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Desde o início de setembro, o Brasil está unido no combate ao crime ambiental que atinge o litoral do País. A ocorrência é inédita na história brasileira, pela extensão geográfica e duração no tempo. Mais de 4.000 km de extensão de nossas costas foram atingidos por óleo, em algum momento, nesse período.

 

A Marinha do Brasil (MB) atua, diuturnamente, desde a primeira ocorrência, na contenção e neutralização dos efeitos danosos à natureza e à população. As seguintes ações vêm sendo tomadas desde o dia 2 de setembro:

  • Inspeções ao longo do litoral da região Nordeste e Sudeste
  • Divulgação de Aviso aos Navegantes, solicitando a informação tempestiva da identificação de poluição hídrica por navios em trânsito nas Águas Jurisdicionais Brasileiras, visando à obtenção de dados para análise das possíveis origens da poluição por óleo cru, nas regiões afetadas
  • Realização de Patrulha Naval
  • Monitoramento dos navios que passaram pelas AJB
  • Realização da Operação “Amazônia Azul” no litoral do País

 

Em face das peculiaridades desse crime ambiental, foi ativado um Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela MB, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que vem atuando em coordenação com ICMBio, Polícia Federal, Petrobras, Defesa Civil, Exército Brasileiro (EB), Força Aérea Brasileira (FAB), assim como diversas instituições e agências federais, estaduais e municipais, empresas e universidades.

As investigações prosseguem, visando identificar as circunstâncias e fatores envolvidos nesse derramamento, as dimensões da mancha de óleo original, assim como mensurar o volume de óleo derramado, estimar a probabilidade de existência de manchas residuais e ratificar o padrão de dispersão observado.O ineditismo dessa ocorrência exigiu o estabelecimento de protocolo próprio de investigação, demandando a integração e coordenação de diferentes organizações e setores da sociedade, além do apoio de diversas instituições estrangeiras, como a Organização Marítima Internacional, a Guarda Costeira dos EUA, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica do Departamento de Comércio dos EUA, dentre outras.

A Marinha do Brasil, a Polícia Federal e demais colaboradores permanecerão conduzindo a investigação até que todas as questões envolvidas sejam elucidadas.

 

Além disso, cabe destacar a Coordenação Científica do GAA, composta por pesquisadores e cientistas de todo o País, que têm o propósito de possibilitar a integração dos pesquisadores e grupos atuantes nas regiões afetadas pelo óleo. Essa Coordenação organizou sete grupos de trabalho, que vêm trabalhando em diversas áreas, como modelagem numérica e sensoriamento remoto, avaliação de fatores bióticos e abióticos, avaliação de impactos socioeconômicos, e estudo das áreas protegidas, praias, mangues e recifes.

Todos os órgãos citados vêm atuando, de forma coordenada, na gestão de ações de resposta e elucidação dos fatos inerentes a esse grave acidente que o País vem sofrendo. Desse modo, os seguintes meios e recursos humanos foram mobilizados nessa grande operação conjunta:

  • Organizações Militares: 82;
  • Meios navais: 47 da MB e 04 da Petrobras;
  • Meios aéreos: 13 da MB, 06 da FAB, 03 do IBAMA e 02 da Petrobras;
  • Recursos humanos: 7.000da MB, 5.000 do EB, 200 do IBAMA, 440 da Petrobras, 100do ICMBio e 3.873 da Defesa Civil.

 

Nesse contexto, cabe destacar a valorosa participação de voluntários, que, em conjunto com agentes de todos os órgãos envolvidos, contribuem para a recuperação de praias e rios no litoral do País. Pessoas aguerridas que se juntam ao esforço coordenado na recuperação de patrimônio ambientais, sociais e econômicos do Brasil.

Até o dia de hoje, cerca de 5.000 toneladas de resíduos oleosos foram recolhidas no litoral da região Nordeste e Sudeste. A contagem desse material não inclui somente óleo, mas também é composta por areia, lonas e outros materiais utilizados para a coleta.

No primeiro momento, os resíduos de óleo recolhidos estão sendo acondicionados em recipientes apropriados, de forma a evitar contaminação do solo e subsolo. A destinação final vem sendo realizada pelos órgãos estaduais, os quais enviam o material oleoso a fábricas de cimento ou aterros industriais, ambientalmente adequados.

A complexidade desse evento exige constante avaliação da estrutura. Assim, a Operação Amazônia Azul continuará no mês de dezembro e, a partir de janeiro de 2020, atuará em conjunto com a “Operação Verão – Mares Seguros e Limpos”, a fim de manter o monitoramento e limpeza das praias, garantindo um verão seguro no País.

Ao destacar a atuação de cada brasileiro, quer seja no exercício de sua profissão, limpando, monitorando e divulgando, ou de forma singela, com valorosas ações voluntárias, é imperioso mencionar que o Brasil sairá mais forte e unido desse evento.