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  • Publicado em 09/09/2026 - 14:33
  • Atualizado em 09/09/2026 - 14:33
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CA(EN) OCTAVIO TAVARES JARDIM



 

O Contra-Almirante, Engenheiro Naval, Octávio Tavares Jardim nasceu no Rio de Janeiro, em 4 de setembro de 1871.

Ingressou na Escola Naval como Aspirante a Guarda-Marinha, em 7 de março de 1888, sendo declarado Guarda-Marinha em 24 de novembro de 1890, sendo confirmado neste posto em 31 de março em 1892.

Foi promovido a Segundo-Tenente Sub-Engenheiro Naval de 2ª classe (Especialidade Máquinas a Vapor), em 21 de outubro de 1892 e a Primeiro-Tenente Sub-Engenheiro Naval de 1ª classe em 29 de outubro de 1894.

No período entre 1892 e 1894, realizou o curso de Engenharia Civil, com subespecialização em construção civil, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, posteriormente chamada de Escola Nacional de Engenharia, denominações da atual Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Foi promovido a Capitão-Tenente Engenheiro Naval de 3ª classe, por merecimento, em 3 de janeiro de 1906, posto este que passou a denominar-se Capitão-de-Corveta Engenheiro Naval em 6 de fevereiro do mesmo ano, pelo Decreto Presidencial nº 5.882, que alterou as denominações dos postos na Marinha do Brasil, criando, na mesma data, o posto de Capitão-de-Corveta.

No período entre 1892 e 1894, realizou o curso de Engenharia Civil, com subespecialização em construção civil, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, posteriormente chamada de Escola Nacional de Engenharia, denominações da atual Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Foi promovido a Capitão-Tenente Engenheiro Naval de 3ª classe, por merecimento, em 3 de janeiro de 1906, posto este que passou a denominar-se Capitão-de-Corveta Engenheiro Naval em 6 de fevereiro do mesmo ano, pelo Decreto Presidencial nº 5.882, que alterou as denominações dos postos na Marinha do Brasil, criando, na mesma data, o posto de Capitão-de-Corveta.

Em 17 de dezembro de 1913, foi promovido por merecimento a Capitão-de-Fragata e, em 3 de junho em 1914, a Capitão-de-Mar-e-Guerra Graduado, sendo promovido ao posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra, também por merecimento, em 22 de dezembro de 1915.

Em 23 de junho de 1920, foi promovido a Contra-Almirante Graduado, sendo finalmente promovido ao posto de Contra-Almirante em 23 de maio de 1921, quando foi nomeado Chefe do Corpo de Engenheiros Navais e Inspetor de Engenharia Naval, na mesma data, atingindo o mais alto posto previsto em lei, à época, para oficiais do Corpo de Engenheiros Navais.

Casou-se com a Senhora Violeta Monteiro de Azevedo Jardim, com quem teve uma filha, a Senhora Yone Jardim.

Desempenhou com proficiência várias comissões no país e no estrangeiro, na sua especialidade, tendo sido Inspetor de Máquinas na Construção de Navios na Europa nos primeiros anos do século XX.

Foi o primeiro Diretor de Engenharia Naval, em decorrência da alteração administrativa introduzida na organização do Ministério da Marinha em 5 de dezembro de 1923, que modificou a denominação da Inspetoria de Engenharia Naval, tendo seu Regulamento, já com esse novo nome, entrado em vigor em 17 de setembro de 1924.

Exerceu ainda a presidência do Clube Naval no período de 11 de junho de 1922 a 11 de junho de 1923, quando foi celebrado o centenário da Independência.

Passou o cargo de Diretor de Engenharia Naval em 13 de agosto de 1931, assumindo, logo após, em 22 de agosto de 1931, o cargo de Diretor Técnico das Obras do Novo Arsenal de Marinha da Ilha das Cobras.

Foi transferido para a Reserva de 1ª Classe em 10 de março de 1932, continuando no cargo de Diretor Técnico das Obras do Novo Arsenal de Marinha até 18 de novembro de 1938.

Durante seu período na Reserva, em que exercia o cargo de Diretor Técnico das Obras do Novo Arsenal de Marinha, foi autorizado, em 1934, a executar os trabalhos da ponte de ligação entre a Ilha do Governador e o continente.

Foi reformado em 15 de fevereiro de 1940.

Recebeu muitos elogios e louvores, sendo possuidor das medalhas do Serviço Militar de Ouro, da Ordem do Mérito Naval no grau de Grande Oficial e da Medalha da Vitória.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 10 de dezembro de 1941, aos 70 anos de idade.

Em homenagem ao ilustre Chefe Naval, o Ministro da Marinha Almirante-de-Esquadra Adalberto de Barros Nunes, por meio do Aviso Ministerial nº 876, de 20 de setembro de 1973, decidiu alterar a denominação do "Dique Guanabara" — primeiro dique construído no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, entre 1824 a 1861, originalmente batizado de "Dique Imperial"— para "Dique Almirante Jardim".

O Almirante Octavio Tavares Jardim será homenageado por intermédio de sua bisneta, a Senhora Vera Beatriz Jardim Saião Barros, presente nesta cerimônia.


 

Rio de Janeiro, RJ.
Em 17 de setembro de 2013.


 

NOTA: Biografia lida por ocasião do 89º Aniversário da Diretoria de Engenharia Naval.