O GENE está dividido, inicialmente, em quatro grandes Áreas Temáticas abaixo definidas e descritas:

a) AT 1 – Novas Estratégias Marítimas para o Atlântico Sul;

Inserido em um espaço plural e multidisciplinar, tem com o objetivo de estudar diversas estratégias que podem ser aplicadas no entorno estratégico nacional e demais áreas de interesse. De forma mais específica, os estudos deverão ter como foco o Atlântico Sul, voltando-se à conscientização da importância dos mares e dos oceanos, em suas variadas dimensões e aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais.

Por a estratégia subordinar-se aos objetivos nacionais, estuda, ainda políticas públicas ligadas à Defesa e Segurança Internacionais, com ênfase na área de atuação da denominada Amazônia Azul, assim como as que decorrem da Política Nacional de Defesa (PND) e da Estratégia Nacional de Defesa (END).

Assim, estudos de conceitos de estratégias marítimas atuais, bem como a proposição de novas estratégias, como a A3AD, que importam na tentativa de conter possíveis ameaças à soberania marítima nacional nos espaços marítimos de interesse.


b) AT 2 - Teoria da Estratégia Naval na Contemporaneidade;

Pesquisa os teóricos clássicos das Estratégia Naval, nacionais e estrangeiros, bem como os pensadores contemporâneos. Dado que cabe ao poder político deve aplicar a estratégia correta para atingir, através do poder, os objetivos nacionais, com ou sem o uso da força, considera-se a política e estratégia como indissociáveis.

Assim, procura responder questões chaves, sob o viés da estratégia naval:

1) Em um mundo pós-Guerra Fria, em constantes transformações, fruto da mais rápida globalização que hoje se vivencia, como o Brasil se prepara quanto à possibilidade de securitizações em seu entorno estratégico?
2) Como o Brasil tem capacitado seu poder dissuasório visando ao controle de áreas litorâneas e oceânicas, principalmente no que concerne às recentes descobertas de recursos não vivos e vivos altamente rentáveis no Atlântico Sul?
3) Como o Brasil tem lidado com as possibilidades de interferência de atores extrarregionais, inclusive supranacionais, e com as limitações dos Estados e organismos bilaterais e multilaterais, quanto à defesa e segurança no Atlântico Sul?


c) AT 3 - Guerra Híbrida; e

Pesquisa o surgimento e a conceituação desse tipo de guerra, com foco no ambiente marítimo. Estuda-se as vulnerabilidades, como prevenir e combater as ameaças híbridas no ambiente marítimo, as formas de cooperação e colaboração entre as instituições e as relações interestatais. As “novas ameaças” e as ameaças híbridas. As relações Estado e entidade criminosas não estatais. A importância do meio informacional, a “dominação de espectro total”,o fim da separação entre guerra e política, ou o “tempo de guerra e tempo de paz”. As ameaças híbridas marítimas e o Direito do Mar. As ameaças híbridas e a indústria do comércio marítimo. O ambiente cibernético na Guerra Híbrida.


d) AT 4 – Solução de Problemas Complexos Não Estruturados Baseados em Design.

A pesquisa apresentará uma proposta de design de planejamento para o gerenciamento de problemas complexos não estruturados, considerando os principais fatores que influenciam os trabalhos colaborativos em um ambiente interagências.

A singularidade, o ineditismo e a complexidade dos atuais problemas sociais de gestão pública exigem altos níveis de colaboração e interações sociotécnicas, pois nenhuma agência tem as capacidades e os recursos necessários para gerenciá-los, atuando isoladamente. Assim, a única maneira de conseguir soluções efetivas é combinar o conhecimento e a experiência de diferentes agências, afastando a tradicional abordagem linear de autossuficiência. As agências devem explorar construtivamente suas diferenças, buscando soluções inovadoras que vão além de sua própria visão limitada do que é possível, implementando-as em conjunto.

Apesar da unidade de esforços entre as agências ser vista de forma evidente como um bem de elevado valor público, sua operacionalização ainda é pouco trabalhada, permanecendo assim, problemática. Sendo imperioso e inevitável tratar os problemas sociais complexos de forma holística, deve ser adotada uma abordagem sistêmica para o design proposto, com a utilização de um método denominado mapeamento de perspectiva sistêmica.

Como atualmente não há uma estrutura de planejamento consolidada para o trabalho interagências, acreditamos que o design proposto fornecerá aos profissionais uma compreensão mais clara dos importantes fatores sociais e organizacionais que contribuem para uma colaboração interagências bem-sucedida.