Diretoria de Hidrografia e Navegação ocupa assento em comitê diretor de projeto de construção de cartas náuticas

Notícias
quarta-feira, 8 Maio, 2019
Carta Global GEBCO da quinta edição (1973-1982)
 
O Capitão de Mar e Guerra (RM1) Rodrigo de Souza Obino, da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), foi nomeado para o Comitê Diretor do projeto General Bathymetric Chart of the Oceans (GEBCO), iniciativa conjunta da Organização Hidrográfica Internacional (OHI) e da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Unesco (COI), no período de novembro de 2019 a novembro de 2024. A nomeação foi anunciada pelo Secretariado da OHI aos seus Estados Membros, por carta circular datada de 24 de abril.
 
O GEBCO foi idealizado, em 1903, para a construção de um conjunto de cartas náuticas, cobrindo todos os oceanos e mares, a partir da compilação de dados batimétricos fornecidos voluntariamente pelos serviços hidrográficos. Após a criação da OHI, em 1921, a organização assumiu a responsabilidade pelo projeto. Em 1973, a direção do GEBCO passou a adotar uma estrutura com a presença de representantes da comunidade de oceanografia, indicados pela COI. Durante esse período, o projeto produziu cinco edições em papel de cartas GEBCO e, atualmente, disponibiliza o acesso a um atlas digital.
 
A DHN atua junto ao GEBCO há anos, seja com a participação de representantes no Comitê Diretor do projeto, nas décadas de 80 e 90, seja com a disponibilização de recortes de cartas em papel ou eletrônicas com profundidades a partir de 200 metros.
 
Atualmente, o Comitê Diretor do General Bathymetric Chart of the Oceans é composto por representantes da Austrália, Coreia do Sul, EUA, França, Itália, Japão, Noruega, Polônia, Reino Unido, Rússia e Suécia.
 
Na United Nations Ocean Conference, conferência da ONU, em 2017, o GEBCO e a Fundação Nippon anunciaram o programa Seabed 2030, com a proposta de recobrimento batimétrico total do fundo marinho até 2030, em apoio ao cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU de número 14. A iniciativa também visa a contribuir ainda mais para a compreensão da circulação oceânica, da previsão dos efeitos de tsunamis e eventos extremos, de traçado de rota de cabos e dutos submarinos.