eu levei comigo essa motivação para a câmara municipal, consegui conversar com os meus pares vereadores e nós aprovamos unanimemente a Lei de Cultura Oceânica e o prefeito sancionou quase que de forma imediata para que entrasse em vigor já nesse período de ensino”, declara.

A aprovação da Lei de Cultura Oceânica é considerada um marco, mas os próximos passos serão decisivos. Está prevista a realização de fóruns para o desenvolvimento do conteúdo programático para implementar a Cultura Oceânica nas escolas do município.

Após essa etapa, os professores da rede pública passarão por capacitação para aplicarem esse novo direcionamento às suas respectivas áreas do conhecimento. A Secretária de Educação do município, Cristina Barletta, explica como serão desenhadas as ações: “por meio deste fórum a gente vai elaborar um plano sobre a cultura oceânica nas escolas e na cidade, formalizando essas ações, criando uma rede municipal da cultura oceânica. Então a ideia é implementar um curso de formação para os nossos professores. É criar e divulgar um currículo azul, que enriquecerá a alfabetização oceânica. [Essa] é uma iniciativa que vai envolver a sociedade civil em geral, reforçando a necessidade desses comportamentos sustentáveis em relação ao oceano”. Após a implementação desse currículo, ele passará por constantes avaliações com o objetivo de ser aperfeiçoado.

 


A prefeitura de Santos traduziu para o português o Kit Pedagógico “Cultura Oceânica Para Todos”, elaborado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI). Clique aqui para acessá-lo.

 

Divulgação da Cultura Oceânica
O Professor da UNIFESP, Dr. Ronaldo Christofoletti, incentivador da Lei de Cultura Oceânica, explica que “o que a gente busca não é só uma lei por lei, mas sim um processo de construção, cientificamente embasado, que une atores locais em diversos municípios brasileiros. Salvador já está com o projeto de lei em tramitação. Tem vários municípios em discussão, costeiros e não costeiros”, esclarece o professor.

Ele coordena o projeto Maré de Ciência, cuja missão é integrar diferentes setores da sociedade com a finalidade de difundir a Cultura Oceânica. Entre as ações do Maré de Ciência está a Olimpíada Brasileira do Oceano, realizada em parceria com a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM).

A Marinha do Brasil (MB) coordena, no âmbito da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), uma ação chamada “Promoção da Mentalidade Marítima” (PROMAR), cujo objetivo é “ampliar o desenvolvimento de uma mentalidade marítima e Cultura Oceânica na população brasileira”, através de ações como a realização de exposições itinerantes, entrevistas, filmes e palestras sobre assuntos do mar; a distribuição de material de divulgação das atividades da CIRM; e a capacitação de multiplicadores em temas da Cultura Oceânica.

 

Acervo Marinha do Brasil


Alunos do Programa Forças no Esporte conhecem maquete da nova Estação Antártica Comandante Ferraz

O desenvolvimento da cultura oceânica não afeta somente aqueles que vivem próximos ao litoral. “A população que está no interior também pode exercer essa influência [sobre os oceanos]. E [ser afetada pelo] efeito que o oceano exerce nas nossas vidas e em nosso bem-estar. A maior justificativa disso é que o oceano, como grande regulador térmico do planeta, influencia o clima não só do litoral, mas dos continentes como um todo”, ressalta o Vice-Diretor do COI para a América Latina e Caribe, Capitão de Mar e Guerra Frederico Antonio Saraiva Nogueira.

Amazônia Azul
A Amazônia Azul é a região que compreende a superfície do mar, águas sobrejacentes ao leito do mar, solo e subsolo marinhos contidos na extensão atlântica que se projeta a partir do litoral até o limite exterior da Plataforma Continental brasileira.

Mais do que um espaço geográfico, a Amazônia Azul deve ser vista como um conceito político-estratégico remetendo à importância do Poder Marítimo ao Brasil. Ensejada no Atlântico Sul, entorno estratégico estabelecido nos documentos de alto nível, como a Política Nacional de Defesa, a Estratégia Nacional de Defesa e o Plano Estratégico da Marinha – PEM 2040, a Amazônia Azul é patrimônio nacional, fonte de riqueza e cobiça, a ser protegido, preservado e explorado, com sustentabilidade.

2021-2030: Década da Ciência Oceânica
A Década da Ciência Oceânica (2021 a 2030) foi declarada em 2017, após proposta da UNESCO, por meio da Comissão Oceanográfica Intergovernamental, que ficou responsável por redigir o Plano de Implementação da Década, contendo as ações necessárias para sua efetiva implantação. No Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação coordenou a elaboração do plano local em parceria com diversas instituições, incluindo a MB.

No Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica estão previstos sete resultados esperados para esse período. O sétimo resume com precisão o que se espera alcançar com a promoção da Cultura Oceânica: “um oceano inspirador e envolvente, para que a sociedade possa compreender e valorizar a sua relação com o bem-estar humano e o desenvolvimento sustentável”.

 

Marinha completa duas semanas apoiando a população de Petrópolis

02/03/2022
Cuidando da nossa gente
 

Aeronaves SH-16 (Seahawk) e UH-15 (Super Cougar) em apoio à Operação Petrópolis
 
Agência Marinha de Notícias 
Petrópolis, RJ 
 
Após completar mais de duas semanas de atividades, a Marinha do Brasil (MB), além de dar continuidade ao atendimento por meio do seu Hospital de Campanha (HCmp), vem dando ênfase em ações de transporte de doações, assistência religiosa e ações cívico-sociais (ACISO). Até o momento, foram mais de 1700 atendimentos médicos realizados no HCmp. A operação já contou com mais de 370 militares envolvidos em diversas ações na cidade de Petrópolis.
 
Um dos principais marcos dessa missão foi a pronta-resposta da Força, que desde as primeiras horas após as fortes chuvas, já estava presente na cidade da Região Serrana. A prontidão operativa decorreu da rápida mobilização dos diversos setores da Marinha, ao colocar seus meios e estruturas apoiando o Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais - PETRÓPOLIS.
 
A Marinha deslocou para a cidade um helicóptero SH-16 (Seahawk), um UH-15 (Super Cougar) e um UH-12 (Esquilo), que foram fundamentais para missões como, por exemplo, o transporte de gerador de energia para o parque de antenas localizado no Morro do Morin, cujo acesso por terra estava bloqueado pelos deslizamentos.
 
A fase de conclusão das ações da MB na cidade segue até a próxima sexta- feira (4). O cronograma da semana prossegue com atividades de desobstrução de vias, limpeza de áreas urbanas, assistência religiosa, ACISO, logística no transporte de doações e atendimentos no HCmp. 
 

Militar da Marinha presta apoio de saúde à população de Petrópolis
 
 
Hospital de Campanha
O HCmp, na fase inicial, funcionou como um posto de saúde avançado, de triagem e atendimento de baixa complexidade às vítimas do desastre. Nesta última semana, a procura pelos serviços de saúde se deu, também, pelos pacientes que foram impactados de forma mais indireta pela tragédia. 
 
O Diretor do Centro de Medicina Operativa da Marinha, Capitão de Mar e Guerra Médico Kleber Coelho de Moraes Ricciardi, explica como se dá essa fase final: "Nessa segunda etapa, fizemos o acolhimento e atendimento de casos mais leves nas diversas especialidades: clínico, ortopédico, pediátrico, além de emergências odontológicas. E até mesmo, a entrega de medicamentos para doenças crônicas, como hipertensão e diabetes”.
 
O funcionamento do HCmp, montado no SESI Petrópolis, permanece das 8h às 18h até a sexta-feira (4), com as instalações ambulatoriais e de UTI.
 
Assista ao vídeo sobre as ações da Marinha em Petrópolis. 
 

Atendimentos no HCmp permanecem até a próxima sexta-feira
 
 
 
 

Marinha firma cooperação com o Ministério Público do Trabalho para garantir segurança de aquaviários

28/02/2022
Segurança da Navegação

 

                                   Acervo: Marinha do Brasil/ Com4ºDN
Abordagem realizada por militares da Marinha na fiscalização de embarcações que transportam madeira
 
Agência Marinha de Notícias
Brasília, DF
 
Primeiro-Tenente (RM2-T) Camila Marques de Almeida
 
A Marinha do Brasil (MB) firmou no final do ano passado, junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), um Acordo de Cooperação Técnica que promove ações conjuntas voltadas à segurança de trabalhadores aquaviários. A deliberação já está em vigor e tem abrangência em todo o território nacional.
 
Após várias denúncias recebidas pelo MPT, relacionadas as condições inadequadas de trabalho a bordo de embarcações, surgiu a necessidade de ampliar a segurança jurídica dos aquaviários, portuários, armadores e das empresas brasileiras de navegação.
 
O acordo possibilitará a realização de ações nas áreas de instrução, fiscalização, comunicações, inteligência, contribuindo para o cumprimento das atribuições constitucionais dos órgãos envolvidos. “Essa atuação em conjunto é fundamental, porque o trabalho de excelência da Marinha nas águas, mares e rios nos ajuda a cumprir o nosso papel na proteção dos aquaviários”, declarou a Procuradora do MPT e Coordenadora Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário, Flávia Bauler.
 
Segundo a procuradora Flavia Bauler, planos de ações estão sendo elaborados em parceria com os Distritos Navais e as Capitanias dos Portos espalhadas pelo País. “Temos nos reunidos com representantes da Marinha para gerar ações regionalizadas. Assim, podemos atuar de forma específica em cada localidade”, complementa.
 
Na prática, essa atuação coordenada proporcionará agilidade, eficiência e economicidade na prestação de serviços e nas atribuições de competência da MB e do MPT. Anualmente, serão consolidados os resultados das fiscalizações para identificar possibilidades de melhorias.
 
 
                                   Acervo: Marinha do Brasil/Com3ºDN
Fiscalização de itens de segurança inerentes à segurança da navegação

 

Marinha continua com ações em Petrópolis

25/02/2022
Cuidando da nossa gente
Aeronave Esquilo UH-12
Agência Marinha de Notícias
Petrópolis, RJ
 
A MB permanece em Petrópolis, atuando em proveito do Comando Conjunto Leste, para tentar amenizar o sofrimento dos moradores da cidade que foi atingida por fortes chuvas nos dias 15 e 16 de fevereiro. Além dos atendimentos realizados no Hospital de Campanha (HCamp), Fuzileiros Navais atuam na desobstrução de vias e no apoio à Defesa Civil local.
 
São mais de 300 militares (Fuzileiros Navais, médicos, enfermeiros e farmacêuticos), 40 viaturas (caminhões, retroescavadeira, trator, ônibus e ambulâncias) e uma aeronave Esquilo UH-12. Até o final do dia de ontem (24), o HCamp da MB havia realizado 1.191 atendimentos.
 
Ao todo, são mais de 20 órgãos trabalhando em conjunto em ações de resgate e recuperação da cidade. Todos os órgãos estão trabalhando em diferentes frentes: ações de resgate de vítimas, atendimento a pessoas afetadas, segurança, logística de donativos, controle do trânsito e recuperação da cidade.
 
Seguimos com todos os órgãos de esfera municipal, estadual e federal atuando em conjunto para recuperar a nossa cidade. Já avançamos muito e com todo esse empenho, nossa cidade em breve voltará à normalidade”, destacou o Prefeito Rubens Bomtempo.
 
 
Militares da Marinha do Brasil em Petrópolis

 

Mamógrafos apoiam prevenção de câncer de mama em mulheres ribeirinhas da Região Norte

25/02/2022
Cuidando da nossa gente

 

Com9ºDN


NAsH “Soares de Meirelles” é um dos navios equipados com o mamógrafo
 

Agência Marinha de Notícias
Brasília, DF

Por Primeiro-Tenente (RM2-T) Luciana Santos de Almeida

Fevereiro é o mês em que se comemora o Dia Nacional da Mamografia (5). Neste ano, a Marinha do Brasil (MB) prevê a realização de 2 mil mamografias para mulheres ribeirinhas na Região Norte. Os atendimentos são o resultado de uma parceria entre a MB e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), organização do sistema da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede em Viena, Áustria.

Em 2018, a AIEA doou dois equipamentos de mamografia, que foram instalados nos Navios de Assistência Hospitalar (NAsH) “Soares de Meirelles” e “Carlos Chagas” e estão sendo utilizados em ações anuais de assistência hospitalar. Cada equipamento tem a capacidade de realizar mil exames desse tipo por ano.

Os navios conseguem chegar a áreas de difícil acesso, caso das comunidades ribeirinhas, onde realizam ações de assistência hospitalar em diferentes períodos do ano, possibilitando, assim, o diagnóstico precoce de câncer de mama. Além dos procedimentos de prevenção do câncer de mama, também são realizados atendimentos médicos generalistas e odontológicos.

A doença já atingiu mais de 2,3 milhões de mulheres no mundo apenas em 2020, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer. Em 2021, os navios hospitalares da Marinha realizaram mais de 400 exames em parceria com o Ministério da Saúde.

A dona de casa Marlete, moradora de Breves (PA), reforçou a importância desses procedimentos para a comunidade. “Com os atendimentos médicos do navio a gente consegue ser atendido com mais agilidade”.

 

Com9ºDN


Mamógrafo instalado no NAsH “Soares de Meirelles” pode realizar mil exames por ano

 

Balanço das ações realizadas no ano passado

Em 2021, os navios da MB realizaram mais de 32,4 mil procedimentos médicos e odontológicos; 252 exames ginecológicos; 416 mamografias e 1.717 exames laboratoriais. Também foram proferidas palestras para conscientização a respeito da prevenção e da importância do diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade.

O Capitão de Mar e Guerra Marcelo Nascimento Ribeiro da Silva, Comandante da Flotilha do Amazonas, reforça a importância das ações na luta contra o câncer. “A utilização dos mamógrafos durante as ações de Assistência Hospitalar dos ‘Navios da Esperança’ - como são conhecidos os NasH - permite que possamos levar atenção à saúde das mulheres de comunidades ribeirinhas da Amazônia, diminuindo os impactos nos indicadores da doença”.

O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, explica que para combater o câncer “é absolutamente necessário aumentar o acesso ao rastreio e a outros serviços preventivos de saúde”. Ele afirmou que a parceria com a MB possibilita levar chances de prevenção a moradores de lugares de difícil acesso como os rios da Amazônia. “Esta parceria única torna possível levar a áreas remotas do Brasil exames eficientes de detecção do câncer, o que é muito gratificante para todos que participam desses projetos”, disse.

 

AIEA - Dean Calma


Diretor da AIEA, Rafael Grossi

 

Parceria MB e AIEA

A doação dos mamógrafos é uma das frentes da parceria entre a MB e AIEA. O Practical Arrangement - documento assinado entre as duas instituições - objetiva desenvolver projetos em aplicações nucleares focados em promover capacitação e treinamento em áreas como monitoramento ambiental e aplicações industriais. A partir dessa formalização, outras ações de parceria puderam ser firmadas, como a doação dos dois mamógrafos e de dois kits para análise de RT-PCR, que serão instalados em Manaus (AM) e Ladário (MS), em Organizações Militares da MB, para análises de testes para COVID-19 e outras doenças.

De acordo com o Capitão de Mar Guerra (EN) Ricardo Koji Yamamoto, oficial de ligação da MB com a AIEA, a parceria envolve, também, o monitoramento ambiental da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e a instalação de equipamentos de coleta no Navio Polar “Almirante Maximiano” para análise das águas oceânicas e da região antártica com monitoramento de radionuclídeos e parâmetros ambientais.

“Destaca-se, também, na parceria, o projeto de capacitação em tratamento através de células-tronco para recuperação de radioacidentados no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Receberemos equipamentos para coleta e análise da água do mar e ar atmosférico para a EACF. A contrapartida da Marinha é fornecer espaços para a instalação de equipamentos necessários para esses projetos e fornecer os dados ostensivos gerados”, complementou.

Além disso, houve expressivo aumento na participação da MB em diversos eventos oficiais da AIEA, a partir da criação da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, em 2016. Os cursos, treinamentos e workshops possibilitam um incremento no conhecimento técnico nesta área.

Podcast

Sobre o tema Assistência Hospitalar, o Diretor-Executivo do Instituto do Coração de São Paulo, Doutor Fábio Kawamura, conversou com a Rádio Marinha. Ele compartilhou a sua experiência como médico nas ações de Assistência Hospitalar às populações ribeirinhas, no período em que serviu na Marinha.

Acesse o link e saiba mais.

A TODO PANO – O Podcast da MB também está disponível nas plataformas Spotify, Deezer, Google Podcast e outras. Não deixe de escutar! Inscreva-se em nossos canais e não perca nenhum lançamento.

 

 

 

e-Navigation traz mais segurança e aprimora a navegação

24/02/2022
Ciência e Tecnologia

 

 

Agência Marinha de Notícias

Brasília, DF

 

O setor portuário brasileiro, formado pelos portos públicos e terminais privados, movimentou 1,210 bilhão de toneladas de carga em 2021. O número representou um crescimento de 4,8% em relação a 2020, de acordo com o levantamento divulgado no início deste mês pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

 

A ANTAQ divulgou também a expectativa de movimentação portuária para os próximos anos. Para 2022, estudos apontam que a movimentação alcançará 1,239 bilhão de toneladas, um crescimento de 2,4% em relação a 2021. Pelos próximos quatro anos, a agência prevê a manutenção de alta na movimentação portuária. Em 2026, a expectativa é que o setor portuário nacional movimente 1,402 bilhão de toneladas contra 1,360 bilhão de toneladas em 2025.

 

 

Em consonância com o volume do comércio marítimo e com a Organização Marítima Internacional (IMO), a Marinha do Brasil, Autoridade Marítima Brasileira (AMB), vem contribuindo para a implementação de uma estratégia relacionada ao e-Navigation no País o conceito disseminado pela IMO para tornar a navegação mais segura, eficiente e sustentável.

 

e-Navigation

O e-Navigation (Navegação Aprimorada) é um conceito que contempla ampla gama de sistemas e serviços de informação integrados e harmonizados, relacionados aos serviços marítimos e portuários, que permitirão a otimização do comércio marítimo, o aprimoramento da consciência situacional marítima e uma maior agilidade no processo de tomada de decisão pelas Autoridades Marítimas, Portuárias e demais entes envolvidos no comércio marítimo. No mundo, o percentual do volume do comércio internacional de mercadorias que é transportado por via marítima é de 80%. No Brasil, representa mais de 95% do nosso comércio exterior.

 

A implementação do e-Navigation impacta, mundialmente, diversos setores que exercem suas atividades no ambiente marítimo, em águas interiores e em seus respectivos portos. Da mesma forma que aeronaves e aeroportos se comunicam com rapidez e segurança, a implantação do e-Navigation permitirá a ampliação dessas capacidades para navios e portos.

 

O conceito baseia-se na harmonização dos sistemas de navegação e dos serviços de apoio em terra com o propósito de redução de erros, tornando a navegação nas áreas marítimas e nas vias navegáveis interiores mais confiável e mais simples.

 

No âmbito da AMB, a Diretoria-Geral de Navegação é responsável por acompanhar as iniciativas referentes ao e-Navigation. A implementação do conceito no País demandará o envolvimento de diversos ministérios e órgãos afetos ao assunto, centrada nas necessidades dos usuários da navegação marítima, buscando a eficiente transferência de informações e dados marítimos entre todos os usuários: navio/navio, navio/porto, porto/navio e porto/porto.

 

Para o Diretor-Geral de Navegação, Almirante de Esquadra Wladmilson Borges de Aguiar, a implementação do e-Navigation é de relevante importância para o desenvolvimento da Economia do Mar e do Poder Marítimo. “O conceito contribui para o crescimento do País e para a redução do custo Brasil. Além disso, em um país dotado de ricas características marítimas e fluviais, como o Brasil, o e-Navigation trará um olhar para diversas oportunidades, provenientes do uso de equipamentos, meios de comunicação e aumento de tráfego de dados, gerando um verdadeiro portfólio de informações e serviços”, afirmou.

 

As áreas de atuação dos serviços relacionados ao e-Navigation subdividem-se em áreas portuárias e de aproximação aos portos; áreas costeiras ou restritas; mar e áreas abertas; áreas polares; e áreas com empreendimentos offshore.

 

Na área portuária, os usuários dos portos e terminais serão beneficiados pela implantação das ferramentas do e-Navigation no Brasil, na medida em que elas se integrem a ferramentas de gestão portuária e de Port Community System, sistema que praticamente centraliza todas as informações dos complexos portuários, acessível aos órgãos públicos e atores privados do setor marítimo. Com sua implementação, toda a cadeia produtiva da atividade marítima portuária, incluindo as administrações portuárias, compartilhará os ganhos de segurança e troca de informações disponibilizados pelas soluções.

Na área econômica, por sua vez, abrem-se perspectivas para a comercialização de produtos e serviços desenvolvidos especificamente para atender ao conceito e-Navigation, sendo uma relevante oportunidade para a Base Industrial Brasileira.

 

Neste contexto, a Marinha do Brasil aprovou uma estratégia de implementação do e-Navigation inicialmente dividida nos eixos norteadores de Ciência, Tecnologia e Inovação; Tecnologia da Informação e Comunicações; Desenvolvimento Econômico; Segurança; Proteção; Capacitação do Ensino Profissional Marítimo (EPM); e adequação e qualificação do Sistema de Ensino Naval.

 

Certamente, o desenvolvimento e a implementação do conceito serão extremamente importantes para o aprimoramento do transporte marítimo, gerando benefícios como maior eficiência, segurança para o setor e prevenção da poluição hídrica.

 

 

Sete dias de ações da Marinha em Petrópolis

23/02/2022
Cuidando da nossa gente

 

 

Militares da Marinha desobstruíram a Avenida Portugal, em Petrópolis

 

 

Agência Marinha de Notícias

Petrópolis, RJ

 

Marinha conclui desobstrução de via pública em Petrópolis

 

Dentre as diferentes atividades que a Marinha do Brasil, em proveito do Comando do Comando Conjunto Leste, realiza desde o dia 16 de fevereiro na cidade de Petrópolis. Há também os apoios realizados por um destacamento do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais, que viabilizam a remoção de obstáculos e desobstrução de vias afetadas pelas fortes chuvas ocorridas na última terça-feira (15).

 

O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais-Petrópolis concluiu, ontem (22), a retirada da terra trazida pelos deslizamentos de rochas, lama, postes e árvores que obstruíam a Avenida Portugal, importante avenida que liga a área central da cidade à região do Quitandinha. Para a realização dessa ação, de acordo com o Segundo-Tenente (FN) Pixinine, Comandante do Pelotão responsável por desobstruir a via, "foram empregados diversos equipamentos especializados de engenharia, incluindo retroescavadeiras, pás carregadeiras, motoserras, além de pás, enxadas e diversos caminhões basculantes".

 

 

 

Situação da Avenida Portugal antes da desobstrução

 

Avenida Portugal após a desobstrução

 

 

O morador da região, Rômulo Brand, conta que no dia da chuva acompanhou toda a queda da lama pela janela de sua casa. Ele informou "que essa rua costumava engarrafar em dias de chuva, (a lama) arrastou carros, havia pessoas dentro". Os carros foram retirados com a ajuda da Defesa Civil. A Marinha desobstruiu a avenida. O trabalho que foi feito pelas Forças Armadas foi excelente".

 

Também ontem, a senhora Gloria Schmidt agradeceu, por meio de seu instagram, o apoio prestado pela MB na região. “Hoje (22), por conta de uma emergência médica, recorri ao Hospital de Campanha da Marinha, instalado no SESI. O que presenciei me causou bastante orgulho. Tudo muitíssimo organizado e, além de profissionais preparados, observei um carinho muito especial para com as pessoas”.

 

O Hospital de Campanha da Marinha já realizou 760 atendimentos. Estão atuando na cidade 345 militares e 51 meios da MB.

 

 

 

 

 

PROANTAR: Quatro décadas da presença brasileira no continente gelado

22/02/2022
Ciência e Tecnologia

Agência Marinha de Notícias 

Brasília, DF

 

Primeiro-Tenente (RM2-T) Camila Marques de Almeida

 

 

No ano em que se comemora o 40º aniversário do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), a Marinha do Brasil (MB) retomou os projetos de pesquisa na Antártica, após um ano de interrupção devido à pandemia da Covid-19. O Programa é uma importante iniciativa voltada para o desenvolvimento de estudos científicos nacionais realizados no continente gelado e foi criado no ano de 1982, em conformidade com os compromissos internacionais assumidos na adesão ao Tratado Antártico, um acordo de cooperação entre países interessados na região. 

 

De acordo com o Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, Contra-Almirante Marco Antônio Linhares Soares, a Antártica é um laboratório à disposição da pesquisa em colaboração com os demais países que aderiram a essa missão. “Assinamos o Tratado para fazer muita pesquisa de qualidade e isso já vem sendo feito ao longo desses 40 anos com a participação de inúmeras instituições de pesquisas e universidades”.

 

A presença no continente branco é estratégica por motivos geopolíticos, científicos e ambientais. Cerca de 20 pesquisas estão sendo realizadas atualmente nas áreas de ciências da vida, ciências atmosféricas, ciências do mar e ciências da terra. 

 

Um exemplo de avanço nas pesquisas foi a evolução da carta náutica utilizada no próprio trajeto até a Antártica, dando mais segurança aos navios, suas tripulações e aos cientistas que embarcam nos navios. “Nós tivemos um ganho muito grande com a previsão numérica que utilizamos na travessia do Drake, que é um estreito de mar muito difícil para a navegação. Poucas áreas da região eram cartografadas, mas foram feitas inúmeras cartas náuticas utilizando os equipamentos em ambientes diferentes e com isso houve um ganho muito grande”, disse o Contra-Almirante Linhares.

 

Assista ao vídeo de divulgação dos 40 anos do PROANTAR

 

Pesquisadores transportados por militares da Marinha na Antártica

 

 

O primeiro coordenador científico da Operação Antártica (OPERANTAR), Paulo Eduardo Aguiar Saraiva Câmara, que é biólogo e professor do Departamento de Botânica da Universidade de Brasília, afirma que o Brasil tem um comprometimento sério e definitivo com a região da Antártica. “O continente gelado soma 14 milhões de km2 e as maiores reservas de água doce do mundo. Cerca de 70% estão na Antártica e não na Amazônia, como muitos podem pensar. As maiores reservas de petróleo, de ouro, de diamante também estão lá. O Brasil fala de igual pra igual com as grandes nações do mundo, podemos opinar sobre o uso dessas riquezas, temos o direito a voz e voto. E por que temos isso? Porque fazemos pesquisa. Não adianta o Brasil ir para Antártica sem fazer pesquisa e não adianta a gente querer fazer pesquisa sem o apoio logístico da Marinha”, afirmou o professor Paulo.

 

Para realizar as operações antárticas, a Marinha coordena um planejamento minucioso, sendo responsável pelo transporte, alimentação, alojamentos, vestimentas especiais e manutenção de equipes na base científica. A OPERANTAR XL teve início no dia 6 de outubro de 2021, com o suspender do Navio de Apoio Oceanográfico (NApOc) “Ary Rongel” e, posteriormente, com o Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano”, que iniciou a sua comissão em 14 de novembro de 2021. O término da operação está previsto para 13 de abril de 2022, com o retorno dos navios para o Rio de Janeiro.

 

 

 

 

Ampliação de pesquisas

Uma novidade na área de pesquisas para este ano é a destinação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para o PROANTAR e para a base de pesquisa Criosfera 2, que são prioridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O anúncio foi feito na abertura do “III Simpósio do Programa Ciência Antártica MCTI: 40 anos de pesquisa científica do PROANTAR”, realizado neste mês.

 

Durante o evento, o Ministro do MCTI, Marcos Pontes, declarou que os 40 anos do PROANTAR são um marco a ser comemorado pelo Brasil e pelo planeta. “Temos de ampliar cada vez mais a pesquisa no continente Antártico”. Segundo ele, a prioridade do MCTI é aumentar a pesquisa e a capacidade dos laboratórios na Antártica, com o Criosfera 2, além de ampliar o número de bolsas de pesquisa disponíveis. A liberação de recursos para a ciência pelo FNDCT deve garantir apoio financeiro para a continuidade dos projetos de pesquisa do PROANTAR para os próximos três anos. 

 

Além do MCTI e da Marinha do Brasil, o programa conta, também, com outros membros na Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, entre eles os Ministérios das Relações Exteriores; do Meio Ambiente; da Justiça e Segurança Pública; Defesa; Economia; Infraestrutura; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Educação; Cidadania; Saúde; Minas e Energia; Turismo; Desenvolvimento Regional e Casa Civil. Além desses órgãos, são parceiros do PROANTAR a Força Aérea Brasileira, a Petrobras, a Universidade Federal do Rio Grande, a empresa OI e a Fundação Oswaldo Cruz.

 

Novo Navio de Apoio Antártico e Aeronaves UH-17

Em outubro de 2021, o Estaleiro Jurong Aracruz/SEMBCORP foi anunciado como a melhor oferta para construir o novo Navio de Apoio Antártico (NApAnt). A construção do navio, que será conduzida pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), proporcionará incentivo ao desenvolvimento tecnológico e à indústria naval brasileira.

 

Atualmente, o “Ary Rongel” e o “Almirante Maximiano” contribuem para a pesquisa, transportando pessoal e equipamentos, produzindo cartas náuticas e coletando amostras científicas. O NApAnt potencializará a pesquisa científica e fortalecerá a presença estratégica do Brasil no continente gelado.

 

Para somar esforços junto aos navios, o 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral realizou o primeiro voo na Antártica, em novembro de 2021, com as recém-adquiridas aeronaves UH-17. Os “Águias” 7090 e 7091, orgânicos do NPo “Almirante Maximiano”, foram lançados para permitir a ambientação dos tripulantes nos voos em regiões de clima frio, realizar reconhecimento dos pontos de interesse nas proximidades da Estação Antártica Comandante Ferraz, e qualificação e requalificação de pouso a bordo com o NApOc “Ary Rongel”. 

 

As duas aeronaves são as primeiras de um total de três UH-17, adquiridas junto à Airbus Helicopters, com o objetivo de cooperar e ampliar a capacidade das operações aéreas no PROANTAR.

 

Aeronave UH-17 amplia a capacidade das operações na Antártica

 

Estação Antártica Comandante Ferraz 

A estrutura da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) foi reinaugurada em 15 de janeiro de 2020 e possui um complexo de mais de 4,5 mil m². Aproximadamente 4 mil integrantes de equipes científicas já passaram pelo PROANTAR. 

 

A estrutura do Brasil está localizada na Península Keller, na Ilha Rei George, no arquipélago das Shetland do Sul. Com um projeto arquitetônico moderno e 17 laboratórios, a EACF está dividida em seis setores e tem um funcionamento sustentável, com o reaproveitamento de água e utilização de energias renováveis. Atualmente, a estação brasileira é considerada umas das mais seguras e modernas da região e, mesmo com a pandemia da Covid-19, a EACF nunca parou. O grupo-base formado por militares da Marinha mantém a Estação funcionado todo o tempo. 

 

Um bom exemplo de experiência é a do Capitão de Corveta (Md) Jarbas de Souza Salmont Júnior, que já participou três vezes da OPERANTAR e realiza atendimentos na área de saúde. “A parceria da Marinha com os pesquisadores é extremamente proveitosa e amigável. Todos os tripulantes da Estação Antártica e das estações vizinhas têm acesso ao atendimento médico na nossa estação. O atendimento é sob livre demanda e nós temos uma enfermaria bem equipada e preparada para estabilizarmos um paciente grave até sua remoção”, exemplificou.

 

Estação Antártica Comandante Ferraz, a casa do Brasil no continente gelado

 

 

Marinha permanece com ações de apoio em Petrópolis

21/02/2022
Cuidando da nossa gente

Aeronave UH-15 realizou sobrevoo nas áreas atingidas

 

Agência Marinha de Notícias

Petrópolis, RJ

 

 

A Marinha do Brasil (MB) realizou ontem (20), em apoio ao Comando Conjunto Leste, diversas ações na cidade de Petrópolis, com a utilização de cerca de 370 militares, 60 viaturas e uma aeronave UH15. Pela manhã, foi feito o transporte aéreo de um gerador para o Morro do Morin, que estava sem fornecimento de energia e onde ficam instaladas as torres de rádio, televisão e celular. Em outro ponto da cidade, na Paróquia Santo Antônio, no Alto da Serra, militares da Marinha distribuíram medicamentos para atender 200 pessoas que estão abrigadas no local.

 

O Secretário de Defesa Civil de Petrópolis, Tenente-Coronel Gil Correia Kempers Vieira, destacou a importância do apoio da MB no transporte aéreo de equipes e de equipamentos para as localidades com acesso mais difícil. “É muito importante porque passamos a ter uma visão do todo. Quando estamos em campo podemos observar a ocorrência in loco e passamos a ter uma outra dimensão para fazermos uma avaliação melhor do cenário, a instabilidade do solo em algumas localidades e, a partir dessa observação aérea, redirecionarmos as equipes”.

 

 

Aeronave UH-15 transportou gerador para região atingida em Petrópolis

 

 

O Hospital de Campanha (HCamp) da Marinha, montado no SESI Petrópolis, realizou ontem, somente até o início da tarde, 120 atendimentos médicos. Nele, são disponibilizados atendimentos odontológicos, de cirurgia geral de baixa complexidade, ortopedia, clínica médica e pediatria.

 

O Diretor da Unidade Médica Expedicionária da Marinha, Capitão de Fragata Médico Carlos Gustavo Drummond, ressaltou que os atendimentos no HCamp variam dos mais simples aos casos mais complexos e graves. “Hoje, por exemplo, fizemos um atendimento médico a uma idosa que teve uma parada cardiorrespiratória, mas felizmente conseguimos reverter o quadro e ela saiu estável do hospital na nossa UTI móvel”.

 

Também foram deslocados para a cidade dois Capelães Navais da MB, um padre e um pastor, a fim de celebrar cultos ecumênicos, na tentativa de amenizar o sofrimento dos petropolitanos. O Primeiro-Tenente Capelão Naval Bento Oliveira, que é padre, afirmou que a proposta é apoiar as famílias que se encontram em desalento. “Muitos perderam familiares e bens e o conforto espiritual é muito importante para estender a mão a população que está sofrendo neste momento”.

 

Proposta realçada também pelo Capitão-Tenente Capelão Naval Williams Soares, que é pastor. “Estamos aqui para prestar assistência espiritual e religiosa ao pessoal atingido por esta tragédia. Viemos trazer um pouco de conforto e alento”.

 

 

Militares da Marinha durante distribuição de doações, em Petrópolis

 

 

Velas Latinoamerica 2022 se despede do Rio de Janeiro

20/02/2022
Eventos

Familiares e amigos durante despedida no Porto do Rio de Janeiro

 

Agência Marinha de Notícias

Rio de Janeiro, RJ

 

 

A etapa brasileira do Velas Latinoamerica 2022 chega ao fim hoje (20). O evento, que recebeu cerca de 10 mil visitantes na zona portuária do Rio de Janeiro, contou com contemplação pública aos veleiros, apresentações culturais, cerimoniais à bandeira comentados, visitas de diversas autoridades internacionais, tudo isso com o intuito de propiciar o intercâmbio profissional e cultural entre as marinhas latino-americanas. Esta etapa marcou, também, o início das comemorações do bicentenário da Independência do Brasil.
 

Logo no início desta manhã, familiares e amigos foram até o Porto do Rio de Janeiro para despedirem-se da tripulação dos grandes veleiros. Os navios partiram em direção a Montevidéu, no Uruguai, onde devem atracar no início de março. O primeiro a partir foi o Navio-Veleiro “Cisne Branco”, da Marinha do Brasil, seguido pelos outros seis navios sul-americanos (Argentina, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai).
 

Da orla das praias, cariocas e turistas tiveram mais uma oportunidade de assistir ao desfile naval de despedida. O Velas, que acontece a cada quatro anos, termina no dia 28 de junho, no Porto de Vera Cruz, no México. Até lá, serão mais 12 portos a serem visitados, em 10 países.

 

Caminhões da Marinha chegam em Petrópolis com 25 toneladas de donativos

19/02/2022
Cuidando da nossa gente
Caminhões da Marinha transportaram 25 toneladas de doações para Petrópolis
 

Agência Marinha de Notícias

Petrópolis, RJ

 

Após quatro dias da tragédia causada pelas chuvas em Petrópolis (RJ), uma das mais importantes cidades da Região Serrana do estado, a Marinha do Brasil (MB) permanece mobilizada para tentar amenizar o sofrimento da população e auxiliar as autoridades locais e a Defesa Civil nas ações de recuperação da cidade.

 

Na manhã de hoje (19), um caminhão da MB chegou a Petrópolis com dois contêineres e 25 toneladas de suprimentos (água, roupas e alimentos) vindos de São Bernardo do Campo (SP), oriundos do Programa Pátria Voluntária. As doações foram entregues no Colégio Santa Catarina, localizado no Centro.

 

Emocionada, a Diretora do colégio, Mônica Chung, destacou, no momento do recebimento dos itens doados, que a mobilização é uma demonstração de amor no meio de uma catástrofe e ressaltou a importância das doações. “A gente teve que unir forças, juntamente com a Marinha e com os responsáveis pelo Programa Pátria Voluntária, para arrecadar o máximo de doações, que serão muito importantes para as famílias que foram afetadas pela situação que estamos passando. Essa mobilização é muito importante para nós”.

 

Em entrevista concedida à Agência Marinha de Notícias hoje pela manhã, o Prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, ressaltou a parceria entre a Marinha e a Prefeitura na execução de diversas ações desde o início da semana. “Nesse momento difícil que estamos vivendo, ter a Marinha do Brasil aqui no nosso município nos dá muita tranquilidade, principalmente na área de saúde. Tenho certeza de que, desta forma, o povo petropolitano se sente mais protegido e mais amparado. Ainda mais porque nós tivemos a nossa UPA interditada por causa do estrago causado pelas chuvas”.

 

O Hospital de Campanha da Marinha, que está funcionando no SESI Petrópolis, conta com instalações ambulatoriais e de UTI e uma equipe formada por médicos, enfermeiros e farmacêuticos. Além do HCamp, a MB conta com um helicóptero UH-15, 60 viaturas e cerca de 300 militares. Esses números variam dia a dia, a depender das necessidades de apoio que se apresentam.

 

Também foi realizada, hoje, pelo Grupamento de Fuzileiros Navais que está atuando no local, a desobstrução e o controle de trânsito em diversas ruas e avenidas da cidade.

 

 

Os donativos fazem parte do Programa Pátria Voluntária

e foram entregues no colégio Santa Catarina

 

 

Última chance para assistir ao Velas Latinoamerica 2022 no Rio de Janeiro

19/02/2022
Eventos


Desfile de despedida acontece amanhã na orla carioca

 

Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, RJ

O Velas Latinoamerica 2022, que mudou a paisagem da cidade do Rio de Janeiro durante esta semana, despede-se neste domingo (20). Em sua quarta edição, o evento com grandiosos veleiros de diversas nacionalidades, incluindo o Navio-Veleiro “Cisne Branco”, encerra sua passagem pela cidade maravilhosa. Para quem não teve a oportunidade de fazer a contemplação dos veleiros atracados, ainda terá essa chance até hoje (19). Para conseguir um ingresso, que é gratuito, basta acessar o site, preencher um formulário e imprimir o ticket.

Quem estiver na cidade também terá a oportunidade de assistir ao desfile naval de despedida amanhã (20), quando os navios seguirão para Montevidéu, no Uruguai. Os veleiros desatracarão do cais do Píer Mauá a partir das 6h, passando mais uma vez pela orla do Rio de Janeiro.

O maior evento náutico da América Latina segue com seus navios por mais quatro meses, visitando importantes cidades e portos do Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, Panamá, Colômbia, República Dominicana, Curaçao e finalizando no Porto de Vera Cruz, no México.

Uma semana repleta de eventos

Em comemoração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro, a edição do Velas deste ano iniciou com um desfile naval pelas praias cariocas no último fim de semana. A população teve a oportunidade de ver a magnitude dos navios diretamente das orlas das praias da Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema e Copacabana.

Durante todos os dias do evento, as pessoas puderam assistir ao cerimonial à bandeira comentado em frente ao prédio do Comando do 1º Distrito Naval, no Centro do Rio. Momento em que o Pavilhão Nacional é arriado ao som do Hino nacional brasileiro, executado ao vivo pela Banda do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, com os comandos do cerimonial emitidos por toques de corneta.

Ainda dentro da programação, houve ontem (18) uma apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, no Boulevard Olímpico, que encantou o público que passava pelos arredores de onde estão atracados os navios.


Público assiste à apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais no Boulevard Olímpico

O Velas Latinoamerica 2022, que tem o Brasil como país anfitrião desta edição e o objetivo de fortalecer os laços de amizade e profissionalismo, por meio do intercâmbio operacional e cultural entre as marinhas latino-americanas.

Marinha amplia capacidade de atender população de Petrópolis

18/02/2022
Cuidando da nossa gente


Hospital de Campanha da Marinha presta auxílio ao sistema de saúde local

Agência Marinha de Notícias
Petrópolis, RJ

As fortes chuvas que assolam o município de Petrópolis (RJ) desde o início da semana provocaram a mobilização de diversos órgãos públicos e entidades privadas a fim de conter os danos provocados. Mais de 260 militares enviados pela Marinha do Brasil (MB), incluindo da área de saúde, têm se dedicado, em sinergia com outras instituições, a prestar socorro à população afetada.

O Hospital de Campanha (HCamp), montado pela MB no SESI Petrópolis, está ajudando o sistema de saúde local e trazendo alento à população em meio à tragédia. Apenas nesta sexta-feira (18), foram realizados 30 atendimentos na unidade, sendo 19 na clínica médica, cinco na emergência, três na ortopedia e três na odontologia.

Exemplo desse cuidado é o taxista João Baptista Prado. Ele afirmou, em tom de gratidão, que se não fosse pela MB não conseguiria atendimento médico. O taxista ficou horas preso dentro de seu carro depois que o veículo foi atingido por um ônibus de turismo arrastado pelas águas. Após o resgate, ele procurou o pronto socorro e, devido à lotação, foi direcionado ao HCamp da MB, onde foi atendido e recebeu a medicação necessária.

Outra ação realizada pela Marinha foi o transporte do equivalente a um caminhão e meio de medicamentos e itens hospitalares para abastecer o HCamp. Desse material, foram levadas caixas com medicamentos, além de itens variados destinados ao atendimento de nível ambulatorial e de emergência.


Itens trazidos do Depósito de Material de Saúde da Marinha no Rio de Janeiro

Parceria na distribuição de suprimentos

Os militares também têm prestado apoio no transporte e distribuição de mantimentos para as famílias afetadas pelas enchentes. Exemplo disso foi a parceria estabelecida com a Universidade Estácio em Petropólis. Patrícia Bach, diretora da unidade, ressalta a importância da cooperação com a MB. “Eu recebo todos os donativos aqui na Universidade, nós separamos e a Marinha faz a entrega nos locais mais difíceis onde nós da população e os alunos não conseguimos entregar. É importante continuar com essa parceria, unindo forças de toda a comunidade“.

Desobstrução de vias

Os militares do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais também atuaram na desobstrução de vias, incluindo a BR-040, uma das principais vias de acesso à Petrópolis. O acúmulo de material arrastado pelas enchentes e deslizamentos estava bloqueando as vias e provocando retenções de até 5 km, quando uma equipe de 10 fuzileiros navais foi destacada para realizar a desobstrução.


Retroescavadeira empregada na desobstrução da BR-040 na madrugada desta sexta (18)

O Segundo-Tenente Fuzileiro Naval Rickard Botelho do Nascimento destacou a prontidão da equipe para a operação. ”Desembarcamos para fazer o reconhecimento a pé. Quando chegamos na posição do desmoronamento, era uma árvore e um poste que haviam caído. Iniciamos os trabalhos por volta de 0h30 e, às 2h, terminamos. Tiramos o poste, árvores e toda a cobertura vegetal que estava no terreno”, relatou.

Apoio do Governo Federal

O Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, realizou, nesta manhã (18), um sobrevoo na região. Em seguida, participou, junto a outras autoridades, de uma coletiva de imprensa na qual anunciou as medidas emergenciais para auxiliar a população de Petrópolis. O Ministro da Defesa, General Braga Netto, destacou a participação das Forças Armadas na região. "Nós deslocamos tropas de outros estados, particularmente de Minas Gerais e Espírito Santo. A Marinha já montou um hospital de campanha e a Força Aérea está fazendo o controle do tráfego aéreo", disse o Ministro.

 

Mobilização em apoio à cidade de Petrópolis

17/02/2022
Cuidando da nossa gente
Hospital de Campanha da Marinha entrou hoje em funcionamento
 
Agência Marinha de Notícias
Petrópolis, RJ
 
Atualizado às 19h38
 
Os danos causados pelas fortes chuvas que caíram em Petrópolis (RJ) no início da semana sensibilizaram não somente a população da Região Serrana, mas também todo o Brasil. O temporal de terça-feira (15) deixou o município devastado e a população desolada com tantos mortos e desabrigados.
 
As consequências da intensa chuva só puderam ser identificadas na manhã seguinte (16), inclusive com a declaração do estado de calamidade pública pelo prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo. Imediatamente, após a repercussão da situação, a Marinha do Brasil (MB) se mobilizou para subir a serra e auxiliar a população petropolitana.
 
Ainda na manhã de quarta-feira (16), uma equipe de Fuzileiros Navais chegou na cidade a fim de identificar os pontos mais atingidos e possíveis locais para a instalação de um hospital de campanha. Essa avaliação também foi feita por uma aeronave SH-16, da MB, que se deslocou da Base Aérea de São Pedro da Aldeia (RJ) e está pronta para os apoios aéreos necessários.
 
O Diretor do Centro de Medicina Operativa da Marinha, Capitão de Mar e Guerra Médico Kleber Coelho de Moraes Ricciardi, explicou como será o funcionamento do hospital - localizado no SESI Petrópolis, Rua Binge, 130 -, que iniciou os atendimentos às 15h de hoje (17). “Estamos aqui para apoiar a estrutura de saúde local realizando atendimentos clínicos, laboratoriais, odontológicos, pediátricos, ortopédicos e pequenos procedimentos. Assim, deixamos os atendimentos de maior complexidade para os hospitais previamente estabelecidos”.
 
Os militares da Marinha que já se encontravam na cidade iniciaram os trabalhos, ainda na madrugada do dia 16, no apoio à população e na desobstrução das vias com a utilização de motoserras. Os caminhões, retroescavadeiras e o material para a instalação do hospital de campanha chegaram na manhã de hoje (17). São cerca de 60 viaturas e 300 militares mobilizados, entre Fuzileiros Navais, médicos, enfermeiros e farmacêuticos.
 
A capacidade da MB de atuar em situações de emergência possibilitou que o hospital de campanha fosse montado rapidamente, com 12 leitos de enfermaria e três estações de atendimento ambulatorial. Ambulâncias da Marinha também prestam apoio.
 
Presente na cidade, o Capitão de Mar e Guerra Fuzileiro Naval Glaucio Rodrigues Junior, Comandante do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais estabelecido em Petrópolis, destacou que a experiência adquirida pelos militares em catástrofes, como os terremotos ocorridos no Haiti e no Chile, em 2010, e nas enchentes que atingiram a Região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, possibilitaram uma rápida mobilização dos meios e pessoal. “Com os equipamentos de engenharia estamos atuando, desde a nossa chegada, na desobstrução de vias, melhorando a trafegabilidade das áreas atingidas, além de participar com a nossa tropa no recebimento de doações”, complementou.
 
 
 
Fuzileiro Naval desobstruindo rua em Petrópolis
 
 
 
 
Militares durante a montagem do hospital de campanha da Marinha em Petrópolis
 
 
Enchentes de 2011
Em 2011, após uma forte chuva que atingiu principalmente a cidade de Nova Friburgo (RJ) e deixou quase 35 mil desabrigados, a Marinha do Brasil também se mobilizou e montou um hospital de campanha na cidade.
 
Ao final de 11 dias de funcionamento do hospital, foram contabilizados 2.200 atendimentos realizados pelas equipes médicas. Na ocasião, também foram prestados apoios no transporte de suprimentos aos locais mais atingidos e aos postos de coleta de doações, bem como o transporte aéreo de equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, que foram feitos por uma aeronave UH-14 “Super Puma” e dois UH-12 “Esquilo”.

 

Marinha monta Hospital de Campanha nesta quinta-feira, em Petrópolis (RJ)

17/02/2022
Cuidando da nossa gente
Montagem do Hospital de Campanha da Marinha em Petrópolis
 
Agência Marinha de Notícias
Petrópolis, RJ
 
Com a intenção de apoiar a população de Petrópolis nesse momento de dificuldade, a Marinha do Brasil (MB) iniciou hoje (17) a montagem de um Hospital de Campanha. O hospital terá 12 leitos de enfermaria, dois leitos de Unidade de Terapia Intensiva e dois leitos pós-operatórios, além de um centro cirúrgico e três estações de atendimento ambulatorial. 
 
Cerca de 60 viaturas, equipamentos e 300 militares, entre eles militares da área de saúde, já foram mobilizados para atuarem na cidade. A MB está utilizando equipamentos para remoção de obstáculos e desobstrução de ruas, como retroescavadeiras e motoserras, duas aeronaves remotamente pilotadas e um helicóptero SH-16. 
 
Aeronave SH-16 que está sendo utilizada em Petrópolis
 
 
Retroescavadeira da MB sendo utilizada em Petrópolis

 

 

 

Marinha desloca comboio para Petrópolis após temporal devastar a cidade

16/02/2022
Cuidando da nossa gente
Fuzileiros Navais em ação na cidade de Petrópolis
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, RJ
 
A Marinha do Brasil (MB) deslocou, nesta quarta-feira (16), um comboio com militares e meios de Fuzileiros Navais para a cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde, após fortes chuvas, o prefeito decretou estado de calamidade pública. A MB colocou à disposição do Estado do Rio de Janeiro um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais para cooperação com a Defesa Civil.
 
Os militares realizaram um reconhecimento da região afetada por terra e por ar – com a utilização de uma aeronave -, a fim de identificar as principais necessidades de emprego do pessoal e material. 
 
A MB tem condições de transportar pessoal e material, remover obstáculos, prestar socorro, instalar e operar a base para operações aéreas e desinfecção. Assim como, atuar no controle do trânsito, na distribuição de suprimentos e isolar aéreas que ofereçam perigo para a população.
 
Aeronave SH-16 da Marinha fez reconhecimento aéreo da
região atingida pelas fortes chuvas em Petrópolis

 

Velas Latinoamerica 2022 relembra a importância da Marinha para a Independência do Brasil

15/02/2022
Eventos
 
 
Agência Marinha de Notícias 
Rio de Janeiro, RJ
 
Foi declarado, oficialmente, o início do Velas Latinoamerica 2022. Em cerimônia realizada ontem (14), no Rio de Janeiro, o Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, representando o Comandante da Marinha, declarou a abertura do evento. “Em 2010, comemoramos o bicentenário dos primeiros movimentos de independência do continente sul-americano. Em 2018, houve a celebração do bicentenário nacional do Chile. Já a edição desse ano se reveste de profunda representatividade porque comemora-se os 200 anos da Independência do Brasil”, disse em seu discurso.
 
O Presidente do Comitê Executivo do evento, Vice-Almirante Bernardo Gamboa, destacou o importante papel exercido pela Marinha do Brasil na consolidação da Independência Brasileira. “Em 1822, a criação da Esquadra Brasileira foi decisiva para a nossa Independência. A partir do Rio de Janeiro, os nossos navios combateram em diversas provinciais em nome da liberdade. Apoiada pelo povo, a Esquadra teve o seu batismo de fogo. Isso consolidou o Brasil como uma grande nação unida, livre e soberana”, lembrou o Almirante.
 
Ele também agradeceu a presença dos representantes das marinhas amigas na etapa brasileira do Velas Latinoamerica 2022. “É motivo de muita honra, para nós brasileiros, comemorarmos 200 anos da nossa independência, recebendo amigos marinheiros de tantas tradições. Agradeço por dividirem conosco a alegria desse importante marco na história do Brasil. Que tenhamos bons ventos e mares tranquilos”.
 
Estiveram presentes na cerimônia membros do Almirantado brasileiro, embaixadores da Colômbia, Uruguai, Panamá, República Dominicana e Peru representantes das marinhas da Argentina, Colômbia, Equador, Uruguai, Peru e República Dominicana e os Adidos Naval e de Defesa do México e do Chile. 
 
Presente ao evento, o Adido Naval do México no Brasil, Contra-Almirante Victor Neria, agradeceu o convite para visitar a etapa brasileira e destacou que o Velas será encerrado em seu país. “É com muito orgulho que o Velas Latinoamerica será finalizado no Porto de Vera Cruz, no México. Estamos nos preparando para receber todos os veleiros participantes. Lamentavelmente, o nosso veleiro não pôde vir ao Brasil, porém ele participará da regata a partir de Cartagena (Colômbia). Vamos continuar com essa bonita tradição”.
 
Velas Latinoamerica 2022
Para o Almirante Olsen, o evento lembra os feitos do passado, época das grandes navegações. “Descobertas marítimas e geográficas, dos séculos XV e XVI, mudaram o curso da história. A partir daquele momento, a essência humana se ampliou. O mar passou a forjar um novo tipo de homem, o homem do mar. Um ser que se lançou a imensos desafios, impostos pelas águas incógnitas que extrapolavam o imaginário daqueles desbravadores.”
 
O Almirante Bernardo Gamboa lembrou que, desde 2010, em um período de quatro em quatro anos, veleiros de países latinos se reúnem para juntos compartilharem a vida no mar, demonstrando a amizade entre as marinhas. Isso acontece graças ao espírito marinheiro que existe dentro de cada militar que se faz ao mar. "Navios veleiros exercem especial atração nos locais por onde navegam e atracam. As motivadas tripulações dessa navegação refletem a alma das suas embarcações. Marinheiro que somos temos enorme capacidade de superação, navegando não somente em bom tempo mas também em meio à tormenta”, afirmou.
 
Por fim, ele destacou o espírito do evento. “Somos um continente feliz que tem a união entre os povos, o que contribui para o progresso de todos e para a paz duradoura. Vamos transformar esse evento em inesquecível período de confraternização e comunhão”, destacou o Presidente do Comitê Executivo do Velas Latinoamerica 2022.

 

Veleiros participantes do Velas Latinoamerica podem ser vistos até sábado no Rio de Janeiro

15/02/2022
Eventos
Visitantes prestigiam os veleiros atracados no Píer Mauá
Agência Marinha de Notícias 
Rio de Janeiro, RJ
 
Os grandes veleiros do evento Velas Latinoamerica 2022 abriram, desde segunda-feira, para visitação pública, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. Eles podem ser vistos até sábado (19). Para conseguir o ingresso, que é gratuito, basta acessar o site, preencher um formulário e imprimir o ticket.  
 
"Vamos possibilitar a inscrição de 200 visitantes por 50 minutos, das 13h às 18h, até sexta-feira. As pessoas vão poder ver essas maravilhosas caravelas do futuro, de forma segura e dentro dos protocolos sanitários recomendados", disse o porta-voz do Velas Latinoamerica, Capitão de Mar e Guerra Cláudio Sousa Freitas. 
 
Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira, o Comandante Sousa Freitas incentivou as pessoas a conhecerem os navios “Cisne Branco” (Brasil), “Libertad” e “Bernardo Houssay” (Argentina), “Guayas” (Equador), “Unión” (Peru), “Capitán Miranda” (Uruguai) e “20 de Julio” (Colômbia). "São quase 900 metros de cais no qual a população poderá tirar fotos de diversos ângulos dos navios que estão ornamentados para receber a população carioca", afirmou. 
 
Dezenas de pessoas visitaram os grandes veleiros nesta segunda-feira. O empresário Vitor de Ângelo gostou do que viu. Foi a segunda vez que ele contemplou os navios. "É muito legal. Tanto que eu já tinha vindo em 2018. É muito bom receber a companhia dos nossos irmãos sul-americanos. É bonito, diferente, gratuito e um entretenimento para todos nós", destacou.  
 
Já a dentista Kezia Evangelote levou o filho Kevin para conhecer os navios que participam da etapa brasileira do Velas Latinoamerica 2022. Ela indica o passeio para outras mães que puderem se deslocar com a família para a Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro. "Achei tudo muito bonito. É um privilégio a gente poder ver o ‘Cisne Branco’ e esses outros grandes veleiros. O nosso navio é no estilo caravela o que o deixa lindo e imponente", comentou. 
 
 
 
Navio-Veleiro Cisne Branco 
O NVe “Cisne Branco” é conhecido como uma embaixada flutuante por ser um navio com funções diplomáticas e de relações públicas. Ele tem como missão representar o Brasil em eventos náuticos nacionais e internacionais, divulgar a mentalidade marítima e preservar as tradições marinheiras. 
 
O Comandante do navio, Capitão de Mar e Guerra Marcos André Araújo, destacou que “a expectativa é fazermos um excelente evento, com alegria e bom relacionamento entre as marinhas, respeitando-se os protocolos de saúde”. 
 
O navio foi construído na Holanda por encomenda da Marinha, visando às comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil. Na ocasião, no ano 2000, ele percorreu a “Rota do Descobrimento”, de Portugal até o nosso País. 
 
"Comandar um navio da Marinha é uma satisfação para qualquer marinheiro. Comandar o Cisne Branco é uma honra indescritível. É um navio que representa as tradições marinheiras e a história da navegação desde os barcos a vela até os dias atuais", lembrou o Comandante do navio brasileiro. 

 

A importância dos cabos submarinos no Brasil

15/02/2022
Ciência e Tecnologia

 

Marinha do Brasil apoia a logística de implantação dos sistemas em todo o País
 
Operação logística para lançamento de cabo submarino
 
Agência Marinha de Notícias 
 
Hoje completa um mês que um vulcão localizado nas proximidades de Tonga, país da Oceania, teve uma violenta erupção, provocando um tsunami no país e enviando cinzas e gases no ar. O caso talvez não tivesse gerado tanta repercussão no Brasil se não fosse o aparecimento de gases remanescentes do vulcão que alteraram o tom de cor do céu em diversas cidades brasileiras. Como consequência da erupção, houve, também, o rompimento de cabos submarinos que deixaram Tonga sem comunicação com o restante do mundo. 
 
Os cabos submarinos são essenciais para a transmissão de dados de telefone ou internet, por exemplo. Eles são comumente utilizados em redes internacionais de telecomunicações, interligam países e continentes e são fundamentais para a utilização da internet da forma como conhecemos atualmente. 
 
Cerca de 437 sistemas de cabos submarinos estão ativos no mundo, sendo lançados aproximadamente 100 mil km de novos cabos por ano. Em 1995, a distribuição entre a transmissão de dados de comunicações via cabos submarinos e satélite era de 50% para cada. Atualmente, essa relação é de 99% via cabos submarinos e 1% via satélites. 
 
Na parte marítima, os cabos submarinos são lançados por navios especializados, que têm a capacidade de lançamento e reparo, podendo contar, inclusive, com o apoio de um veículo submarino operado remotamente para a instalação. Os cabos de telecomunicação submarinos modernos são normalmente de fibra ótica, variando em termos de comprimento, topologia de rede e capacidade de transporte de dados. 
 
Situação no Brasil
No cenário brasileiro destacam-se a Anatel, o Ibama e a Marinha do Brasil (MB) como órgãos regulatórios, cada um com uma atribuição específica, cabendo à MB a atribuição de autorizar a instalação desses cabos, de acordo com as Normas da Autoridade Marítima e a Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário, que definem os registros operacionais necessários quando em Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB).
 
Na MB, as Capitanias dos Portos são as organizações militares responsáveis por acompanhar os processos de autorização de instalação de cabos submarinos em suas áreas de responsabilidade e encaminhar os documentos referentes ao projeto à Diretoria de Hidrografia e Navegação, bem como a planta final da situação – documento georreferenciado encaminhado, ao final da instalação do cabo submarino – ao Centro de Hidrografia da Marinha para que seja cartografado. 
 
Além da importância da interligação entre o Brasil e os outros países e continentes, também é importante que as cidades brasileiras estejam interligadas e possuam infraestrutura de comunicação adequada.
 
No Brasil, existem quatro principais pontos de conexão, sendo o mais importante o de Fortaleza (CE), que é considerado pela comunidade internacional como um grande hub intercontinental, funcionando como um polo conector entre diversos sistemas de telecomunicações via cabos submarinos. Os outros três polos relevantes estão situados em Santos (SP), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). 
 
Marinha no apoio ao Programa “Norte Conectado”
A região mais crítica em nosso País é a Região Norte. Por isso, o Governo Federal criou o Programa “Norte Conectado”, capitaneado pelo Ministério das Comunicações, que visa a atender a uma demanda reprimida por comunicação, incluindo a ampliação do acesso à internet, a melhoria da segurança e a redundância das redes terrestres existentes na região. 
 
Isso será possível por meio de infraestrutura de alta capacidade, com elevada confiabilidade e disponibilidade, que possibilitará o escoamento do tráfego de dados das instituições públicas de educação, saúde, segurança pública e justiça, dos poderes executivos Municipal, Estadual e Federal, bem como das operadoras de telecomunicações e dos provedores locais de acesso à internet em banda larga. 
 
Em uma ação, no dia 14 de janeiro, que faz parte do programa, a Marinha prestou apoio logístico para o lançamento de cabo subfluvial de fibra óptica de 770 quilômetros de extensão, no leito do Rio Amazonas, em Macapá (AP). 
 
A Capitania dos Portos do Amapá realizou a interdição fluvial e a segurança do tráfego aquaviário nas proximidades da área da Fazendinha (AP), com apoio do Navio-Patrulha “Bracuí”, do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte, da Lancha de Ação Rápida, do Grupo de Embarcações de Operações Ribeirinhas do Norte, e de outros órgãos de Segurança Pública. 
 
O Capitão dos Portos do Amapá, o Capitão de Mar e Guerra Kaysel Costa Ribeiro, avalia que com o Programa “Norte Conectado”, a notável melhora no acesso à internet para as comunidades mais afastadas da capital facilitará o trabalho de conscientização da Marinha do Brasil. “A população ribeirinha terá a oportunidade de acessar os serviços prestados pela Capitania, de se informar sobre as campanhas de conscientização para prevenção de acidentes e de contribuir para a segurança da navegação”, disse o comandante.
 
Atualmente, as redes de telecomunicações na Região Norte sofrem quedas constantes de conexão por falta de uma infraestrutura robusta de transporte de dados em fibra óptica, que geram  impactos à população local, ao comércio, à indústria e às estruturas administrativas municipais, estaduais e federais. 
 
 
 
Marinha atua em apoio ao Programa Norte Conectado 
 
De acordo com o Ministro de Comunicações, Fábio Faria, o programa tem o propósito de mudar esse quadro. “Com o Norte Conectado, vamos levar internet para milhões de brasileiros que hoje possuem pouca ou nenhuma conexão. Tudo isso sem derrubar uma árvore sequer, já que se trata de uma rede subfluvial. Essa verdadeira revolução que implementamos na região Amazônica não seria possível sem a parceria com a Marinha do Brasil”, afirmou.
 
 
                                               Foto: Ministério das Comunicações – Lucas Sizervinsk
Escola ribeirinha em Almeirim beneficiada pelo programa

 

 

Cerimonial à Bandeira da Marinha promove a cultura no centro do Rio

14/02/2022
Eventos

Cerimonial será realizado todos os dias, até o dia 18, entre 18h35 e 18h45

 

 

Veleiros participantes do Velas Latinoamerica atracados no Píer Mauá, no Centro do Rio de Janeiro
 
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, RJ
 
Foi disparada a contagem regressiva para o bicentenário da Independência do Brasil. Neste domingo (13), a Marinha do Brasil (MB) abriu o dia com um desfile naval na orla carioca e fechou o fim de semana com um Cerimonial à Bandeira, em frente ao prédio do Comando do 1º Distrito Naval, no Centro do Rio de Janeiro. Ambos os eventos aconteceram dentro da etapa brasileira da regata Velas Latinoamerica 2022, que ocorrerá de 13 a 20 de fevereiro, na cidade do Rio de Janeiro.
 
Muitos curiosos, que passavam pelo local, pararam para prestigiar a troca da Bandeira Nacional. O evento ocorreu simultaneamente ao pôr do sol na Praça Mauá e com o Museu do Amanhã como pano de fundo.
 
Cinco minutos antes de a cerimônia começar, o teólogo boliviano Pedro Antônio ficou surpreso com a novidade e vibrou com a oportunidade de acompanhar tudo de perto. "Tinha assistido no meu país, mas não no Brasil. É fantástico ver a troca da bandeira de todo país. É motivo de orgulho. Creio que todos os brasileiros devem ter esse patriotismo", disse.
 
A estudante Marta Molina também estava empolgada com o evento e ficou satisfeita em saber que a apresentação seria acessível ao público, bem perto dos olhos dela. "Eu nunca vi um cerimonial como esse. Acho interessante essa oportunidade de conhecer melhor a Marinha. Muito legal essa iniciativa de mostrar ao povo algo ligado ao patriotismo. Achei bem interessante trazer essa cultura para a população", afirmou.
 
Execução do cerimonial
O Pavilhão Nacional foi arriado ao som do Hino nacional brasileiro, executado ao vivo pela Banda do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, com os comandos do cerimonial emitidos por toques de corneta.
 
 
O Cerimonial à Bandeira foi acompanhado pelo público presente
 
 
O autônomo Leandro Cabral lembrou que apresentações como essa aumentam a autoestima dos cariocas e servem de cartão de visita das Forças Armadas. "Nós passamos por muitos problemas no Rio de Janeiro. Então, é sempre bom acompanhar esses eventos culturais. É um estímulo a mais para as pessoas conhecerem a Marinha e o que é feito pelas Forças Armadas do nosso País. Nunca tinha assistido a um Cerimonial à Bandeira."
 
O equatoriano William Steve ficou impressionado com o que viu. Achou que deu sorte de estar no lugar certo e na hora certa. "Achei bonito, legal e diferente. A gente nunca vê esse tipo de evento. Foi bom passear e parar para assistir. Gosto de ver o Brasil apresentando suas culturas e tradições."
 
Local: Comando do 1 Distrito Naval, ao lado da Praça Mauá e do Museu do Amanhã, entre 18h35 e 18h45.
 
 
Navio-Veleiro “Cisne Branco”, da Marinha do Brasil, durante o desfile Naval
realizado no dia 13 de fevereiro, na orla do Rio de Janeiro

 

Desfile de grandes veleiros marca início das celebrações do bicentenário da Independência do Brasil

13/02/2022
Eventos
Navio-Veleiro “Cisne Branco” durante o Desfile Naval
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro, RJ
 
Neste domingo (13), a Marinha do Brasil (MB) presenteou os cariocas com um desfile naval que marcou a abertura do evento Velas Latinoamerica 2022. Os cidadãos que saíram de casa para ir à praia foram surpreendidos com o que viram. Entre 8h e 12h deste domingo, seis grandes veleiros da Argentina, Brasil, Equador, Peru e Uruguai e um Navio-Patrulha da Colômbia percorreram as praias da Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema e Copacabana.
 
A médica Rita Vilela, que apreciou o desfile da praia de Copacabana, agradeceu aos organizadores da regata internacional pelo presente antecipado. "Eu vim caminhar e me deparei com essa surpresa linda. Vi cada veleiro maravilhoso. O Brasil está de parabéns em organizar esse evento." 
 
O aposentado Alvanir Bezerra de Carvalho se sentiu prestigiado por poder conhecer melhor os veleiros do Brasil e dos países da América Latina. "Ver navio à vela é a coisa mais bonita que tem. Além de que há também no desfile um navio da Marinha e eu quero prestigiar a nossa Armada."
 
A emoção também foi grande para quem estava a bordo dos veleiros. O Comandante do Navio-Veleiro “Cisne Branco”, Capitão de Mar e Guerra Marcos André, descreveu o que sentiu no momento em que cruzou a orla carioca. "Foi uma imensa alegria participar do desfile naval com a população nos assistindo das praias. É uma satisfação ver as pessoas da perspectiva do navio. Pudemos fazer uma navegação bem perto do litoral. É o primeiro evento da grande comemoração que é os 200 anos da Independência do Brasil".
 
População assistiu ao desfile na orla carioca
 
Marinhas Amigas da América Latina
O Comandante da Marinha do Uruguai, Almirante Jorge Wilson, acompanhou o desfile da Escola Naval (EN), primeira instituição de ensino superior do Brasil, onde são formados os oficiais da Armada, do Corpo de Fuzileiros Navais e do Corpo de Intendentes da MB. Ele aproveitou o momento para lembrar dos laços de amizade que possui com a Marinha do Brasil. "O Uruguai está participando com o veleiro "Capitán Miranda". Fomos muito bem recebidos, como sempre acontece. Estamos muito agradecidos por esse convite da Marinha do Brasil e do povo brasileiro."
 
O Comandante da Marinha da Argentina, Almirante de Esquadra Julio Guardia, que também assistiu ao desfile da EN, destacou que está feliz por poder participar do primeiro grande evento dos 200 anos da independência brasileira."O evento está sendo um grande sucesso. Para nós é uma grande honra estarmos aqui com dois navios: a "Fragata Libertad” e veleiro “Bernardo Houssay”, da Prefeitura Naval da Argentina. Os navios da América Latina estão acompanhando as comemorações do Bicentenário do Brasil." 
 
Tripulação do “Cisne Branco” durante o desfile
 
200 anos da Independência do Brasil
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, não pôde participar do evento no Rio de Janeiro, mas fez questão de gravar uma mensagem que foi exibida na Escola Naval. 
 
"Neste ano, comemoramos 200 anos da nossa Independência. Reconhecendo a importância da nossa Marinha nesse processo, organizamos o Velas Latinoamerica 2022, como parte das comemorações pelo Bicentenário. É uma grande satisfação ser o país anfitrião desse encontro internacional de grandes veleiros da América Latina, que tem o objetivo de fortalecer os laços de amizade entre nossas nações. Aproveitem esse grande evento e conheçam um pouco mais sobre a nossa Pátria amada Brasil."
 
O Comandante da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, resgatou fatos históricos para lembrar o quanto a Marinha do Brasil foi importante para a nossa Independência. "Após o Grito do Ipiranga, a Marinha do Brasil, por meio da então recém-criada Armada Imperial, teve participação decisiva nos episódios que culminaram com a Independência do Brasil, combatendo no mar os principais focos de resistência à nossa soberania e liberdade."
 
O evento
A etapa brasileira se iniciou hoje com o Desfile Naval dos navios participantes, que percorreram a orla carioca e desfilaram pelas praias da Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana. 
 
Em prol do meio ambiente, os tripulantes dos navios participarão de uma “Jornada Ecológica” no dia 16 de fevereiro, de modo a contribuir com a limpeza das águas (Regata Ecológica) e das praias (“Clean Up Day”) de Baía da Guanabara. 
 
As atividades se encerrarão no dia 20, com o Desfile Naval de despedida, quando os navios seguirão para o próximo destino, em Montevidéu, no Uruguai. Durante o evento náutico, ao longo de quatro meses, os navios veleiros visitarão importantes cidades e portos do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, Panamá, Colômbia, República Dominicana, Curaçao e México.
 
Veja aqui as fotos do evento no flickr
 

 

Velas Latinoamerica 2022: sete países participam de evento que começa neste domingo no Rio de Janeiro

11/02/2022
Eventos
Navios-Veleiros durante desfile naval
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro-RJ
 
O Bicentenário da Independência do Brasil é no dia 7 de setembro deste ano, mas as comemorações iniciam neste fim de semana, quando o Rio de Janeiro será sede do evento Velas Latinoamerica 2022, entre os dias 13 e 20 de fevereiro. O evento, que acontece de quatro em quatro anos, reunirá navios de sete países das Américas (Brasil, Argentina, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e México). O Brasil é o país anfitrião desta edição e tem como representante o Navio-Veleiro (NVe) “Cisne Branco”.
 
Assista ao vídeo de divulgação
 
"O maior objetivo do evento é fortalecer os laços de amizade e profissionalismo, por meio do intercâmbio operacional e cultural entre as marinhas latinoamericanas", afirmou o porta-voz do Velas Latinoamerica, Capitão de Mar e Guerra Claudio Sousa Freitas.
 
No domingo, a cidade do Rio de Janeiro será palco do desfile que ocorrerá a partir das 8h, quando os sete veleiros participantes passarão pelas praias da Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema e Copacabana. Quem for à orla carioca poderá ver de perto os navios “Cisne Branco” (Brasil), “Libertad” e “Bernardo Houssay” (Argentina), “Guayas” (Equador), “Unión” (Peru), “Capitán Miranda” (Uruguai) e “20 de Julio” (Colômbia). O navio mexicano “Cuauhtémoc” não participará da etapa brasileira.
 
"A expectativa para o evento é muito alta porque estamos falando de navios que têm um grande apelo visual. Tratam-se de veleiros com quatro mastros e, na sua maioria, são navios-escola que estarão no Porto do Rio de Janeiro para promover atividades culturais", disse o Comandante Sousa Freitas.
 
O evento acontece de 13 de fevereiro a 28 de junho, nos mares da
América do Sul e do Caribe. São 13 portos em 11 países
 
"O evento reúne veleiros que fazem parte da formação marinheira. Não se trata apenas do presente, mas também do futuro. Os jovens estão sendo educados nos veleiros para serem esse futuro de paz e estabilidade", ressaltou o Comandante do Navio-Veleiro “Cisne Branco”, Capitão de Mar e Guerra Marcos André.
 
Após a travessia, os navios atracarão no cais do Pier Mauá. A etapa brasileira termina no dia 20 de fevereiro, quando ocorrerá o desfile naval de despedida. A partir daí, os navios seguirão para o próximo destino: Montevidéu, no Uruguai.
 
Durante o evento náutico, ao longo de quatro meses, os navios veleiros visitarão as mais importantes cidades e portos do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, Panamá, Colômbia, República Dominicana, Curaçao e México. 
 
"O Velas Latinoamerica está na sua quarta edição, ou seja, é um evento náutico consolidado e já historicamente estabelecido. Ele marca uma integração, irmandade e harmonia que existe entre as marinhas participantes", disse o Comandante Marcos André.
 
Navio-Veleiro “Cisne Branco”
O NVe “Cisne Branco” exerce funções diplomáticas e de relações públicas, tendo como missão representar o Brasil em eventos náuticos nacionais e internacionais, divulgar a mentalidade marítima e preservar as tradições navais.
 
O “Cisne Branco” é o terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil e foi construído pelo estaleiro Damen Oranjewerf, em Amsterdã, Holanda. Teve sua quilha batida em 9 de novembro de 1998, foi batizado e lançado ao mar em 4 de agosto de 1999. No ano seguinte, foi submetido à Mostra de Armamento e incorporado à Armada brasileira em 9 de março. 
 
Por ocasião da largada da Regata Internacional Comemorativa aos 500 Anos do Descobrimento do Brasil, percorreu a “Rota do Descobrimento”, de Portugal ao Brasil.
 
 
NVe “Cisne Branco” durante o Velas Latinoamerica 2018
 
 
Acesse nosso Flickr e veja as fotografias do Velas Latinoamerica 2018.

 

Marinha intensifica ações de prevenção a acidentes de navegação, em Cametá (PA)

11/02/2022
Segurança da Navegação
Militar conversa com população local sobre práticas
que evitam acidentes de navegação
 
Por meio da Campanha “Rios Seguros”, o Comando do 4° Distrito Naval (Com4ºDN) mobilizou mais de 30 militares, no período de 8 a 11 de fevereiro, em ações de inspeção naval e outras iniciativas em prol da segurança da navegação, no município de Cametá, nordeste do Pará, onde mais de 230 pessoas receberam instruções, por meio de palestras sobre práticas individuais e coletivas, que promovam a prevenção de acidentes, como o escalpelamento.
 
Foram doados 155 coletes salva-vidas; instaladas 83 coberturas de eixo de motores em pequenas embarcações da região; distribuídas 50 toucas para mulheres e crianças prenderem os cabelos; entregues panfletos e cartazes educativos em portos, feiras e locais com maior fluxo de circulação de pessoas. Além disso, foram realizados serviços de regularização de documentação das embarcações e de condutores, como segunda via da carteira marítima, transferência de jurisdição da Caderneta de Inscrição e Registro, inscrição de embarcação, renovação de título de embarcação e transferência de propriedade de embarcação.
 
Mãe e filha recebem toucas para proteção de cabelos
durante navegação em embarcações de uso familiar
 
A campanha tem como objetivo combater os acidentes da navegação, estimulando a mentalidade fluvial junto a comunidades ribeirinhas, por meio de iniciativas voltadas para a segurança da navegação, prevenção da poluição, a salvaguarda da vida humana, de seus tripulantes, passageiros e cargas.
 
As ações foram promovidas pela Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), com apoio da Secretaria Municipal de Educação e Prefeitura Municipal de Cametá; da Secretaria de Saúde do Estado do Pará; da Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda; do Conselho Regional de Psicologia; e da Organização não Governamental Amigos Voluntários do Pará. Para esta comissão, foram empregados o Aviso Auxiliar “Breves” do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte e a Agência Escola Flutuante “Ajuri II” da CPAOR.
 
Famílias ribeirinhas recebem doação de coletes salva-vidas

 

Comandante da Marinha visita o 9º Distrito Naval e homenageia militares

11/02/2022
Homenagem
Familiares do homenageado recebem as platinas das mãos
do Comandante da Marinha
 
O Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, cumpriu agenda institucional, no dia 4 de fevereiro, em Manaus (AM), visitando a sede do Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN) e organizações militares subordinadas. A bordo do Navio de Assistência Hospitalar “Oswaldo Cruz”, ocorreu uma cerimônia em homenagem ao Suboficial Lenivaldo de Souza Filho, falecido durante uma ação de patrulha naval, na foz do Rio Uatumã, no Amazonas.
 
Durante a cerimônia, com a presença dos seus familiares, o Suboficial Souza Filho foi promovido, post-mortem, ao posto de Segundo-Tenente. Na ocasião, o Empurrador Portuário "Jaú", embarcação pertencente à Estação Naval do Rio Negro, foi rebatizado, passando a ser chamado de Segundo-Tenente Souza Filho.
 
Comandante da Marinha durante imposição da Medalha Mérito Tamandaré
ao Segundo-Sargento (FN) Fábio
 
O Comandante da Marinha também condecorou com a Medalha Mérito Tamandaré o Segundo-Sargento (FN) Fábio Santos dos Santos, que sobreviveu após ser alvejado na mesma missão. A condecoração é um reconhecimento da Marinha pela conduta de bravura do militar.
 
Em pronunciamento aos presentes, o Almirante Garnier destacou que “tais iniciativas não trarão de volta o Tenente Souza Filho ao convívio dos que o amavam. São apenas uma singela maneira da nossa Marinha levar um pouco de conforto aos seus entes queridos, mostrando que ele jamais será esquecido por nós. A Marinha também seguirá lutando, para que a sua morte não fique impune”.
 
No evento, o Comandante da Marinha esteve acompanhado pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, e do Chefe do Gabinete do Comandante da Marinha, Vice-Almirante Antônio Capistrano de Freitas Filho.

 

Comandante da Marinha acompanha ações da Força na tríplice fronteira com Colômbia e Peru

11/02/2022
Cuidando da nossa gente
Comandante da Marinha acompanhou atendimentos
realizados a bordo do NAsH “Soares de Meirelles”
 
Durante visita ao Comando do 9° Distrito Naval, o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, esteve, em 3 de fevereiro, na sede da Capitania Fluvial de Tabatinga (CFT) localizada na região amazônica da tríplice fronteira com Colômbia e Peru.
 
Na ocasião, o Comandante da Marinha acompanhou as atividades da CFT voltadas para a promoção da segurança da navegação, da salvaguarda da vida humana e a prevenção da poluição hídrica, em uma região estratégica da jurisdição do 9º Distrito Naval. Em 2021, na área da Amazônia Ocidental, a Marinha do Brasil inspecionou cerca de 50.000 embarcações, das quais, aproximadamente, 5.000 foram notificadas em função de alguma irregularidade e 2.000 apreendidas e retiradas de circulação.
 
Após a visita à CFT, o Almirante Garnier presenciou as ações desenvolvidas pelo Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Soares de Meirelles” na comunidade de Santa Luzia, no município de Benjamin Constant (AM).
 
Almirante de Esquadra Garnier durante pronunciamento
aos militares na sede da CFT
 
O navio, subordinado ao Comando da Flotilha do Amazonas, ofereceu atendimentos médicos, odontológicos e de enfermagem, além de exames clínicos e laboratoriais, aplicação de vacinas e distribuição de medicamentos, para os ribeirinhos da região.
 
Com muito carinho, pude conversar com algumas pessoas e, assim, sentir de perto o impacto positivo do nosso apoio na vida de todos. Em 2021, os nossos ‘Navios da Esperança’ realizaram cerca de 40.000 atendimentos em 138 diferentes comunidades ribeirinhas”, declarou o Comandante da Marinha, após a visita ao NAsH “Soares de Meirelles”.

 

Marinha celebra acordo para coleta de dados ambientais na Barra Norte do Rio Amazonas

11/02/2022
Relacionamento institucional
Comandante do 4º Distrito Naval e representante da Unipilot oficializam
Acordo de Cooperação, em Belém (PA)
 
O Comando do 4º Distrito Naval celebrou, no dia 8 de fevereiro, em Belém (PA), um Acordo de Cooperação Técnica entre a Marinha e a Cooperativa de Apoio e Logística aos Práticos da ZP1 Ltda (Unipilot), a fim de implantar e operacionalizar um sistema para determinação de Folga Dinâmica Abaixo da Quilha, com a consequente definição do calado máximo operacional para a navegação na Barra Norte do Rio Amazonas.
 
A celebração prevê o monitoramento de dados ambientais, bem como a realização de avaliações e testes em prol do transporte e da segurança da navegação.

 

Marinha realiza manutenção de faróis no Arquipélago do Bailique (AP)

11/02/2022
Segurança da Navegação
Militar da CPAP realiza manutenção no farolete Ponta do Céu
 
A Capitania dos Portos do Amapá (CPAP) realizou, no período de 31 de janeiro a 9 de fevereiro, a Comissão “Farolex” com objetivo de inspecionar e promover manutenção preventiva e corretiva nos faróis Guará, Bailique e farolete Ponta do Céu, todos no Arquipélago do Bailique, no Amapá.
 
O farolete Ponta do Céu, que se encontrava inoperante, foi restabelecido e nos demais foi realizado recarregamento de baterias. A ação contribuiu para a manutenção, conservação e operação dos auxílios à navegação do local, favorecendo a segurança da navegação nas águas interiores da região.
 
Embarcação atraca no Farolete Ponta do Céu

 

NAsH “Doutor Montenegro” realiza atendimentos em comunidades durante a subida do Rio Juruá

10/02/2022
Cuidando da nossa gente
NAsH “Doutor Montenegro” navegando no Rio Juruá
 
O Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Doutor Montenegro” atendeu, até o dia 1º de fevereiro, 14 comunidades ribeirinhas localizadas no Rio Juruá, nos Estados do Amazonas e Acre, durante a 22ª edição da Operação “Acre”. Foram atendidas 831 pessoas, com a realização de 1.433 procedimentos, 546 exames e 202 atendimentos odontológicos.
 
Nessas localidades, além de consultas médicas, odontológicas e atendimento farmacêutico, a equipe de saúde do navio promoveu, também, palestras informativas e a distribuição de 1.717 medicamentos.
 
A Operação “Acre” teve início no dia 11 de janeiro e seguirá até maio. Por conta do regime de águas do Juruá, três lanchas orgânicas foram empregadas para transportar a equipe de saúde para algumas comunidades.
 
Durante os atendimentos, o navio está doando alimentos, roupas e brinquedos oriundos de doações.
 
Equipe de saúde do navio durante atendimento
em comunidade ribeirinha

 

Comando do 8º Distrito Naval encerra campanha de arrecadação de doações

10/02/2022
Cuidando da nossa gente
Militares durante embarque dos gêneros arrecadados,
em frente à sede do Com8ºDN
 
O Comando do 8º Distrito Naval (Com8ºDN) entregou, no dia 4 de fevereiro, a última etapa de doações arrecadadas em favor da população atingida pelas chuvas em Minas Gerais e na Bahia. Foram coletadas mais de quatro toneladas de donativos, entre cestas básicas, itens de vestuário e roupas de cama e banho, como fruto da ação solidária promovida pelo Com8°DN, com o apoio de suas organizações militares subordinadas, da Diretoria Seccional das Voluntárias Cisne Branco e da Sociedade Amigos da Marinha.
 
Todo o material arrecadado foi entregue em postos designados do Programa “Pátria Voluntária”, do Governo Federal, que visa à promoção do voluntariado, incentivando o engajamento social e a participação cidadã em ações que contribuam para o bem-estar dos que mais necessitam.
 

Diretor de Portos e Costas esclarece dúvidas sobre segurança da navegação

09/02/2022
Segurança da Navegação


Embarcação da Marinha em ação de inspeção naval (Foto: Acervo)

Agência Marinha de Notícias
Brasília, DF
09/02/2022

Nós últimos dez anos, a Diretoria de Portos e Costas (DPC) constatou um aumento significativo do número de embarcações no País. O total saltou de 687.885 para 992.697, um acréscimo de quase 45%. Isso fez com que a Marinha do Brasil (MB) redobrasse a atenção com a Segurança do Tráfego Aquaviário (STA). O maior fluxo de navegação nos mares, rios e lagoas demandou mais ações de fiscalização da MB.

Nesse contexto, a fim de abordar questões sobre STA, a Agência Marinha de Notícias conversou com o Diretor de Portos e Costas, Vice-Almirante Sergio Renato Berna Salgueirinho. Nesta entrevista, ele ressaltou a importância da MB fiscalizar o tráfego aquaviário, explicou como ocorrem as inspeções navais e esclareceu de quem é a responsabilidade sobre o zoneamento e a sinalização dos espelhos d´água.

Cabe à DPC, dentre outras atividades, representar a Autoridade Marítima (Marinha do Brasil) no que tange à normatização e à fiscalização dos assuntos ligados à segurança da navegação, à Marinha Mercante, ao ensino profissional marítimo e à prevenção da poluição hídrica causada por embarcações. A MB possui capilaridade por todo o território nacional, principalmente por meio de suas Capitanias, Delegacias e Agências.

Agência Marinha de Notícias: Qual a importância da Marinha fiscalizar o tráfego aquaviário?

Almirante Salgueirinho: De acordo com o contido na Lei nº 9.537/1997, compete à Marinha do Brasil, como Autoridade Marítima Brasileira, fiscalizar o tráfego aquaviário. Tal fiscalização tem como objetivo promover, antes de tudo, ações educativas e de orientação aos tripulantes de embarcações sobre a segurança da navegação, a salvaguarda da vida humana e a prevenção da poluição hídrica, a partir de embarcações, plataformas e suas instalações de apoio, seja no mar ou nas hidrovias interiores.

Como acontece essa fiscalização?

A fiscalização aquaviária ocorre por meio de ações de inspeção naval, na qual são deslocadas equipes das Capitanias dos Portos, suas Delegacias e Agências subordinadas, empregando suas embarcações e viaturas, de modo a verificar in loco as condições gerais das embarcações, a habilitação dos condutores e da tripulação, o estado do seu material de salvatagem e de combate a incêndio, a existência de eventual excesso de lotação, entre outros aspectos. Todo esse esforço se justifica porque é por este método que se diminuem os números de acidentes náuticos e se educa os condutores e tripulantes de embarcações.

Todos os anos, a Marinha promove a chamada Operação “Verão”. Por meio de Ações de Fiscalização do Tráfego Aquaviário (AFTA), tanto no litoral, quanto em águas interiores, a Marinha atua em todo o território nacional, por meio de seus nove Distritos Navais (DN) e suas 68 Capitanias (CP), Delegacias (DL) e Agências (AG), todos com um único objetivo em comum: conscientizar condutores e passageiros a navegar com segurança, a fim de se evitar acidentes e preservar vidas humanas.

Na maioria dos Distritos Navais, as ações de fiscalização são intensificadas nos meses de dezembro a março, pois é no período do verão que se observa expressivo aumento do tráfego das embarcações de esporte e lazer nas águas brasileiras, devido ao período de férias e às festividades típicas desta época do ano.

Apesar de incrementarmos os esforços de fiscalização durante os meses da Operação “Verão”, as ações educativas e fiscalizatórias não se limitam a uma única época do ano. O trabalho constante de conscientização é fundamental para que a segurança da navegação e o lazer sigam juntos, no mesmo barco, tendo sempre como foco a redução das situações de acidentes causados pelo não cumprimento das normas de segurança da navegação.

Quem coordena a fiscalização dos mares, rios e lagoas?

A fiscalização dos mares, rios e lagoas é realizada sob coordenação dos Comandos dos Distritos Navais (DN), Organizações Militares da MB que coordenam as ações de fiscalização das suas áreas de jurisdição e são efetuadas pelas equipes de inspeção naval das CP/DL/AG subordinadas. Diariamente, embarcações são abordadas com o intuito de verificar se estão cumprindo os requisitos técnicos estabelecidos nas Normas da Autoridade Marítima (NORMAM), no que se refere aos equipamentos e materiais obrigatórios, documentação e habilitação dos seus tripulantes.

O que cabe à Marinha na Segurança do Tráfego Aquaviário (STA)?

As atribuições da Marinha do Brasil, como Autoridade Marítima, estão descritas no artigo 4º da Lei nº 9.537, de dezembro de 1997, que dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário em águas sob jurisdição nacional. Conforme estabelecido nessa lei, a MB dispõe de atribuições, tais como: elaborar normas para habilitação e cadastro dos aquaviários e amadores; elaborar normas para o  tráfego das embarcações; realização de inspeções navais e vistorias; cadastramento de empresas de navegação; e aplicação de penalidade, dentre outras.

Qual é o propósito de uma inspeção naval? O que é verificado?

A inspeção naval é uma atividade de cunho administrativo, que consiste na fiscalização do cumprimento da Lei 9.537. O propósito é garantir a salvaguarda da vida humana e a segurança da navegação, no mar aberto e em hidrovias interiores, além de prevenir a poluição ambiental por parte de embarcações, plataformas e suas instalações de apoio.

Durante a atividade de inspeção naval são verificados os certificados das embarcações, o correto posicionamento dos coletes salva-vidas, a existência e o posicionamento dos equipamentos de segurança e de salvatagem. Também verificamos a existência e a sinalização das saídas de emergência e seu livre acesso, o funcionamento de equipamentos de bordo, os certificados dos tripulantes e demais partes documentais, entre outros requisitos previstos nas NORMAM.

Quais os procedimentos adotados pelas Capitanias, Delegacias e Agências quando acontece um acidente?

Quando acontece um acidente envolvendo embarcações e a Marinha é informada da ocorrência, a Capitania, Delegacia ou Agência, cuja jurisdição abrange o local do acidente, desloca suas equipes de prontidão de Busca e Salvamento – as chamadas equipes SAR - para o local informado, a fim de prestar o atendimento e o apoio inicial necessário. Constatado o acidente, após prestados os primeiros socorros às pessoas feridas, é instaurado um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas do acidente e seus eventuais responsáveis.

Como funciona, no Brasil, o zoneamento e a sinalização dos espelhos d´água?

A Lei nº 9.443/1997 institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Quanto à sinalização, caso seja de interesse dos estados e municípios estabelecer a sinalização náutica, a NORMAM-17/DHN (Portaria DHN/DGN/MB Nº 6, de 12 de maio de 2021) dispõe sobre as Normas da Autoridade Marítima para Auxílios à Navegação.

O Agente da Autoridade Marítima pode assessorar o Poder Estadual/Municipal quanto aos requisitos técnicos para a implantação da sinalização adequada para cada caso. Considero que o estabelecimento do zoneamento do espelho d’água e a correspondente sinalização daquele espaço definido por Decreto Municipal são fatores de sucesso na redução do potencial de acidentes náuticos, uma vez que deixam claro a todos os usuários do espaço em questão quanto à divisão do espaço para cada categoria, sejam banhistas, embarcações motorizadas, ou outros tipos de embarcações sem propulsão a motor, como os stand up paddles (SUP), por exemplo.


Para acionar a Marinha do Brasil em uma emergência náutica o cidadão deverá fazer contato com o Salvamar Brasil (https://www.marinha.mil.br/salvamarbrasil/) pelo telefone 185, que deve ser utilizado exclusivamente para emergências marítimas e fluviais. Esse telefone é dedicado para atendimento da salvaguarda da vida humana no mar em todo o território brasileiro.

Para o caso de uma denúncia, deve-se procurar o telefone da Capitania, Delegacia ou Agência responsável pela área de interesse.

Visualize aqui a Capitania, Delegacia ou Agência mais próxima de sua localidade

 

Marinha apoia Expedição Mundial “Voz dos Oceanos” no Delta do Parnaíba (PI)

08/02/2022
Segurança da Navegação
Marinha presta apoio à Família Schurmann na água e em terra
 
A Capitania dos Portos do Piauí (CPPI) prestou apoio, em 1º de fevereiro, à Família Schurmann, que está realizando, desde agosto de 2021, a Expedição Mundial “Voz dos Oceanos”. A pedido da Superintendência de Turismo da cidade Parnaíba, a Marinha auxiliou a entrada do veleiro na área do Delta do Parnaíba para que não sofresse nenhuma avaria devido aos bancos de areias e pedras na foz do Rio Igaraçu, um dos braços do Rio Parnaíba.
 
A Expedição teve início na cidade de Balneário Camboriú (SC) e passará por 65 pontos no Brasil e no mundo, até desembarcar na Nova Zelândia, no segundo semestre de 2023.
 
Apoio no transporte da tripulação até o cais
 
O Comandante Vilfredo Schurmann expressou sua satisfação em ter o Piauí na rota. “Este momento é uma oportunidade de ampliar nosso roteiro nacional, valorizando ainda mais o Nordeste e incluindo o Norte em nossa jornada e contemplar praticamente toda a costa litorânea do Brasil. Estamos muito felizes por conseguir passar pelo Piauí. Agradecemos à Marinha por nos apoiar na belíssima área do Delta do Parnaíba”, disse.

 

Marinha recebe coberturas de eixo de motor para combater escalpelamento

08/02/2022
Segurança da Navegação
Material será instalado gratuitamente em
embarcações de comunidades ribeirinhas
 
A Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR) recebeu, no dia 2 de fevereiro, 55 coberturas de eixo de motor de embarcação doadas pela empresa Ocrim e pela Praticagem Barra do Pará, com o objetivo de coibir acidentes de escalpelamento no Norte do País. O material doado será instalado gratuitamente pela Marinha em embarcações regionais em comunidades ribeirinhas para prevenir este tipo de tragédia.
 
Capitão dos Portos e representantes das empresas Ocrim e Praticagem Barra do Pará debatem sobre formas de combater o escalpelamento
 
Na entrega das coberturas de eixo, estiveram presentes o Superintendente da empresa de Praticagem Barra do Pará, Jorge Luiz Barbeito, e o Diretor da empresa Ocrim, Ruy Zanardi. Na ocasião, debateram com o Capitão dos Portos parcerias para desenvolver campanhas de combate e prevenção ao escalpelamento, de salvaguarda da vida humana e a prevenção da poluição junto à comunidade ribeirinha, com o objetivo de estimular a edificação da mentalidade fluvial voltada para a segurança das embarcações, de seus tripulantes, passageiros e cargas.

 

IEAPM abre inscrições para Mestrado e Doutorado em Biotecnologia Marinha

08/02/2022
Capacitação
Inscrições para processo seletivo permanecerão abertas até 10 de março
 
A Marinha informa que estão abertas as inscrições para o Programa Associado de Pós-Graduação em Biotecnologia Marinha (PPGBM) do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). O Edital nº 01/2022, publicado em 2 de fevereiro, prevê o preenchimento de dez vagas em nível de Mestrado e dez de Doutorado. As inscrições podem ser realizadas até 10 de março.
 
O processo seletivo, destinado aos interessados com graduação nas áreas de Ciências Biológicas, Exatas e da Terra, abrange etapas como análise do projeto de pesquisa, entrevista e prova escrita de língua inglesa, que serão realizadas de modo virtual, em observância às medidas de enfrentamento da Covid-19. O resultado será publicado em 21 de março, de acordo com o cronograma de eventos. Mais informações podem ser encontradas no Edital publicado na página do Curso na internet (https://www.marinha.mil.br/ieapm/programa-de-pos-graduacao).
 
A Marinha e o IEAPM, Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT) subordinada ao Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ), inserem-se na história dos estudos de Biologia Marinha e Oceanografia no Brasil desde a década de 1970, por meio de variadas cooperações técnicas e científicas, em benefício da preservação do meio ambiente marinho e do desenvolvimento socioeconômico do País.

 

Comitiva da Polícia Federal realiza visita técnica ao COMPAAz

08/02/2022
Relacionamento institucional
Comandante do COMPAAz apresenta os Sistemas Operacionais ao
Diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção
 
O Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz) recebeu, nos dias 31 de janeiro e de fevereiro, a comitiva da Polícia Federal (PF), com objetivo de apresentar as especificidades de operação dos meios navais e apoios, visando à elaboração de um Protocolo de Execução entre o Comando de Operações Navais (ComOpNav) e a PF, com vista ao treinamento e apoio logístico a operações interagências.
 
A comitiva, composta pelo Diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, Delegado de Polícia Federal Luis Flavio Zampronha de Oliveira, acompanhado do Coordenador-Geral de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Direitos Humanos, Delegado de Polícia Federal Daniel Daher, do Chefe da Divisão de Apoio e Supervisão a Operações, Delegado de Polícia Federal Caio Porto Ferreira e do Responsável pela Logística da Divisão de Apoio e Supervisão a Operações, Delegado de Polícia Federal Celso Mochi, foi recebida pelo Comandante do COMPAAz, Contra-Almirante Gustavo Calero Garriga Pires, e pelo Comandante do Centro de Operações Marítimas (COpMar), Capitão de Mar e Guerra João Batista Barbosa.
 
Inicialmente, o COpMar realizou a apresentação institucional do COMPAAz, a fim de atualizar os representantes da PF sobre a nova estrutura de Comando e Controle no âmbito do ComOpNav. Em seguida, o Almirante Garriga realçou o emprego da Marinha (MB) no cumprimento de suas tarefas subsidiárias e os significativos resultados alcançados nos últimos anos em prol do Estado brasileiro, reforçando a disponibilidade da MB de atuar no mar e em águas interiores, em conjunto com a PF, na repressão da pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, bem como de crimes relacionados ao Meio Ambiente e aos Direitos Humanos.
 
Comandante do COMPAAz recepciona a comitiva da PF
 
Durante o encontro, os delegados visitaram o Centro de Controle do Tráfego Marítimo, onde conheceram os principais sistemas de monitoramento utilizados pelo Centro Integrado, em especial, o Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo. Na ocasião, a comitiva também foi recebida pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, e pelo Chefe do Estado-Maior do ComOpNav, o Contra-Almirante Alexander Reis Leite.

 

Comando do 1º Distrito Naval inicia recrutamento fora de sede

08/02/2022
Formação militar-naval
Aproximadamente 600 jovens serão apresentados para
ingresso na Marinha
 
O Comando do 1º Distrito Naval iniciou, em 31 de janeiro, a fase de conhecimento e designação para a seleção do Serviço Militar Obrigatório das organizações militares fora da sede do Rio de Janeiro.
 
O processo teve início na Escola de Aprendizes-Marinheiros do Espírito Santo (EAMES) e, na sequência, será realizado na Base Naval de São Pedro da Aldeia, Capitania Fluvial de Minas Gerais, Delegacia de Furnas, Colégio Naval e, por fim, no Sanatório Naval de Nova Friburgo, este último, entre 21 e 25 de fevereiro.
 
Ao todo, espera-se apresentar cerca de 600 jovens, com o intuito de ingressar na Marinha e, assim, compor a Turma I de Marinheiros-Recrutas (MN-RC).
 
 
Durante o recrutamento, os jovens realizaram o cadastramento na EAMES

 

Navio-Patrulha “Grajaú” realiza apoio à Operação “Verão”

04/02/2022
Operação "Verão"
 
Aspirantes da Escola Naval durante ação de inspeção naval a
bordo do Navio-Patrulha “Grajaú”
 
O Navio-Patrulha “Grajaú”, subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste, realizou, no período de 18 a 28 de janeiro, comissão em apoio à Operação “Verão”, abrangendo a área compreendida entre os portos de Natal (RN) e Maceió (AL). As atividades foram acompanhadas por três Aspirantes da Escola Naval, os quais estão cumprindo o “Estágio de Verão” no âmbito do 3° Distrito Naval.
 
Na ocasião, quatro embarcações foram abordadas pela equipe de inspeção naval. As ações têm o objetivo de fiscalizar e garantir o cumprimento das normas e leis relativas à segurança do tráfego aquaviário, à salvaguarda da vida humana no mar e à prevenção da poluição hídrica.
 
Embarcação do Navio-Patrulha “Grajaúdurante inspeção naval
 
Durante a Comissão, o navio cumpriu um planejamento visando à familiarização dos Aspirantes com a vida no mar, permitindo o conhecimento das funções e atribuições que assumirão nos navios da Marinha após concluírem a formação na Escola Naval.

 

Marinha realiza inspeção e manutenção de auxílios à navegação no Rio Pará

04/02/2022
Segurança da Navegação
 
Aviso Balizador “Denébola” próximo ao Farolete Boiuçu
 
O Centro de Hidrografia e Navegação do Norte (CHN-4) realizou, entre os dias 21 de janeiro e de fevereiro, inspeção e manutenção de oito auxílios à navegação no Rio Pará e na região dos Estreitos, incrementando a segurança da navegação. Nesta ação, foi empregado o Aviso Balizador “Denébola”, que colaborou para que o CHN-4 elevasse seu índice de eficácia em mais de 20% com o restabelecimento de sinais fixos e flutuantes.
 
Militares do CHN-4 inspecionam sinal “BL-1 Pedras de Santo Antônio”
 
Para o aumento deste índice, foi realizado um planejamento detalhado das atividades de lançamento de sinais flutuantes, reconstrução de sinais fixos, restabelecimento e manutenções periódicas. O CHN-4 possui 103 sinais náuticos sob sua responsabilidade. Um dos fatores que prejudica o índice de eficácia e a segurança da navegação é o vandalismo, como furtos e depredações. Para combater esta prática, a Marinha realiza campanhas de conscientização e incentiva que a população denuncie qualquer irregularidade.

 

Marinha presta apoio à Abin, no Amapá

04/02/2022
Segurança da Navegação
 
Servidores da Abin e militares da Capitania
 
A Capitania dos Portos do Amapá prestou apoio logístico à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), transportando pessoal entre as orlas de Macapá e Santana (AP). A ação ocorreu em janeiro e teve como propósito o fortalecimento da Inteligência Marítima e a troca de experiências na navegação no Rio Amazonas, com foco na sinalização de áreas que dão acesso aos furos e igarapés que adentram as duas cidades.
 
A cooperação entre Marinha, Abin e outros órgãos contribui para a segurança do tráfego aquaviário na Foz do Rio Amazonas, fortalecendo o Sistema Brasileiro de Inteligência e consolidando resultados positivos no combate a ilícitos penais, ambientais e transfronteiriços da região.

 

Ensino Profissional Marítimo da CPAL mantém certificação ISO 9001:2015

04/02/2022
Capacitação
 
Após auditoria externa, realizada em 14 e 15 de dezembro de 2021, CPAL mantém a certificação da Norma NBR ISO 9001:2015
 
O Ensino Profissional Marítimo (EPM) da Capitania dos Portos de Alagoas (CPAL) obteve, em 11 de janeiro, a manutenção da certificação da Norma NBR ISO 9001:2015 para a gestão da qualidade nos processos de capacitação de aquaviários, certificação de portuários e habilitação profissional.
 
A certificação ISO 9001:2015 foi concedida após auditoria externa realizada pela Certificadora ABS Quality Evaluations. Na ocasião, foram inspecionadas as seções de Ensino e Habilitação, e verificou-se a eficácia do sistema de gestão da CPAL.
 
A ABNT NBR ISO 9001 é a versão brasileira da norma internacional ISO 9001, que estabelece requisitos para o sistema de qualidade de uma organização, com o objetivo de prover a confiança de que o fornecedor poderá garantir um fornecimento regular e consistente de bens e serviços de acordo com as especificações.

 

Marinha capacita militares de Órgãos Públicos para conduzir embarcações em Alagoas

04/02/2022
Capacitação
 
Militares de Órgãos Públicos extra-Marinha e da CPAL são capacitados
para conduzir embarcações
 
A Capitania dos Portos de Alagoas (CPAL) realizou, no período de 24 a 31 de janeiro, o Curso Especial para Tripulação de Embarcações de Estado no Serviço Público, habilitando 19 militares de Órgãos Públicos extra-Marinha e sete militares da CPAL para conduzirem pequenas embarcações empregadas na navegação interior. As aulas ocorreram na sede da CPAL, em Maceió (AL).
 
O curso possui carga horária total de 40 horas, com aulas teóricas e práticas. Dentre os alunos, estiveram presentes representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, da Polícia Federal, do Batalhão de Polícia Ambiental e da Guarda Municipal.
 
Alunos a bordo do Navio-Patrulha “Grajaú”
 
Durante as aulas práticas, os alunos também tiveram a oportunidade de conhecer o Porto de Maceió e receber instruções sobre Marinharia, a bordo do Navio-Patrulha “Grajaú”.

 

1° Esquadrão de Helicópteros de Instrução realiza inspeção naval durante Operação “Verão”

04/02/2022
Operação "Verão"
 
Inspeção naval no Rio Jequitinhonha
 
O 1° Esquadrão de Helicópteros de Instrução (EsqdHI-1) realizou inspeção naval em apoio a Operação “Verão”, no dia 28 de janeiro, conduzida pela Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Seguro, pelo litoral e no Rio Jequitinhonha, até o município de Salto da Divisa, limite entre os estados da Bahia e Minas Gerais.
 
As ações tinham como objetivo a fiscalização de pisciculturas nas margens do Rio Jequitinhonha, além de contribuir com a segurança do tráfego aquaviário, bem como a salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica nas áreas de responsabilidade do Comando do 2° Distrito Naval.

 

Exposição sobre o Almirante Álvaro Alberto é inaugurada no Museu de Astronomia do Rio de Janeiro

03/02/2022
Cultura
 
Visitação da Sala 1, que retrata a trajetória do Almirante Álvaro Alberto
 
No dia 1º de fevereiro foi oficialmente inaugurada a Exposição sobre a trajetória, a vida e a obra do Almirante Álvaro Alberto da Motta Silva, Patrono da Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha do Brasil.
 
A exposição, organizada no Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), no Rio de Janeiro, resgata o legado desse ilustre chefe naval, pensador e cientista.
 
Sua obstinação e resiliência centradas no desenvolvimento do conhecimento científico contribuíram para um salto no desenvolvimento tecnológico do País e, por conseguinte, serve como base, entre outros benefícios, para a atual estruturação do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha do Brasil.
 
Álvaro Alberto da Motta Silva (1889-1976) foi físico, engenheiro químico, professor, hábil articulador, presidente da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira de Química e fundador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
 
Resultado de sua expressiva obra, a mais distinta condecoração oferecida pelo CNPq, assim como o primeiro submarino convencional com propulsão nuclear a ser projetado e construído no País, orgulhosamente ostentam seu nome.
 


Descerramento da fita simbólica no acesso ao Museu
 
No âmbito dos diferentes ambientes desenvolvidos pela curadoria da exposição, destaca-se uma das ultracentrífugas originais, trazida pelo Almirante Álvaro Alberto ao Brasil, em 1956, após três anos de extensas negociações com o governo da Alemanha, à época sob a administração dos países aliados. Encontram-se ainda, em outro espaço, a maquete do Submarino “Álvaro Alberto”, na entrada de uma sala imersiva e interativa que explora o universo submarino.
 
Aberta ao público até 1º de julho, a Exposição conduz os visitantes por uma instigante jornada, descortinando a trajetória desse notável marinheiro que revolucionou as bases da pesquisa e desenvolvimento científicos no Brasil.
 

Marinha apreende embarcações que transportavam madeira irregularmente

02/02/2022
Combate a ilícitos
 
Equipe da Capitania dos Portos do Amapá durante fiscalizações do
tráfego aquaviário no Amapá
 
A Capitania dos Portos do Amapá (CPAP) apreendeu, em janeiro, três embarcações que estavam transportando, irregularmente, mais de 144 dúzias de madeiras serradas das espécies “Virola” e “Andiroba”, equivalente a 24,20 metros cúbicos, oriundas dos municípios de Afuá e Anajás (PA). A apreensão foi realizada durante ações de fiscalização do tráfego aquaviário nas proximidades do Igarapé do Jandiá, no município de Macapá (AP).
 
Além da madeira ilegal, a embarcação foi encontrada sem condutor habilitado, sem documentação e sem material de salvatagem, infringindo a Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário.
 

Marinha promove projeto “Capitania Itinerante” no município de Cairu (BA)

02/02/2022
Cuidando da nossa gente
 
O atendimento ao público foi realizado na sede da Câmara Municipal
 
A Capitania dos Portos da Bahia (CPBA) realizou, no período de 25 a 28 de janeiro, o projeto “Capitania Itinerante”, no município de Cairu, onde se registra intensa atividade náutica de pesca e de esporte e recreio. A ação teve como objetivo proporcionar ao público que reside em regiões mais afastadas o acesso aos diversos serviços prestados pela CPBA.
 
Durante a ação, foram realizados mais de 120 atendimentos, que englobaram a atualização de cadastro dos aquaviários, renovação e emissão de segunda via da Caderneta de Inscrição e Registro (CIR), inscrição e transferência de propriedade de embarcações, renovação de Título de Inscrição de Embarcação (TIE), além de vistorias nas embarcações.