Vice-Almirante Paulo Irineu Roxo Freitas

   Vice-Almirante Paulo Irineu Roxo Freitas (PIRF)

   Nasceu no Rio de Janeiro a 21 de abril de 1919, tendo falecida a 12 de março de 1989, na mesma cidade.

   Possuidor de elevadas virtudes morais e profissionais, sua carreira foi pontilhada de felizes iniciativas.

   Sob seu comando, o NHi Rio Branco cumpriu, em 1956, sua última comissão, a árdua campanha da barra norte do Amazonas, até então nunca demandada por navios de grande porte. Levantou, em meio a asperezas do ambiente e desafios técnicos, a foz do grande rio completando, com a publicação das cartas 201 e 210, o trabalho iniciado, em 1952, por Maximiano, então Capitão-Tenente. Abria-se à navegação numa área de reconhecida importância econômica.

    Em 1962, no comando da Flotilha do Amazonas, hidrografa parte da bacia fluvial, mercê de admirável persistência e seus críticos. Utilizando radar, agulha giroscópica e ecobatímetro, em seis meses produz croquis confiáveis, relativos a mais de 3.500 milhas. Conquista liberdade operativa para a Flotilha, no teatro de operações. Mais que isso, deixa patenteada a relevância estratégica da hidrografia, para o emprego do Poder Naval.

   Também se destacou pelo pensamento político, sendo autor, entre outros trabalhos de proposta de decreto, publicado em 1968, regulando a pesquisa no mar territorial na plataforma continental. Os princípios nele estabelecidos estão, hoje incorporados à Convenção das Nações Unidas.

   Hoje ele empresta seu nome ao Pier principal da DHN.