Sistema de Vigilância & Informações Passivas em Portos

O Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ), por meio do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM), e o Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA) operam, desde fevereiro de 2018, a nova versão do sistema de “Vigilância & Informações Passivas em Portos” (VIPP). O VIPP, inaugurado em novembro de 2016, está em operação desde então para realizar pesquisas sonar em conformidade com o projeto de desenvolvimento do Sonar Nacional Passivo (SONAP). Seu objetivo inicial foi gerar conhecimento para o setor de pesquisa e atender o setor operativo.
Esse sistema consiste em um sonar passivo, em que o sensor (arranjo de hidrofones) é instalado em um cais para monitoramento de embarcações e gravação de suas assinaturas acústicas. Composto de um arranjo de hidrofones em formato de arco elíptico, instalado no cais da base de submarinos, Base Almirante Castro e Silva (BACS), os sinais dos hidrofones são pré-processados por um sistema eletrônico de aquisição de sinais e enviados para o CIAMA. Oonde, são exibidos para um operador/supervisionador sonar através do Sistema de Detecção, Acompanhamento e Classificação de Contatos (SDAC).
Após mais de um ano de operação e a constatação do grande potencial para coleta de sinais acústicos, o sistema passou agora por um up grade, contando com o robustecimento para operação contínua, inclusão da eletrônica nacional de condicionamento de sinais, instalação de câmeras de vigilância e do Automatic Identification System (AIS) para identificação das embarcações. O VIPP possibilita a gravação de dados brutos dos hidrofone, ou seja, todos os filtros e pré-processamentos são conhecidos, garantindo a integridade dos dados e possibilitando a coleta de dados em baixa frequência para classificação de contatos.
Tendo em vista que o sistema tem apresentado resultados promissores para composição inicial de um banco de dados acústicos e para realização de adestramentos, o VIPP é hoje o sistema SONAR que permite explorar ferramentas de análise em baixa frequência e classificação de contatos como prelúdio à operação do Flank Array dos submarinos convencionais (S-BR).