Navio Patrulha Fluvial Classe Roraima

MISSÃO

O Navio-Patrulha Fluvial Classe "Roraima" tem por missão principal patrulhar o rio Amazonas e seus afluentes, controlar o tráfego aquaviário e projetar o poder naval na Amazônia Ocidental. Sua missão secundária, mas não menos importante, é a de levar atendimento médico-odontológico às populações ribeirinhas, bem como prestar apoio a essas populações em casos de emergência, realizar inspeção naval e participar de operações de busca e salvamento, onde e quando for preciso.

HISTÓRICO

No Comando da Flotilha do Amazonas existem três Navios-Patrulha Fluvial Classe "Roraima": “Roraima”, “Rondônia” e “Amapá”.

O Navio-Patrulha Fluvial “Roraima” é o primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar este nome, em homenagem ao antigo território de Roraima, localizado no extremo Norte do Brasil. Foi construído pelo estaleiro MacLaren Estaleiros e Serviços Marítimos S/A., em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, e seu projeto se deve ao Engenheiro Naval Jorge A. M. Vasques. Foi lançado ao mar em nove de novembro de 1972, tendo como madrinha a Sra. Ruth Rademaker, esposa do então Vice-Presidente da Republica, Almirante-de-Esquadra Augusto Hamann Rademaker Grünewald. Foi submetido à Mostra de Armamento e incorporado em 21 de fevereiro de 1975.

O Navio-Patrulha Fluvial “Rondônia” é o primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar este nome, em homenagem ao antigo território de Rondônia, localizado na região Norte, limitando-se ao Norte pelo Estado do Amazônia, a Oeste e a Sul pela Bolívia e a Leste pelo Estado do Mato Grosso. Foi construído pelo estaleiro MacLaren Estaleiros e Serviços Marítimos S/A., em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Foi lançado ao mar em 13 de junho de 1975, tendo como madrinha a Exª. Esposa do Almirante-de-Esquadra Franscico Simas de Alcântara, que na época, exercia o cargo de Chefe do Estado Maior da Armada. Foi submetido à Mostra de Armamento e incorporado em 03 de dezembro de 1975.
 
O Navio-Patrulha Fluvial “Amapá” foi construído no estaleiro MacLaren, Niterói, RJ, fruto de um projeto do Engenheiro Naval JORGE A. E. VASQUES, com grande índice de nacionalização de equipamentos e sobressalentes. As características do navio são adequadas para a navegação fluvial e ao clima da região amazônica. Foi lançado ao mar em 10 de março de 1974 e entregue pelo estaleiro à Marinha em 05 de novembro de 1975.
O “AMAPÁ” foi incorporado à Armada em 12 de janeiro de 1976, partindo em fevereiro de 1976 para Manaus, onde passou à subordinação da Flotilha do Amazonas em maio do mesmo ano.

MASCOTES

O Navio-Patrulha Fluvial “Roraima” é conhecido carinhosamente como “O Águia do Amazonas” em virtude da águia vermelha armada de preto representanda um dos atributos do brasão da família Almada conforme a heráldica do Navio.

O Navio-Patrulha Fluvial “Rondônia” é conhecido carinhosamente como “O Papa Milhas da Amazônia”. Faz alusão ao desenho animado, em que o papa léguas destaca-se pela velocidade, astúcia e inteligência com que tratava seus adversários, tornando impossível capturá-lo. Sendo assim, fazendo alusão a esse personagem, criou-se o Papa Milhas, que agilmente navega os rios da Amazônia em prol de cumprir suas missões.    

O “Patrulheiro da Amazônia”, mascote do NPaFlu “Amapá”, representa o sentimento guerreiro do Navio, espelhando em sua tripulação a garra e atitude. Remete a imagem do “Papagaio da Amazônia” que tem como característica natural de defesa, o silêncio, além do seu voo observador sobre os rios da Amazônia, simbolizando assim as ações do Navio em suas patrulhas; Remete também ao personagem “Zé carioca”, desenho que “Walt Disney” criou em homenagem ao Brasil, mostrando o carisma brasileiro. Patrulhar, proteger e integrar, é o lema do Navio, muito bem representado nesta ave que é intrínseca da nossa Amazônia.

HERALDICAS

Na linguagem nativa, Roraima significa “Mãe dos ventos”, devido a permanente ventilação do “Cruviana”, que dá aquela região o melhor clima.
No brasão do navio destacam-se a figura do Monte Roraima, com 2.875 metros de altitude, um dos pontos mais elevados do pais. A águia vermelha armada de preto representa um dos atributos do brasão da família Almada que memoram o Coronel Manuel da Gama Lobo D Almada demarcador de fronteiras a quem se deve a definitiva integração ao Brasil da região atualmente ocupada pelo estado de Roraima.

O campo verde evoca a vasta floresta pluvial que cobre imensa parcela do estado, a cota d´armas, de ouro, lembra a ação civilizadora do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958), cognominado de “bandeirante do século XX”, ao mesmo tempo em que a espingarda, de prata, com o cano voltado para baixo, e a seta, também de prata, partida ao meio, aludem a ação pacificadora e respeito à vida do silvícola, que caracterizam as ações do Marechal. A faixa e ondulado de azul e prata, reporta-se, pelo seu esmalte clássico, à Marinha, à qual pertence o navio, alude também às três importantes vias fluviais do estado: Rios Madeira, Mamoré e Guaporé, fundamentais ao seu desbravamento desde o século XVIII.

No campo de prata, o Amapá, na sua cor, aludindo à árvore que deu o topônimo ao Estado em apreço, evoca o próprio nome da belonave. No chefe em azul, a esfera armilar, de ouro, esmalte e atributo do brasão do Barão do Rio Branco, lembra o feliz resultado da célebre questão da Guiana Francesa, na qual foi advogado dos direitos do Brasil o ilustre diplomata; seus profundos conhecimentos históricos cartográficos, grandemente apoiados nos estudos anteriores de Joaquim Caetano da Silva, levaram o Presidente da Suíça, árbitro da questão, a proferir a sentença de 1900, que definitivamente integrou ao país aquela importante parcela do seu território.

CARACTERÍSTICAS

Batimento de Quilha: 10 de janeiro de 1973
Lançamento: 13 de junho de 1973
Incorporação: 03 de dezembro de 1975
Deslocamento: 340 ton. (padrão) e 364 ton. (carregado).
Dimensões: 46,30 m de comprimento, 8,45 m de boca e 1.80 m de calado máximo.
Propulsão: dois motores Volvo Penta a diesel gerando 2.200Hp, acoplados a dois eixos.
Velocidade: cruzeiro de 11 nós e máxima de 17 nós.
Raio de Ação: 6.000 milhas náuticas à 11 nós, com autonomia de 30 dias.
Armamento: 1 canhão Bofors L/70 de 40 mm; 2 metralhadoras Oerlikon 20 mm; 6 metralhadoras 12.7 mm (.50) e 2 morteiros de 81 mm.
Sensores: 2 radares de navegação.
Tropa e Equipamentos: pode transportar fuzileiros navais, sendo equipado com duas LAR - Lancha de Ação Rápida. É dotado também com consultório médico e dentário, além de enfermaria.
Tripulação: Comandante e 4 oficiais; 13 suboficiais e sargentos; e 38 cabos marinheiros.