Lema da Hidrografia

 

 

               

Foto Lema da Hidrografia

 

   Em 1977, durante a execução de uma comissão hidrográfica, o Comandante do Navio Hidrográfico “Sirius”, Capitão de Fragata Narcílio Reis, organizou um concurso interno de frases, que representassem a Hidrografia na Marinha do Brasil.

   Destacaram-se as seguintes frases: “Amar é sondar alucinadamente”, “Esse mar é meu”, “Continue a sondar” e “Navegar é preciso, hidrografar é indispensável”. A frase vencedora foi: "Restará sempre muito o que fazer...".

   Encerrada a comissão, o NHi “Sirius” atracou no cais da Ilha Fiscal com a frase escolhida pintada na chaminé por ambos os bordos.

   O Almirante Orlando Augusto Amaral Affonso, Diretor de Hidrografia e Navegação à época, determinou ao seu Assistente, o então Capitão de Corveta Marcos Augusto Leal de Azevedo, que anos depois também seria Diretor de Hidrografia e Navegação, que fosse a bordo e anotasse as dimensões das letras da frase, para que pudesse registrá-la, posteriormente, em um documento oficial.

   Recebendo a incumbência de estudar a origem da frase, o Comandante Leal de Azevedo constatou que o Almirante Levy Penna Aarão Reis, em discurso proferido durante a sessão solene comemorativa do Primeiro Centenário da Repartição Hidrográfica, em 2 de fevereiro de 1976, citou que, em 1873, o Ministro da Marinha, Conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, em relatório ao Governo Imperial, havia dito: “Restará ainda muito que fazer para a completa organização das nossas cartas marítimas”.

   Esta constatação foi determinante para que o Almirante Orlando Affonso endossasse a ideia do Comandante Narcílio e, em seu último memorando, assinado no dia 5 de janeiro de 1978, dia em que transmitiu o cargo de Diretor ao Almirante Luiz Carlos de Freitas, determinasse que a frase “Restará sempre muito o que fazer...”, lema da hidrografia, fosse pintada nas chaminés de todos os navios da Diretoria de Hidrografia e Navegação.