1983-2002

   O início do ano de 1983 é caracterizado por fato auspicioso. No dia 5 de janeiro, o Navio de Apoio Oceanográfico “Barão de Teffé” fundeia nas proximidades da Ilha do Rei George, no Arquipélago das Shetland do Sul. Ocorre o desembarque e a Bandeira Brasileira é hasteada, pela primeira vez, no continente antártico. A 28 de fevereiro, o navio retorna ao porto do Rio de Janeiro. É levada a termo a primeira expedição científica brasileira à Antártica.

   Outro acontecimento histórico importante, relacionado à DHN, tem lugar no ano de 1983. Na data de seu aniversário, 2 de fevereiro, é realizada a transferência da Diretoria, da Ilha Fiscal para a Ponta da Armação, em Niterói. Preside a cerimônia de inauguração das novas instalações da DHN o Ministro da Marinha, Almirante-de- Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca.

Ainda em 1983, em 6 de dezembro, é incorporado ao Serviço da Armada o Navio Balizador “Tenente Castelo”.
   
    Marco importante da hidrografia do presente e do futuro assinala o início do ano de 1984. Em janeiro, é adquirida uma configuração de equipamentos de processamento eletrônico de dados, destinada à automatização cartográfica, à conta do Projeto de Cartografia Náutica Apoiada por Computador. Tal configuração é integrada por um computador VAX-11/780, unidades de fita e disco magnéticos, quatro estações grá ficas para trabalho equipadas com mesas de digitação, terminais alfanuméricos, impressoras e dois “plotters” de precisão, sendo um deles equipado com cabeça ótica de gravação.  

   Ocorrem novas incorporações à Marinha, de Navios Balizadores: o “Comandante Manhães”, em 15 de agosto de 1984 e o “Tenente Boanerges”, em 10 de abril de 1985, que integram-se às atividades de manutenção e apoio à Sinalização Náutica. E são criados, em outubro de 1985, também com a finalidade de apoio à Sinalização Náutica, os Serviços de Sinalização Náutica da Barra Norte do Rio Amazonas e do Nordeste, com sedes, respectivamente, nas cidades de Santana (Amapá) e São Luís (Maranhão).

   São realizadas, nos anos de 1984 e 1985, pelo “Barão de Teffé”, as operações Antártica II e Antártica III.     

     Em fevereiro de 1984 (Operação Antártica II), é realizado o primeiro levantamento hidrográfico na Antártica (Ilha do Rei George e Baía do Almirantado). Durante esse levantamento, foram utilizados, pela primeira vez, o equipamento rastreador MX-1502 e o distanciômetro óticoeletrônico DI-20. E se efetiva a instalação da Estação Antártica “Comandante Ferraz”. Em 20 de abril de 1985, é levada a termo a Operação Antártica III, iniciada em novembro de 1984. Nessa comissão, o “Teffé” dá apoio a importantes projetos científicos, à ampliação da Estação Antártica “Comandante Ferraz” e à implantação de refúgios nas Ilhas Nelson e Elefante.


Veja também:

A Presença Brasileira na Antártica


   Em 4 de novembro de 1985, é extinta a Comissão de Levantamentos do Rio Paraguai (COLEPA).

   No ano de 1986, são efetivadas as seguintes transferências de subordinação de Navios Balizadores para os Serviços de Sinalização Náutica: NB “Faroleiro Nascimento” para o Serviço de Sinalização Náutica do Leste (SSN-2); NB “Comandante Manhães” para o Serviço de Sinalização Náutica do Nordeste (SSN-3), com sede em Recife; NB “Faroleiro Arêas” para o Serviço de Sinalização Náutica do Norte (SSN-4);NB“Faroleiro Mário Seixas” para o Serviço de Sinalização Náutica do Sul (SSN-5), com sede em Paranaguá;NB “Comandante Varella” para o Serviço de Sinalização Náutica do Sul (SSN-5), com sede em Rio Grande; e do AvHi “Caravelas” para o Serviço de Sinalização Náutica do Oeste (SSN-6).

   Nesse mesmo ano, toma corpo, dentro do Projeto de Cartografia Náutica Apoiada por Computador, projeto-piloto que objetiva a construção da Carta Náutica 1710 – Da Ponta do Boi à Ilha da Moela, que utiliza o sistema de processamento gráfico, recém instalado.

   Ainda em 1986, é completada a harmonização para o sistema de balizamento marítimo da Associação Internacional de Sinalização Náutica (IALA) – Região Bravo, em todos os sinais náuticos do litoral brasileiro sob responsabilidade da MB.

   Em 1987, o Navio Hidrográfico “Sirius” realiza a primeira experiência hidrográfica utilizando, como sistema de posicionamento, o receptor MAGNAVOX 1107 – TRANSIT/Global Positioning System (GPS), nas proximidades do Cabo de São Tomé (carta 1500).

   Ainda em 1987, o Navio Oceanográfico “Almirante Câmara” inicia, no litoral do sul do Brasil, a primeira comissão de Levantamentos da Plataforma Continental Brasileira. Na área de cartografia, o destaque é a conclusão da 1ª carta especial de minagem e contramedidas de minagem, resultante do levantamento hidrográfico efetuado pelo Navio Hidrográfico “Taurus” e pelo Aviso Hidrográfico “Camocim”. Pela primeira vez, são utilizados os recursos de “hardware” e “software” do Projeto de Cartografia Apoiada por Computador. Na área de meteorologia, é iniciado o uso, operacional, de modelos de diagnósticos de análise meteorológica, em microcomputador.

   Em 5 de janeiro de 1988, o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) passa à subordinação daDHNe a sede histórica da Ilha Fiscal volta a pertencer à Diretoria de Hidrografia e Navegação. Ainda no mesmo ano, a bordo do Navio Oceanográfico “Almirante Saldanha”, fundeado ao largo da Ilha Rasa, realiza-se a cerimônia de lançamento ao mar dos restos mortais do Almirante Paulo de Castro Moreira da Silva, em cumprimento ao desejo expresso em carta lavrada naquele mesmo navio, aberta após seu falecimento, ocorrido em maio de 1983.

   Em 6 de junho de 1988, são incorporados ao Serviço da Armada e passados à subordinação da DHN, os Navios Oceanográficos “Antares” e “Almirante Álvaro Alberto”, incrementando de forma sensível a capacidade de realização de levantamentos hidrográficos e oceanográficos e, principalmente, de levantamentos geofísicos no mar, sob responsabilidade da DHN.

    Em 25 de novembro do mesmo ano, é transferida a subordinação do Navio Hidrográfico “Argus” e dos Avisos Hidrográficos“Itacurussá”, “Nogueira da Gama”, “Paraibano” e “Rio Branco” para o Serviço de Sinalização Náutica do Norte (SSN-4).

   Em janeiro de 1989, é desativada a Comissão de Levantamentos da Amazônia (COLAM).

   Em março de 1989, é executado, pelo Navio Hidrográfico “Sirius”, na Barra Norte do Rio Amazonas, o primeiro Levantamento Hidrográfico posicionado pelo Sistema GPS. São concluídas, na Antártica, pelo Navio de Apoio Oceanográfico “ Barão de Teffé”, as primeiras observações com o marégrafo de pressão de registro digital. Os dados, posteriormente processados pela DHN, são utilizados na redução da sondagem de atualização na Baía do Almirantado. Ainda nesse mesmo ano, é publicada a 1ª edição da carta 201 – Barra Norte do Rio Amazonas, tornando-se, esta, a primeira carta totalmente construída pelo Sistema de Cartografia Apoiada por Computador.

   Em 1989, é publicada uma atualização de um trecho da carta náutica 4107 A – Rio Solimões – De Manaus à Ilha de Marrecão, cujos detalhes topográficos, pela primeira vez, são atualizados a partir do processamento de uma imagem digital do sensor“Thematic Mapper” do Satélite Landsat.

    Após 56 anos e 23 dias de serviço, é realizada, em 6 de agosto de 1990, a Mostra de Desarmamento do Navio Oceanográfico “Almirante Saldanha”, histórico navio que prestou relevantes serviços à Marinha e à Hidrografia. Nesse mesmo ano, é criada, pela Portaria nº 005/90, a Superintendência de Navios, na Ilha Fiscal.

    Em 18 de janeiro de 1991, são realizadas, na Base Naval de Val-de-Cães, as Mostras de Desarmamento dos Avisos Hidrográficos “Nogueira da Gama” e “Itacurussá”; e, na Base Fluvial de Ladário, a Mostra de Desarmamento do Aviso Hidrográfico “Caravelas”. Em abril do mesmo ano, são realizadas, no molhe da Ilha Fiscal, as Mostras de Desarmamento do Aviso Hidrográfico “Camocim” e do Aviso de Pesquisa Oceanográfico“Suboficial Oliveira”; em julho, na Estação Naval do Rio Negro, ocorrem as Mostras de Desarmamento dos Avisos Hidrográficos “Paraibano” e “Rio Branco”.

   Ainda em 1991, são adquiridos pela DHN Sistemas Automáticos de Aquisição de Dados, a serem instalados nos Navios Hidrográficos “Sirius”, “Orion” e “Taurus”. Também, é adquirido o equipamento TIGRIS, capaz de realizar processamento de imagens digitais obtidas por sensoriamento remoto. Tais aquisições tornam a colocar a DHN no patamar dos mais avançados Serviços Hidrográficos.

   Em 19 de fevereiro de 1992, é transferida a subordinação do Navio Faroleiro “Almirante Graça Aranha” e dos Navios Balizadores “Mestre João dos Santos” e “Castelhanos”, do CAMR para a DHN.

   No 1º semestre do mesmo ano, o Navio Oceanográfico “Antares” realiza, pela primeira vez, com sucesso, medições de marés e correntes num período contínuo de trinta dias, por meio de equipamentos fundeados a uma profundidade de 60 metros, a cerca de 30 milhas da costa no litoral próximo à Ilha Grande. Também, nesse mesmo período, a DHN cria o PROCEN (Projeto da Carta Eletrônica de Navegação), cujo propósito é o desenvolvimento das especificações para a produção da Carta Eletrônica de Navegação, no Brasil.
  
   No final de 1992, é recebido o novo sistema de computação do BNDO, baseado em um computador VAX 6510, composto por uma configuração de “hardware” e “software” que permitirá a implementação da filosofia de banco de dados relacional.   Em 25 de março de 1993, é dada baixa do Serviço Ativo da Armada no Navio Oceanográfico “Almirante Álvaro Alberto”. Em 16 de dezembro de 1992, durante a Operação LEPLAC XI, o navio sofreu incêndio a 25 milhas da Ponta de Itapoã, na Lagoa dos Patos. Apesar dos esforços da tripulação do navio e de outras embarcações que vieram em seu socorro, o “Álvaro Alberto” veio a soçobrar às 1530 daquele mesmo dia.
  
   Em 13 de dezembro de 1993, é implantada a Biblioteca Central da DHN, fisicamente instalada no Departamento do BNDO, Ponta da Armação. Com um acervo bibliográfico que incorpora aproximadamente 10.000 volumes, constitui efetiva contribuição para o desenvolvimento científico-tecnológico das ciências do mar no País.

    Em 19 de abril de 1994, é incorporado ao Serviço da Armada, o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”. Em 23 de maio, o Navio de Apoio Oceanográfico “Barão de Teffé” é designado Navio Faroleiro.

   A Fundação para Estudos do Mar (FEMAR) e o Banco Real S/A associam-se à DHN, com o apoio do Serviço de Documentação da Marinha e, em 28 de setembro de 1994, é inaugurado o Espaço da Memória Histórica da DHN, localizado na Casa d’Armas da Ponta da Armação. Destaca-se, nesse Espaço, a Praça d'Armas do histórico ex-NE/NOc “Almirante Saldanha”(foto abaixo) , transferida em sua integridade e cuidadosamente remontada, com o espaço exterior representando o cais da Doca 11 de junho, com a Ilha Fiscal ao fundo. Por ocasião da inauguração, é assinado pelo Ministro da Marinha e pelo Diretor-Geral de Navegação, o 1º exemplar da carta da Baía de Maxwell, na Antártica.

   Em 31 de janeiro de 1995, na Base Naval de Portsmouth, Inglaterra, é realizada a Mostra de Armamento dos Navios Balizadores “Amorim do Valle” (H-35), “Jorge Leite” (H-36) e “Garnier Sampaio” (H-37), ocasião em que foram incorporados à Marinha do Brasil.

   No mesmo ano, o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” realiza sua primeira viagem à Antártica, ostentando a bandeira brasileira, com pleno sucesso; e é reconstruído o farol do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, importante marco de nossa soberania.

   Em 19 de julho de 1995, em substituição ao I Plano Cartográfico, que havia sido concluído em 1975, é aprovado o II Plano Cartográfico Náutico Brasileiro (II PCNB), que visa a adequar as cartas brasileiras de média e grandes escalas às especificações internacionais das cartas náuticas produzidas pelos Serviços Hidrográficos.

   De acordo com esse Plano, que tem previsão de término em 2010, a DHN construirá 8 novas cartas na escala 1:1.000.000, que substituirão as atuais cartas 40 a 90; e 26 cartas na escala de 1:300.000, que substituirão as atuais cartas da série 100 (100 a 2200).

    Em 28 de novembro de 1995, o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) deixa de subordinar-se à DHN e passa a integrar a cadeia de comando do Diretor-Geral de Navegação.

   Inicia-se, ainda em 1995, o projeto de cobrir toda a costa brasileira com estações de referências da rede DGPS em rádio-faróis, encerrado em 22 de maio de 1998, com a montagem da última estação, na Ilha Rasa. Inicia-se, também, a participação da Marinha, por meio da DHN e da SECIRM, no Programa de Levantamento do Potencial Sustentável dos Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva (REVIZEE), já tendo sido iniciada, pelo Navio Oceanográfico “Antares”, a coleta de dados da nossa costa.

  Em 26 de fevereiro de 1996, é realizada a Mostra de Desarmamento do Navio Hidrográfico “Taurus” e, em 7 de maio, o Navio Balizador “Jorge Leite” é redesignado como Navio Hidroceanográfico “Taurus”.

   Em 31 de outubro do mesmo ano, em substituição à Superintendência de Navios, é ativado o Grupamento de Navios Hidroceanográficos (GNHo), criado pela Portaria Ministerial nº 0323, de 2 de setembro de 1996.

   Em 7 de janeiro de 1997, é realizada a Mostra de Desarmamento do Navio Hidrográfico “Canopus”. Nos seus quase 39 anos de serviço, fez 3342 dias de mar e navegou 658.207, 21 milhas.

    No período de 24 março a 5 de julho de 1997, é realizado, pelo Navio Hidrográfico “Sirius”, o levantamento hidrográfico de aproximação ao Porto de Walvis Bay, por solicitação do Governo da Namíbia. Em setembro, é publicada a 1ª edição da carta 3931 – “Approaches toWalvis Bay”. Pela primeira vez, a DHN produz uma carta náutica para outro país.

  Ainda em 1997, são transferidas as subordinações do Navio Balizador “Garnier Sampaio” para o SSN-4 e doNavio Balizador “Amorim do Valle” para o SSN-5. Em 21 de janeiro de 1998, é lançada a 1ª bóia de fundeio oceanográfica/meteorológica pertencente ao Programa Piloto PIRATA/BR (00º00',67S e 035º02',85W), em local com profundidade superior a 5000 metros.

   Em 3 de abril desse mesmo ano, falece, no Rio de Janeiro, o Almirante-de-Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, insigne hidrógrafo e ex-Ministro da Marinha.

   Em junho de 1998, é concluído o levantamento hidrográfico do Arquipélago de São Pedro e São Paulo que proporcionou, em seguida, a montagem de uma estação científica para atender a um projeto conduzido pela CIRM, o Projeto Arquipélago. Em julho, é iniciada a previsão de ondas, apoiada em integração de modelos numéricos, até agora inédita no País, abrangendo a METAREA V, com período de validade de até 48 horas.

   Em novembro, é instalado no Navio Hidroceanográfico “Taurus” o sistema ecobatímetro multifeixe EM 1000, da SIMRAD, permitindo a sondagem não mais por meio de uma linha e, sim, de uma faixa do solo submarino.

   Em 17 de dezembro, é extinto o Centro de Sinalização Náutica e Reparos Almirante Moraes Rego (CAMR) e são criados o Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) e a Base de Hidrografia da Marinha em Niterói (BHMN), subordinados à DHN. No mesmo mês, é concluído, pelo Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, o levantamento hidrográfico da área norte da Ilha Elefante, na Antártica, utilizando o sistema OMNISTAR, de posicionamento por satélite.


   Em fevereiro de 1999, o Grupamento de Navios Hidroceanográficos (GNHo) ocupa suas atuais instalações no Complexo Naval da Ponta da Armação e as Instalações da Ilha Fiscal passam para o Serviço de Documentação da Marinha. Em julho, é concluído o 1º levantamento hidrográfico com a utilização do ecobatímetro multifeixe e o sistema de posicionamento RTK (“Real Time Kinematic” – Cinemática em Tempo Real), equipamento que garante, no terreno, precisão superior a 30cm, para dar origem à nova edição da carta 1205 – Baía de Cabrália e Porto Seguro, carta comemorativa do Descobrimento do Brasil – 500 anos. O ecobatímetro multifeixe passa a ser usado, rotineiramente, para pesquisa de perigos à navegação.

   Em24 de agosto de 1999, a bordo da lancha“Prático Dino Fernandes”, durante três horas, foi testado com êxito o então mais novo produto da DHN, a primeira Carta Eletrônica de Navegação (CEN) brasileira: a 1824 – Da Barra de Paranaguá a Antonina. Editada pela Diretoria, preenche rigorosamente os requisitos fixados pela Organização Hidrográfica Internacional (OHI), sendo o“estado da arte” em cartografia náutica; às CEN podem ser acoplados radares de navegação, GPS, ecobatímetros e outros equipamentos, constituindo, assim, formidáveis e revolucionários auxílios aos navegantes.

 
   Em 27 de dezembro de 1999, são ativados o Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) e a Base de Hidrografia da Marinha em Niterói (BHMN).
   
   No final da década de 90, é iniciada a implantação do programa de produção de cartas eletrônicas. A sinalização náutica se expande e assinala novos sistemas de auxílios à navegação. A DHN passa a dispor deumnúcleo de previsão numérica do tempo.

   Em 12 de janeiro de 2000, o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” conclui o levantamento hidrográfico para atualização da carta INT 9150 – Ilha Elefante e proximidades.

   A partir de 31 de março desse ano, a MB desvincula-se, em caráter definitivo, das tarefas de estabelecimento, manutenção e operação de balizamento dos canais de acesso e das bacias de evolução dos portos brasileiros, transferidos para as diversas Autoridades Portuárias.

   Em 17 de setembro de 2000, o Navio Faroleiro “Barão de Teffé” realiza, na costa do Rio Grande do Sul, o lançamento da 2ª bóia de fundeio do Programa Nacional de Bóias (PNBOIA). Este é o 1º lançamento de bóias de fundeio, realizado pelo navio.Em novembro, o CHM adquire 4 réguas maregráficas eletrônicas que permitem o envio de leituras de alturas de marés por acesso remoto por linha telefônica; a estação maregráfica da Ilha Fiscal será a primeira a ser equipada com esse novo equipamento. Em dezembro, o Navio Oceanográfico “Antares” termina a comissão REVIZEE NE IV, encerrando, assim, o ciclo de comissões do Programa.

 
 Em 10 de outubro de 2000, o Centro de Sinalização Náutica e Reparos Almirante Moraes Rego (CAMR) é reativado.

   Em 07 de dezembro de 2000, o Navio Balizador “Amorim do Valle” foi reclassificado como Navio Hidroceanográfico, passando à subordinação do Grupamento de Navios Hidroceanográficos (GNHo).

   Ainda no ano de 2000, o Conselho Técnico da DHN emite parecer sobre o Planejamento Estratégico da Diretoria, com um horizonte de 10 anos. Ainda que represente o acompanhamento do que vem acontecendo no âmbito da Organização Hidrográfica Internacional, engloba, no entanto, todas as diversificadas tarefas hoje cometidas à DHN. Nesse mesmo ano, é instituído o Sistema de Controle de Cobrança da Tarifa de Utilização de Faróis (SISTUF) que, mediante processamento eletrônico, permite, na DHN, acompanhar-se diretamente o trâmite externo dos atos administrativos e documentos contábeis pertinentes.

    As atividades hidrográficas referentes ao terceiro milênio, já realizadas ou em andamento, foram consideradas como pertencentes ao momento presente da DHN e não integram esta síntese histórica, que traz, em si, marcas de um passado ainda que recente. Há, no entanto, alguns eventos relacionados aos anos de 2001 e 2002 que,por se ligarem de forma duradoura ao futuro da DHN, serão evidenciados.

   É lançado, em 2001, o livro “Luzes do Novo Mundo”, divulgando a história dos faróis brasileiros e contribuindo para um incremento da mentalidade marítima. É iniciada, nesse mesmo ano, a emissão de Boletins de Previsão Especial em apoio à aviação de asa fixa, com validade de 48 horas, contendo informações de nível de congelamento, vento e temperatura para altitudes mais elevadas.

   São instaladas, em 2002, nas estações maregráficas da Ilha Fiscal e da Ponta da Armação, réguas eletrônicas desenvolvidas pela COPPE/UFRJ, dotadas de “Link” para transferência de dados em tempo real. É iniciada, nesse mesmo ano, a obra de construção do Píer da DHN para atracação de seus navios. Ainda em 2002, é obtida, em caráter preliminar, a renovação do currículo do Curso de Aperfeiçoamento em Hidrografia para Oficiais (CAHO) junto à Federação Internacional de Topógrafos (FIG), órgão filiado à Organização Hidrográfica Internacional (OHI), reconhecido como categoria “Alfa”, o que atesta a excelente qualidade do curso ministrado e permite aferir, dentro dos padrões internacionais, a formação acadêmica do Oficial Hidrógrafo, aguardando-se, apenas, a aprovação definitiva e a emissão do competente Certificado.

    Em 24 de julho de 2002, é realizada a Mostra de Desarmamento do Navio Faroleiro “Barão de Teffé”.

  Durante a XV Conferência Internacional da IALA, o Brasil é reeleito membro do Conselho da IALA para o período 2002-2006.

  No período de 22 de abril a 14 de maio, durante as comissões ARAEX-VI, AUSTRAL-02 e URUEX-02 realizadas pelo NAe “São Paulo”, é iniciada a transmissão para o mar, por HF “Gateway”, de produtos numéricos desenvolvidos para apoio meteorológico à aviação naval de asa fixa.

  A 10 de maio é instalada, na Estação Maregráfica da Ilha Fiscal, a 1ª régua eletrônica de marés, desenvolvida pela COPPE/UFRJ, que permite acessar de forma remota, via modem, os dados adquiridos.

  Em 24 de julho é procedida a Mostra de Desarmamento do Navio Faroleiro “Barão de Teffé”, com o navio atracado na BNRJ, em cerimônia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada. O navio contava, então, com 20 anos de serviço ativo incorporado à MB, tendo navegado 257.615,9 milhas em 2283,5 dias de mar.

  Em setembro, como parte do Projeto Cartas Temáticas de Fatores Físicos (CTFF) do PLADEPO, é publicada a 1ª versão digital das cartas para o trecho de Natal a Santos. As diversas cartas, que compõem o sistema, estão organizadas mês a mês e apresentam os seguintes parâmetros ambientais: temperatura média da superfície do mar; profundidade de camada; e gradiente térmico da termoclina.