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No dia 30 de agosto de 2019, o professor doutor Arnaldo Niskier, ocupante da cadeira 18 da Academia Brasileira de Letras (ABL), revisitou o passado a bordo do Navio-Museu Bauru, atração histórico-cultural da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM).


Diretor da DPHDM, Vice-Almirante (RM1) Mathias, professor Arnaldo Niskier
e Almirante de Esquadra (Refº) Karam visitaram o passadiço do Bauru


O acadêmico e Segundo-Tenente Niskier é um dos mais antigos “homens do mar” vivos que navegaram no Contratorpedeiro de Escolta (CTE) Bauru. Pertencente à turma de 1956 do Centro de Instrução de Oficiais para a Reserva da Marinha (CIORM), ele realizou a viagem de adestramento para alunos no Bauru em julho daquele ano, indo do Rio de Janeiro até os portos de Recife e Salvador — totalizando, no regresso, 2.266,9 milhas náuticas navegadas em 9,5 dias de mar.

Acompanhado pelo antigo Ministro da Marinha, Almirante de Esquadra (Reformado) Alfredo Karam, tripulante do Bauru entre 1945 e 1946, e do Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Vice-Almirante (RM1) José Carlos Mathias, o professor Niskier percorreu diversos compartimentos do contratorpedeiro, memorando episódios nele vividos, como aluno do CIORM. Além disso, revelou sua grata satisfação pela transformação do Bauru em navio-museu, em cuja cerimônia de inauguração, em julho de 1982, esteve presente, como Secretário Estadual de Educação e Cultura do Rio de Janeiro da época.


Entusiasta da educação, o acadêmico Niskier (ao centro) posou para foto
com alunos de colégio da Baixada Fluminense que visitavam o navio-nuseu


O Navio-Museu Bauru

Aberto à visitação pública no Espaço Cultural da Marinha (RJ), o Navio-Museu Bauru completou, em agosto de 2019, 75 anos de sua incorporação à Marinha do Brasil (MB). Construído nos Estados Unidos da América, o Contratorpedeiro de Escolta USS McAnn foi incorporado à US Navy em 1943 e transferido para a MB em 1944, sendo rebatizado como Bauru, em alusão ao rio que dá nome à cidade paulista. Entre suas missões, destacam-se as operações de caça antissubmarino e escolta a comboios durante a Segunda Guerra Mundial. Após sua baixa do Serviço Ativo, foi reformado para retomar seu aspecto durante o conflito, tornando-se o primeiro navio-museu da MB, assim inaugurado em 21 de julho de 1982.