Ponta da Armação

  Casa d’Armas da Ponta da Armação

   Construído entre os anos de 1644 e 1666, na Ponta da Armação em Niterói, Estado do Rio de Janeiro, o edifício da Casa d’Armas da Ponta da Armação – de linhas austeras e nobres, olhando para a entrada da barra da baia de Guanabara, divisa a ilha da Boa Viagem, o Pão de Açúcar e o Corcovado – é um patrimônio histórico-naval brasileiro.

   A Casa d’Armas da Ponta da Armação destinava-se a abrigar as atividades pioneiras de desenvolvimento tecnológico autoctóne de sistemas de armas navais, para defesa dos interesses do País, na época em que os terrenos na Ponta da Armação sediavam o antigo Laboratório Pirotécnico, a Diretoria de Artilharia, a Diretoria de Torpedos, o Centro de Armamento e a Diretoria de Armamento da Marinha.


Fotografia de 1931. Aspectos do edifício do Museu, com escadaria e platibanda acrescentada em uma das reformas. In FERNANDES, Maria Augusta Evangelista (2002). Acervo da DHN
Fotografia de 1893, mostrando a Ponta da Armação, por ocasião da Revolta da Armada. In FERNANDES, Maria Augusta Evangelista (2002). Acervo da DHN.

 


Armação - Local em que se aparelhavam ou aprestavam navios para a pesca da baleia.
As armações foram comuns nos litorais baiano, fluminense, paulista e catarinense.


Localização do Casario Histórico da Ponta da Armação, Niterói (baía de Guanabara - século XVII). Na época, o local era utilizado para processamento dos subprodutos das baleias.

Painel elíptico "Pesca da Baleia", de Leandro Joaquim. Óleo sobre tela (112cm x 131cm). cerca de 1875, apresentando ao fundo e à esquerda o Complexo da Ponta da Armação na época. Museu Histórico nacional. Fotografia Luiz Carlos Miguel. Acervo da DHN.
Detalhe da obra "Pesca à Baleia" de Leandro Joaquim, em obra anteriormente citada. Hoje os edifícios integram o complexo da Ponta da Armação. Banco de Imagens DHN.
Detalhe da obra "Pesca à Baleia" de Leandro Joaquim, em obra anteriormente citada. Hoje os edifícios integram o complexo da Ponta da Armação. Banco de Imagens DHN.
Série "Pesca à baleia" - Ilustração do século XVIII. In FERNANDES, Maria Augusta Evangelista (2002). Acervo da DHN.
 Trecho aparente da parede da Casa d´Armas, demonstrando a argamassa feita com óleo de baleia, usado como cimento nas épocas colonial e imperial. In FERNANDES, Maria Augusta Evangelista (2002). Acervo da DHN.

A Canção da Velha Âncora

Eu sou uma velha âncora esquecida ...
Um velho Almirantado
Numa sucata de ilha, abandonado,
Vestido de ferrugem.

Trago, ainda, nos braços, a salsugem
dos mares mais longínquos dêste mundo,

E já sondei o fundo, mais profundo,
d´alma azul do oceano...

Muita vez conduzida a todo o pano
Beijei-lhe a face líquida e enrugada e,
suspensa e oscilante, fui lágrima de
ferro pendurada nos olhos de escovéns
de um brigue errante!

Onde estará meu barco? Onde? Em que
pôrto adormeceu para esquecer a vida?

Tudo rolou para um passado morto ...

E eu sou uma velha âncora esquecida!

Nélson de Araújo Lima