NPo Alte Maximiano

Explicação da Heráldica:

No chefe, o pavilhão de Ministro da Marinha lembra a honrosa investidura que coroou a carreira naval do ilustre Almirante-de-Esquadra MAXIMIANO EDUARDO DA SILVA FONSECA que, em cinco anos de administração, implementou mudanças e reestruturações que favoreceram em muito a Marinha do Brasil. No campo de prata, o quintante alude aos serviços hidrográficos prestados por ele à Marinha do Brasil.
 
Num pentágono formado de cabos de ouro e encimado pela coroa naval, campo de prata com quintante de preto, no chefe, pavilhão de Ministro da Marinha, na sua cor.
 
Missão:
O Navio será empregado prioritariamente em coletas de dados oceanográficos na Região Antártica, em apoio aos projetos científicos do Programa Antártico (PROANTAR), podendo ser utilizado tanto em Águas Jurisdicionais Brasileiras como em outras regiões da “Área”, com a finalidade de realizar levantamentos hidroceanográficos para a atualização de cartas e publicações náuticas, sem prejuízo às atividades do PROANTAR e apoio logístico à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF).
 

Histórico:

O Almirante-de-Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca Nasceu em São José das Taboas, Estado do Rio de Janeiro, em 6 de novembro de 1919. Tendo cursado a Escola Naval entre 1937 e 1941, mostrou especial entusiasmo pelas matérias ligadas à navegação, sendo assim a escolha de sua especialidade: a Hidrografia. Em 1952, na Amazônia, ainda sem dispor de equipamentos eletrônicos de posicionamento, o então Capitão-Tenente Maximiano realizou admiráveis trabalhos como Comandante do NHi Rio Branco, chefiando a comissão que executou o levantamento hidrográfico e produziu as cartas náuticas que permitiram a abertura do Canal Norte do Amazonas a navios de grande porte. Posteriormente, teve decisiva participação na escolha do equipamento de posicionamento Raydist, o qual, a partir de 1955, acelerou substancialmente a execução do Plano Cartográfico Brasileiro. Recebeu, em janeiro de 1958, como imediato, o NHi Sírius, construído no Japão. Em setembro do mesmo ano, assumiu o Comando do Navio, no qual voltou a realizar levantamento na Barra Norte do Rio Amazonas. No comando do NHi Canopus (1963) completou o levantamento da costa sul do Brasil e iniciou o dos Abrolhos. Como Comandante do CAMR (1966-1967), elaborou o planejamento para recuperação e melhoramento da sinalização náutica no Brasil que consubstanciou-se como o primeiro plano de longo prazo para a atividade, servindo de base para a elaboração da parte do Plano Diretor da Marinha pertinente à sinalização Náutica. No ciclo de Almirante, comandou o 1º Distrito no Rio de Janeiro (1975-1977), foi o Diretor-Geral de Material da Marinha (1977-1979), presidiu o Clube Naval, tendo sido empossado no Cargo de Ministro da Marinha no dia 15 de março de 1979. Neste ano, o já então AE Maximiano assumiu a pasta da Marinha. Na área da Hidrografia, além da incorporação de novos meios flutuantes, foram adquiridos novos equipamentos, notadamente o Sistema de Automação Cartográfica, que veio colocar a DHN no mesmo nível dos melhores serviços hidrográficos. Sua ação culminou com a transferência da DHN para a Ponta da Armação, o que vem permitindo, hoje, a contínua expansão da Diretoria e de suas organizações militares subordinadas. A Sinalização Náutica foi outro setor para o qual o ministro deu permanente atenção; ao deixar a pasta contávamos com 414 faróis e faroletes, destes, nada menos de 116 haviam sido acrescentados na sua gestão. Dentre os exemplares serviços que o Almirante Maximiano prestou à Marinha, à Hidrografia Brasileira e suas pesquisas, cabe ainda lembrar seu entusiasmo e apoio as Operações Antárticas, desde a aquisição do Navio Polar Thala Dan (Barão de Teffé 1982), seguida pela Primeira Expedição à Antártica e da instalação de nossa base na Ilha Rei George, por ocasião da Segunda Expedição. Ainda investido no cargo de Ministro, teve a iniciativa, e mesmo a tomada da decisão, em notáveis realizações, entre elas: - transferência do 5º Distrito Naval da cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, para a cidade do Rio Grande, em 1983; - criação do Comando Naval de Manaus; - transformação do projeto Cabo Frio em Instituto Nacional para os Estudos do Mar – Almirante PAULO MOREIRA – IEAPM; - implementação do Programa Nuclear da Marinha, com reflexos no desenvolvimento da comunidade científica e no progresso do Brasil; - participação da Mulher de forma pioneira nas Forças Armadas, com a criação do Corpo Feminino; e - decisão da construção no Brasil de submarinos convencionais. No comando da mais antiga instituição militar brasileira, soube fazê-lo com probidade e eficiência, e, que, sobretudo, soube compreender o sentido, a beleza e a importância da amizade, da fraternidade e da união para a construção de uma verdadeira sociedade democrática. Deixou o cargo de Ministro da Marinha em 22 de março de 1984. Neste mesmo ano, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande. O Almirante MAXIMIANO faleceu dia 09 de abril de 1998, no Rio de Janeiro. Ao Almirante MAXIMIANO, ajustam-se as palavras de Platão: " A habilidade é o talento de ver exatamente o fim de cada coisa." E isso ele revelava quando a maioria das pessoas em sua volta não via e, depois, aplaudia os fins alcançados. A história já começou a registrar a brilhante e generosa vida do Almirante MAXIMIANO FONSECA e sua contribuição para erguer nossa Nação à grandeza.
 

Nomes dos comandantes: 

CMG SERGIO RICARDO SEGOVIA BARBOSA

CMG NEWTON CALVOSO PINTO HOMEM

CMG JOSÉ BENONI VALENTE CARNEIRO

CMG CARLOS ANDRÉ CORONHA MACEDO

CMG PEDRO AUGUSTO BITTENCOURT HEINE FILHO

CMG JOÃO CÂNDIDO MARQUES DIAS

CMG ANDERSON MARCOS ALVES DA SILVA (ATUAL)