OPERAÇÕES DA ONU

Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL)

O Brasil foi autorizado pelo Congresso Nacional a participar da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL (FTM-UNIFIL), sob a égide da ONU, a partir de 9 de fevereiro de 2011, com a chegada do primeiro Oficial-General da MB, Comandante da FTM, e de seu Estado-Maior.

Por meio do Decreto Legislativo nº 296, de 29 de setembro de 2011, o Congresso Nacional autorizou o envio de um navio de guerra brasileiro (com aeronave orgânica e com contingente de até 300 militares), para compor a FTM-UNIFIL e o primeiro navio foi a Fragata União.

Desde 16 de janeiro de 2014, a Fragata Liberal assumiu como Navio Capitânia da FTM-UNIFIL, que atualmente é constituída por oito navios de seis diferentes Estados: Alemanha, Bangladesh, Grécia, Indonésia e Turquia, além do Brasil.


A missão da FTM-UNIFIL abrange duas tarefas principais:

a) apoiar a Marinha do Líbano (ML) no patrulhamento e no monitoramento do seu mar territorial, por meio de Operações de Interdição Marítima (em inglês, MIO), prevenindo a entrada não autorizada de armas e materiais relacionados, por via marítima, no seu território; e

b) treinar o pessoal da ML para que, no futuro, seja capaz de assumir o controle de suas águas territoriais.

A tripulação da Fragata é composta por cerca de 250 militares, incluindo um Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) para um helicóptero Super Lynx (AH-11A), um Destacamento de Fuzileiros Navais (FN) e um de Mergulhadores de Combate (MeC). Os FN compõem o Grupo de Proteção ao Comandante da FTM (Force Protection), sendo empregado, ainda, em eventuais escoltas ou deslocamentos terrestres. Os MeC compõem o Grupo de Reação a Ameaças Assimétricas (GRAA) e também são empregados no Destacamento de Abordagem, sendo capazes de realizar abordagens utilizando equipamentos especiais, técnicas de Fast-Rope, Rapel e aproximações por bote.

A participação de um navio de guerra brasileiro, com porte de uma Fragata, ampliou consideravelmente a capacidade operacional da FTM-UNIFIL por dispor de recursos de sensores, sistemas de armas, equipamentos de comunicações, autonomia e tempo de permanência em patrulha, mesmo em condições adversas de mar. Tais capacidades contribuíram significativamente para o aprimoramento da tarefa de MIO e o exercício de comando e controle do Comandante da FTM, tanto no mar quanto em terra.

Além da Fragata, o contingente brasileiro no Líbano é composto por oito Oficiais (Chefe do Estado-Maior, Oficial e Ajudante de Inteligência, Oficial de Planejamento, Ajudante de Operações, Ajudante de Adestramento, Assessor Jurídico e Assistente do Comandante) e quatro Praças, que integram um Estado-Maior multinacional, composto ainda por outros oito militares de outras nações. O atual Comandante da FTM-UNIFIL é o Contra-Almirante WALTER EDUARDO BOMBARDA, que assumiu em 26 de fevereiro de 2014.

Outros três Oficiais da MB compõem o Estado-Maior da UNIFIL, sediado em Naqoura, no sul do Líbano, exercendo as funções de Chief of Maritime Operations (MAROPS), de Deputy Chief Naval Operations Centre (NOC) e de Duty Officer NOC.

 

Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH)

Desde 2004, a Marinha do Brasil (MB) se faz presente no território haitiano. Atualmente, a Força Naval conta com os seguintes componentes:
- quatro oficiais servindo no Estado-Maior da MINUSTAH;
- dez militares, sendo seis oficiais e quatro praças, no Estado-Maior Conjunto do Batalhão Brasileiro no Haiti (BRABATT); e
- 234 militares lotados no Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais do Haiti (GptOpFuzNav-Haiti).

O GptOpFuzNav-Haiti tem a missão de contribuir para a manutenção da segurança e estabilidade do Haiti, por meio de atividades de patrulhamento motorizado, mecanizado e a pé em sua área de operação, e nos campos de desabrigados que se encontram sob sua responsabilidade. Atua, ainda, em Ações Cívico-Sociais (ACISO), em atendimento pontual a carências da população local.

Cada contingente de tropa permanece no Haiti por um período aproximado de seis meses. Sua preparação é realizada a cargo do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra, com quinze semanas de antecedência ao embarque, onde são realizados adestramentos, assim como cursos e estágios, avaliações psicossociais, médicas, vacinações e confecção de passaporte oficial.