Tenente Amaro: uma história de perseverança e garra

"Minha alegria é acordar de manhã, colocar a farda, ir trabalhar feliz e ao final do dia saber que dei o meu melhor para impulsionar os objetivos da Marinha do Brasil (MB). Tenho muito orgulho em fazer parte da Força”. Com essas palavras, o Primeiro-Tenente Amaro, militar da MB há 23 anos, que sempre sonhou em ser integrante da instituição, torna-se um grande exemplo para quem deseja servir à Marinha.

Um outro aspecto notório no Tenente Amaro deve ser levado em conta: o amor à profissão. “Acredito que se você faz aquilo que gosta, com certeza terá sucesso na vida profissional. O mais importante é essa realização e o prazer em fazer parte dessa instituição", destaca.

Como ele ingressou na Marinha

Nascido em Belém, Tenente Amaro vibrava com a Marinha ainda na infância. Sua imaginação não parava quieta quando ligava o rádio e ouvia a divulgação da Força. Seu pensamento ia longe quando via pela TV aquelas imagens das propagandas da MB que mostravam os militares em pleno serviço. Mesmo com poucos anos de idade, se imaginava dentro dos navios, vestindo a tão almejada farda branca, mas era cedo para aquele menino tentar entrar na Marinha.

O seu sonho crescia dia após dia, porque dentro de casa existia uma força imensa que só reforçava a sua vontade: o apoio da família. Os anos se passaram e aquela vontade de criança estava mais intensa. A essa altura, Amaro já era um rapaz de 18 anos e era o momento certo de tornar o desejo de servir à Marinha em realidade. Era só o começo da trajetória de realizações pessoal e profissional.

"Entrei em um preparatório para concursos e fiz um programa de estudos em casa. Estudava cerca de quatro horas por dia e essa minha dedicação valeu a pena, pois fui aprovado no ano de 1994 e selecionado para cursar na Escola de Aprendizes-Marinheiros de Pernambuco (EAMPE). Formei-me Marinheiro com 18 anos e hoje sou Oficial”, conta com orgulho, recordando que sua família foi a grande motivadora para ele fazer o concurso.

O sonho de fazer parte da MB não é algo só dele, seu pai também alimentava essa ideia e se realizou através dos filhos.

"Meu pai é Mestre de Cabotagem da Marinha Mercante e sonhava em ingressar na MB, porém por dificuldades deixou o sonho de lado e hoje ele se sente realizado por meio dos seus dois filhos: meu irmão, que é Fuzileiro Naval, e eu” explica.

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