2003-2007

– Em 2003 deu a início da transferência efetiva do CAMR para as suas novas instalações, no Complexo Naval da Ponta da Armação. adoção de equipamento de acesso via satélite à internet nos Radiofaróis Ilha Rasa e São Tomé, objeto de convênio entre os Ministérios das Comunicações e da Defesa e Instalação de talha elétrica, no guindaste do Radiofarol da Ilha Rasa, a fim de otimizar o embarque e desembarque de pessoal e material.
 
– Em abril de 2003, foram retomadas as atividades de aerofotogrametria no âmbito da DHN, utilizando técnicas inéditas de videogravimetria e fotogrametria digitais, com apoio de aeronaves de asa rotativa da MB, onde foi atualizado o contorno da Carta Náutica 1701 – Porto de Santos.

– No dia 7 de agosto de 2003, foi realizada a Mostra de Desarmamento do Navio Oceanográfico Almirante Câmara. Incorporado em 1º de julho de 1974, o navio participou de inúmeras comissões oceanográficas e hidrográficas, do círculo polar ao equador e do nosso litoral às costas africanas. Ao longo de seus 29 anos navegou 332.667 milhas náuticas e realizou 2.242 dias de mar.

- Fruto da conjunção de objetivos comuns à Marinha do Brasil e à Petrobrás, nasceu o projeto de utilizar o casco de um navio desativado da Marinha como recife artificial. Da parte da Petrobrás havia o interesse e contribuir efetivamente para a pesquisa biológica marinha, estudar alternativas que facilitem a futura desmobilização de suas unidades marítimas e atender a pleitos de comunidades pesqueiras que se julgam afetadas pelas suas atividades. Da parte da Marinha do Brasil, a intenção de disponibilizar cascos de navios inservíveis de forma ecologicamente correta, além de manter e, mesmo, incrementar a sua participação em projetos ligados à biologia marinha.

Assim sendo, foi firmado convênio entre a Diretoria dos Portos e Costas, a Empresa Gerencial de Projetos Navais e a Petrobrás com a finalidade de gerar um sítio de pesquisa biológica marinha que servisse, ainda, como fator de atração para atividades relacionadas à pesca artesanal.

O Navio-Hidrográfico “Orion” serviu à Marinha por mais de 40 anos ao longo dos quais foi empregado em levantamentos hidrográficos e o oceanográficos sob a direção a direção da Diretoria de Hidrografia e Navegação. Contribui de maneira efetiva para o melhor conhecimento do nosso mar e dos rios, coletando informações a respeito da topografia do leito oceânico, correntes marítimas, marés, meteorologia e outros. Em seu convés, gerações de marinheiros trabalharam de forma abnegada, resultando, de seus esforços, as Cartas Náuticas, essenciais à segurança da navegação. Quando se imaginava que este bravo navio já havia chegado ao final de sua vida útil, eis que é mais uma vez convocado a continuar prestando serviços à Marinha e ao Brasil. Agora em uma nova dimensão, mas no mesmo ambiente e com o mesmo fim aos quais sua existência foi devotada: O mar e a ciência.

Diversas organizações da Marinha participaram do projeto. À Diretoria de Portos e Costas coube a supervisão geral. A Empresa Gerencial de Projetos Navais foi responsável pelo gerenciamento das atividades administrativas, técnicas e científicas. Os pesquisadores do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira conduziram as campanhas de monitoramento para avaliação dos resultados do empreendimento. A Base Naval do Rio de Janeiro executou as obras de preparação do casco para o lançamento. A Diretoria de Engenharia Naval avaliou o casco quanto aos aspectos de flutuabilidade e segurança para o reboque. O Centro de Hidrografia da Marinha forneceu as previsões meteorológicas para orientar a escolha da época adequada à operação de lançamento.

O Comando do 1º Distrito Naval e o Comando do Grupamento Naval do Sudeste disponibilizaram seus rebocadores. O Rebocador de Alto-Mar “Triunfo” realizou o reboque e mergulhadores da Base Almirante Castro e Silva fizeram o afundamento.

A Marinha sente-se gratificada por estar envolvida ativamente nesse projeto. Nele foram empenhados os esforços de várias organizações navais com o propósito de contribuir para múltiplas finalidades: a pesca, a pesquisa biológica marinha, a prevenção da poluição hídrica , dentre outras. Tudo isso com foco no ambiente marinho, de indiscutível importância para o nosso País. Esta é a nossa Marinha, o Mar por vocação, o Brasil como razão de sua existência.

– Em dezembro de 2003 foram concluídos pelo NHo “Taurus”, com o emprego de batimeria multifeixe, os Levantamentos Hidrográficos de Ordem Especial de importantes áreas críticas à navegação, definindo com precisão os limites do fundo rochoso existente nos canais de acesso aos portos de São Francisco do Sul (2002), Salvador, Vitória e Paranaguá (2003).

   – No período de 22 de janeiro a 19 de fevereiro de 2004, o NOc “Antares” realizou a Comissão LAPLATA em apoio ao Projeto de Levantamento Oceanográfico em Larga Escala na Plataforma Continental Sudeste da América do Sul (LAPLATA), coletando dados oceanográficos ao largo dos litorais argentino, uruguaio e brasileiro.

– Em 05 de fevereiro de 2004, foram inauguradas as novas instalações do CAMR, o que possibilitou sua transferência da Ilha de Mocanguê para a Ponta da Armação. O CAMR foi a última OM subordinada à DHN a se concentrar naquele complexo onde além, da DHN, estão sediados o CHM, GNHo e a BHMN. – Prevista e divulgada, com dois dias de antecedência, a intensificação e a chegada em terra do ciclone extra-tropical “Catarina”, o que permitiu a emissão de Avisos de mau tempo (vento forte, mar grosso e ressaca) para a área marítima entre SC e RS nos dias 26 e 27 de março, contribuindo para minimizar os efeitos do fenômeno sobre a população.

– No período de 20 de abril a 05 de agosto de 2004, a DHN participou dos levantamentos geofísicos na margem continental da Namíbia, com o propósito de determinar os parâmetros essenciais para o estabelecimento do limite exterior da plataforma continental daquele país além das 200 milhas, em conformidade com o artigo 76 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

A equipe de levantamento contratada por aquele país foi acrescida de 3 Oficiais da DHN, com experiência adquirida no processamento dos dados batimétricos empregados no LEPLAC brasileiro, tendo os mesmos permanecido embarcados nas 3 primeiras pernadas de aquisição de dados geofísicos. Os dados de batimetria adquiridos tiveram um pré-processamento a bordo e foram trabalhados pelos oficiais, permitindo a sua familiarização com a geomorfologia da região e a determinação, ainda que de uma forma embrionária, dos potenciais pontos de pé do talude continental.

– No mês de agosto de 2004, foi prestado apoio à equipe olímpica brasileira de vela, por meio de previsões para a área do Golfo Sarônico e da Península dos Balcãs, oriundas do modelo de ondas oceânicas (WAN), do modelo de ondas costeiras(SWAN) e do modelo atmosférico(ETA), especialmente adequados pelo CHM para a região costeira, sede das olimpíadas de Atenas 2004.

– Também em agosto foi realizado o Primeiro Seminário Intercontinental sobre o Modelo Atmosférico High-resolution Regional Model (HRM), nas dependências da DHN, e contou com a participação de representantes de vários centros de pesquisa e previsão nacionais e estrangeiros e com a colaboração da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

– Em setembro de 2004, a DHN apresentou a submissão do Brasil atinente ao estabelecimento dos limites exteriores da Plataforma Continental Brasileira além das 200 milhas náuticas ao Plenário da Comissão de Limites da Plataforma Continental da Organização das Nações Unidas, em sua sede em Nova Iorque. A Delegação Brasileira contou com o apoio de valorosos profissionais, ligados às ciências do mar, da Marinha do Brasil, da Comunidade Científica Brasileira e da PETROBRAS, que representaram os vários segmentos envolvidos na execução da tarefa de preparar essa submissão para apresentação.

– Na cerimônia comemorativa do Dia do Hidrógrafo, em 1º de outubro de 2004, com a presença do Comandante da Marinha, AE Roberto de Guimarães Carvalho, foi inaugurada a estrutura do píer da DHN, que levou o nome de “Almirante Paulo Irineu Roxo Freitas”. O evento contou com a presença da viúva do insigne Almirante.

– No período de 25 de junho a 9 de setembro de 2005, o Grupo Tarefa (GT), formado pelo Navio Oceanográfico “Antares” e Navio Hidroceanográfico “Amorim do Valle”, efetuou o lançamento de três novas bóias tipo ATLAS nas proximidades de Natal, Salvador e Vitória, implementando a Extensão para Sudoeste do Projeto PIRATA, contribuindo para uma maior confiabilidade nas previsões meteorológicas para a área de responsabilidade do Brasil. Nessa Comissão, pela primeira vez desde o início do Projeto PIRATA, em 1997, a manutenção das bóias foi efetuada sem a presença de técnicos estrangeiros embarcados.
 
– Durante a comissão OCEANO NORTE II, entre 6 de outubro e 20 de dezembro de 2005, o Navio Oceanográfico “Antares” realizou atividades de complementação ao LEPLAC – Levantamento da Plataforma Continental / LEPLAC XIII, realizando o levantamento de dados geofísicos de 13 linhas sísmicas, perfazendo 1.450 milhas náuticas de dados. Tal levantamento visa a assegurar o pleito na Comissão de Limites da Organização das Nações Unidas (ONU) de extensão da Plataforma Continental brasileira em 953.000 km2, cerca de 18% do continente. Cabe ressaltar que, apesar de ser originariamente um navio sísmico, essa foi a primeira vez que o NOc “Antares” efetuou perfilagem geofísica desde sua incorporação à Marinha do Brasil em 1988.
 

– No período de 17 de janeiro a 15 de fevereiro de 2006, em decorrência do projeto Meteorologia Antártica Operacional, entre o Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) e Secretaria Interministerial de Recursos do Mar (SECIRM), o Serviço Meteorológico Marinho (SMM) esteve presente, pela primeira vez, na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Foi instalada, na área da EACF, uma estação meteorológica automática, cedida pela Empresa HOBECO representante da VAISALA no Brasil, com transmissão de dados em tempo-real da EACF para o CHM, para uso em comparações de dados observados, com dados previstos pelo modelo numérico do CHM, e auxílio na previsão do tempo.

– Desde o ano de 1982 com a incorporação do NApOc "Barão de Teffé" e, a partir de 1994 com o NApOc "Ary Rongel", a participação da DHN no Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) foi ininterrupta e possibilitou a construção da Estação Antártica Brasileira, bem como contribuiu para a inserção do Brasil como membro consultivo do Tratado Antártico. Com a Comissão Antártica XXV (OPERANTAR XXV) o PROANTAR completa o seu Jubileu de Prata, sendo um orgulho para o Brasil, para a Marinha e, especificamente, para a DHN que manteve a presença permanente de navios sob seu comando no Continente Antártico.

– Em decorrência do projeto Meteorologia Antártica Operacional, envolvendo o CHM e a Secretaria Interministerial Para os Recursos do Mar (SECIRM), em apoio ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), o Serviço Meteorológico Marinho (SMM), a partir do verão de 2006, tem marcado presença na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). O treinamento dos meteorologistas, realizado “in-loco”, permite melhor avaliar a qualidade dos produtos e serviços gerados pelo CHM, o que contribui para o aprimoramento das previsões em apoio às atividades conduzidas pela EACF, pelo NApOc “Ary Rongel” e nos refúgios e acampamentos.

– Publicou-se no Boletim nº 1/2006 da International Association of Marine Aids to Navigation and Lighthouse Authorities – IALA, uma matéria sobre a História da Sinalização Náutica Brasileira, o primeiro artigo do gênero publicado em uma revista estrangeira especializada.

– No mês de fevereiro de 2006, entrou em operação o modelo de propagação de ondas, WAVEWATCH III, para as áreas do Oceano Atlântico, de responsabilidade do Brasil (METAREA V) junto à Organização Meteorológica Mundial (OMM) e da região costeira do Sul e do Sudeste. Os previsores passam a ter disponíveis resultados de dois modelos de propagação de ondas para essas três regiões, e, portanto, mais elementos para prepararem os boletins de previsão meteorológica especial (CHM).

– De 22 a 27 de março de 2006, realizou-se a exposição comemorativa dos 100 anos do Porto de Vitória e 150 anos da Capitania dos Portos do Espírito Santo, com a participação do CAMR.

– De 2 a 5 de maio de 2006, realizou-se o Seminário de Validação da Ferramenta Computacional de Análise de Risco da IALA, em Copenhague, Dinamarca, promovido pela Real Administração Dinamarquesa de Hidrografia e Navegação (RDAHN). O CAMR enviou representante, sendo esta a 1ª participação da Marinha do Brasil em evento desta natureza.

– Ainda Entre 21 e 27 de maio de 2006 foi realizada, em Xangai – China, a XVI Conferência da IALA, seguida de um Workshop sobre Auxílios à Navegação, nos dias 28 e 29, na cidade de Dalian. Na conferência, o CAMR foi reconduzido ao cargo de Conselheiro da IALA, para o quadriênio 2006/2010 e também mantido como membro do Grupo Estratégico daquela Associação.

– Entre os meses de maio e agosto de 2006, em contribuição para a melhoria da Sinalização Náutica na área de Angra dos Reis e Baía da Ribeira – RJ, foram modificados 6 sinais cegos, tendo tornado-se luminosos. Assim sendo, passaram a constar da Lista de Faróis, recebendo os Números de Ordem (NRORD) indicados a seguir: NRORD 3082, 3083, 3102, 3110, 3138 e 3139.

– Em 26 de maio, o CAMR estabeleceu no litoral de Cabo Frio, a Baliza Articulada Pedra da Baleia, que recebeu o NRORD RJ-17.

– No dia 12 de julho de 2006, o CHM realizou o Primeiro Workshop de Meteorologia Marinha e Oceanografia (METOC). O seminário teve o propósito de estimular o intercâmbio de conhecimentos perante a comunidade engajada nas atividades de meteorologia e oceanografia e reuniu diversos profissionais, entre representantes da Marinha do Brasil, Universidades, Petrobras, INPE-CPTEC, INMET, Força Aérea Brasileira e Exército Brasileiro. O seminário foi composto por uma série de onze palestras/aulas ministradas para uma platéia de aproximadamente cento e cinqüenta pessoas.

– Em 1º de agosto de 2006, foi celebrado um contrato entre o CAMR e a empresa TELEMAR para a publicação de cartões telefônicos contendo fotos e textos explicativos referentes a nove faróis da costa brasileira: Abrolhos – BA, Araçagi – MA, Calcanhar – RN, Mucuripe – CE, Olinda – PE, Rasa – RJ, Santa Luzia – ES, Santo Antônio – BA e São Marcos – MA.

– Ainda em 8 de agosto de 2006, foi inaugurada pelo Excelentíssimo Senhor Diretor de Hidrografia e Navegação, placa comemorativa da mudança do CAMR para o Complexo Naval da Ponta da Armação. A placa está instalada na face Sul do Farol da Ponta da Armação, NRORD 2450.

– Em 14 de agosto de 2006, o CAMR implantou o Farolete Laje Preta, NRORD 3081 e o Farolete Laje Branca, NRORD 3122, ambos localizados nas proximidades do Porto de Angra dos Reis e Baía da Ribeira – RJ.

– Em 17 de agosto de 2006, o CAMR reconstruiu dois faroletes: Pedra da Sardinha NRORD 2504, na Baía de Guanabara – RJ e Ilha dos Franceses NRORD 2403, em Arraial do Cabo – RJ.

– No mês de setembro de 2006, foram disponibilizados os primeiros produtos de avaliação estatística dos resultados do modelo de previsão meteorológica (High-resolution Regional Model -HRM) para a área de responsabilidade do Brasil (METAREA V) junto à Organização Meteorológica Mundial (OMM). Esses produtos são gerados trimestralmente para possibilitar a identificação da confiabilidade, da tendência e da precisão dos resultados dessa modelagem (CHM).

– ainda em setembro, o CAMR concluiu a recuperação de dois RACONS modelo UKT-10104. Esses equipamentos estão fora de linha desde a década de 1990 e puderam ser reintegrados à rede operacional de auxílios radar da MB, proporcionando considerável economia de recursos.

– No mês de outubro de 2006, a capacidade computacional do servidor de cálculos SGI Origin 350 do CHM foi ampliada em mais quatros processadores, totalizando vinte e quatro processadores; e também foi colocada em operação a modelagem hidrodinâmica com o modelo Princeton Ocean Model (POM) para a região costeira que cobre desde Salvador até Florianópolis. Essa modelagem gera produtos de elevação da superfície do mar e de correntes com alcance de previsão até 60 horas.

– Ainda em 31 de outubro o GNHo completou o seu 10º Aniversário de ativação. Ao longo desses 10 anos o GNHo tem mantido em elevado grau de aprestamento os navios subordinados para a execução das atividades hidroceanográficas, de sinalização náutica e de segurança da navegação da Diretoria de Hidrografia e Navegação.

– Em 8 de novembro de 2006, o CAMR reconstruiu, na Baía de Guanabara, o farolete Molhe dos Pescadores NRORD 2446.

– Em 21 de dezembro de 2006, o CAMR transformou duas bóias luminosas em bóias cegas: BL Ilha do Engenho nº 4 NRORD 2486 e BL Ilha do Engenho nº 5 NRORD 2488, ambas localizadas na Baía de Guanabara.

– Em 28 de dezembro de 2006, a DHN assinou convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), concedente, e com a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), conveniente, para execução do Projeto intitulado “LABORATÓRIO NACIONAL EMBARCADO”, o qual prevê a aquisição de um navio para dotar o Brasil de uma plataforma de coleta de dados oceanográficos que permita embarcar pesquisadores e desenvolver as atividades contempladas no Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM), da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM).

– No período de 12 de fevereiro a 8 de março de 2007, uma equipe do CAMR, apoiada pela SECIRM, AMRJ, NApOc “Ary Rongel” e Estação Antártica Comandante Ferraz, realizou a substituição do Farolete Comandante Ferraz, NRORD 5106, na Ilha Rei George-Antártica, sinal luminoso mais austral sob responsabilidade da DHN, após 20 anos de desgaste da estrutura anterior.
 
 
 

– No mês de março de 2007 foram disponibilizadas pelo CHM, via Intranet, as Cartas Náuticas Raster da Costa Brasileira para toda MB. Posteriormente, no mês de abril, foram disponibilizadas à comunidade marítima, de forma gratuita pela Internet, as Cartas Náuticas Raster da Costa Brasileira no formato BSB.

– No período de 17 e 29 de abril de 2007, uma equipe do CAMR realizou a automação do Farol de Macaé. Este trabalho, pioneiro no Brasil no caso de faróis rotativos, consistiu na substituição do sistema tradicional de acionamento, alimentado por energia de GMG, por um sistema de rotação eletrônico, de acionamento automático, com alimentação completamente fornecida por uma bancada de baterias.

– No mês de maio de 2007 , foi operacionalizada a geração de produtos do modelo numérico OPA, do projeto francês MERCATOR, para a METAREA V. Os seguintes produtos gráficos são gerados com alcance de previsão de 312 horas, de 24 em 24 horas: espessura da camada de mistura, corrente na superfície, temperatura da superfície do mar, e elevação da superfície do mar.

– No mês de junho de 2007, foram operacionalizadas as previsões atmosféricas para os XV Jogos Pan-americanos Rio 2007 com a utilização do modelo atmosférico ETA em três níveis de modelagem (33,10 e 3 km de resolução especial) com alcance de previsão de 78 horas.

– No mês de setembro de 2007, foram disponibilizados os primeiros produtos de avaliação estatística dos resultados do modelo High-resolution Regional Model (HRM) para a área do METAREA V. Esses produtos são gerados trimestralmente para possibilitar a identificação da confiabilidade, da tendência e da precisão dos resultados dessa modelagem.

– Ainda no mês de setembro foi aprovado pelo Conselho Técnico da DHN o “Planejamento 2007-2010 para confecção das Cartas Náuticas Eletrônicas”, abrangendo toda costa brasileira. Nesse planejamento foram projetadas metas para estabelecimento de um Banco de Dados Cartográfico e para produção de cartas a partir de dados lá inseridos.

– No mês de outubro de 2007 , durante a 83ª Reunião do Comitê de Segurança Marítima (MSC) da Organização Marítima Internacional (IMO), foi aprovada a implementação da primeira “Área a Ser Evitada” (Area To Be Avoided – ATBA) na região da Bacia Petrolífera de Campos.

– Ainda no mês  de outubro foi iniciada a modelagem hidrodinâmica com o modelo Princeton Ocean Model (POM) para a região costeira que cobre desde Salvador até Florianópolis. Essa modelagem gera produtos de elevação na superfície do mar e de correntes com alcance de previsão até 60 horas.

– Em 08 de novembro de 2007 foi incorporado à Marinha do Brasil, o Navio Hidroceanográfico “CRUZEIRO DO SUL”, em cerimônia realizada no Estaleiro Jurong SML PTE Ltda, em Cingapura. Assumiu, naquela ocasião, o Comando do Navio o Capitão-de-Fragata Hilbert Strauhs. O navio desloca 1716t (plena carga), tem 65,7m de comprimento total, 11m de boca e 4,7m de calado e foi construído no estaleiro Longvamek Verksted A/S, Noruega, sendo lançado ao mar em 1º de março de 1986. Originalmente construído como navio pesqueiro de alto-mar, foi convertido, em 1991, em navio de pesquisas sísmicas, quando seu comprimento foi aumentado de 59,7 para 65,7m. O navio iniciou sua viagem ao Brasil em 15 de dezembro.

O NHo “CRUZEIRO DO SUL” foi adquirido por meio do Convênio assinado em 2006 entre a MB e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com a finalidade de atender à comunidade científica brasileira para a concretização do Projeto Laboratório Nacional Embarcado – LNE. Esse projeto tem como propósito dotar o Brasil de mais uma plataforma de coleta de dados oceanográficos, incrementando o embarque de pesquisadores, professores e alunos, de forma sistemática e contínua, realizando atividades de pesquisa e desenvolvimento no ambiente marinho, contempladas no Plano Setorial para Recursos do Mar (PSRM), da Comissão Interministerial para Recursos do Mar (CIRM).

 

– No mês de dezembro de 2007, foi realizada a instalação de marégrafos digitais, do tipo radar e bóia digital, com transmissão de dados via GSM e satélite, nas estações da Ilha Fiscal (RJ), Santana e Ponta do Céu (AP).