Missão

Preparar e empregar os meios subordinados em Operações e Ações de Guerra Naval; e em Atividades de Emprego Limitado da Força e Benignas, a fim decontribuir para a defesa das Águas Jurisdicionais e do território, para o cumprimento das atividades subsidiárias previstas em Lei e para o apoio à Política Externa, na área de jurisdição do Com4ºDN.

Constituem atribuição do Comando do Grupamento
de Patrulha Naval do Norte (ComGptPatNavN):

A patrulha costeira, realizada permanentemente no mar territorial, em ação de vigilância e fiscalização, que visa assegurar o respeito aos dispositivos legais relacionados com a preservação da vida humana, a manutenção de um tráfego seguro e a defesa do patrimônio natural brasileiro.

O serviço de socorro marítimo, para o qual é mantido um navio sempre pronto, designado "Navio-de-Serviço". Esse serviço tem como principal tarefa a salvaguarda da vida humana em casos de acidentes marítimos. As operações de socorro e salvamento podem envolver o combate a incêndio, a manutenção ou recuperação da estanqueidade de navios, o transbordo de pessoal e material, o reboque e o desencalhe. Geralmente, essas fainas são realizadas em condições adversas de tempo e estado do mar, o que requer um adequado preparo do pessoal, uma técnica apurada, elevada capacidade de trabalho e espírito de equipe.

A patrulha de pesca, conduzida normalmente em convênio com o IBAMA, tem a finalidade de garantir o cumprimento da legislação e da regulamentação relativas à preservação das espécies aquáticas. O esforço principal tem sido dirigido contra a pesca predatória das espécies que tem sua origem natural na região estuarina dos rios Pará e Amazonas, dentre as quais se destacam o bagre e a piramutaba. Paralelamente, essa patrulha evita atritos entre pescadores artesanais e tripulantes de barcos pesqueiros que praticam a pesca predatória.

Em acréscimo a essas atividades, conduzidas cotidianamente, o GPNN - Grupamento de Patrulha Naval do Norte - realiza adestramento específico para manter-se em condições de cumprir sua tarefa militar básica da defesa de área marítima restrita.  De todas as atribuições relacionadas, a patrulha costeira é, sem dúvida, a que tem recebido mais ênfase e a que mais exige dos navios e tripulações.

A presença constante dos Navios-Patrulhas nas proximidades da fronteira marítima norte tem contribuído de maneira eficaz para a preservação dos recursos naturais de nosso mar territorial, coibindo as invasões de barcos estrangeiros para a pesca ilegal nos bancos camaroneiros, ao largo da costa do Amapá.

A firme decisão de se impedir esse abuso resultou no apresamento de diversos barcos e inibiu a continuação das invasões.

Os navios do Grupamento, no cumprimento dessas nobres tarefas perfazem a média de 90 dias de mar anualmente e a despeito desses períodos em constante atividade, em que sofrem, homens e máquinas, um desgaste natural, cumprem com êxito todas as funções que lhes são confiadas, permanecendo legítimos sucessores da primeira Força Naval criada na área em 1728, pelo então governador e Capitão-Geral do Estado do Maranhão e Grão-Pará, Alexandre de Souza Freire, como sentinela avançada do extremo norte do país.