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  • Publicado em 07/01/2026 - 15:08
  • Atualizado em 07/01/2026 - 15:31
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Marinha e entidades da indústria, comércio e pesquisa unem esforços na criação no Cluster Naval do Amazonas

Marinha e entidades da indústria, comércio e pesquisa unem esforços na criação no Cluster Naval do Amazonas

 

A Marinha do Brasil (MB) uniu esforços a diversas entidades civis da indústria, comércio e pesquisa e efetivou a criação do Cluster Naval do Amazonas, nesta segunda-feira (29), na cidade de Manaus-AM. A iniciativa é voltada a fomentar o desenvolvimento econômico, tecnológico e social da região amazônica, com ênfase no fortalecimento da indústria naval.

O Comandante do 9º Distrito Naval, Vice-Almirante João Alberto de Araujo Lampert, ressaltou que, atualmente, o Estado do Amazonas figura como o segundo maior polo industrial do Brasil, o que destaca ainda mais a relevância da iniciativa para a região amazônica.O Cluster Naval é um modelo já consagrado em algumas partes não só do Brasil, como do mundo, um arranjo produtivo local. E aqui na Amazônia vai ser de grande relevância, pois a vida nessa região do país depende principalmente da navegação e dos rios. É um momento em que a gente junta esforços de maneira sinérgica, para buscar soluções, pesquisa, inovação, desenvolvimento e negócios, ou seja, soluções mais precisas para promover o desenvolvimento sustentável da região”.


 

 

Vice-Almirante João Alberto de Araujo Lampert realiza assinatura do Estatuto do Cluster Naval do Amazonas

 Imagem: Sargento Gustavo

 

Nesta segunda-feira, a solenidade de assinatura do Estatuto do Cluster Naval do Amazonas foi realizada a bordo do Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Saboia”, do Comando em Chefe da Esquadra, que encontra-se atracado no Porto de Manaus.

Além do Comando do 9º Distrito Naval, o Estatuto foi assinado por representantes de oito instituições: Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM); Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM); Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM); Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus); Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Sindicato dos Armadores (SINDARMA); Associação Brasileira para a Navegação Interior (ABANI); e Sindicato da Indústria da Construção Naval do Estado do Amazonas (SINDNAVAL).

Integração para o desenvolvimento regional

O Cluster Naval do Amazonas tem como propósito fomentar setores ligados à economia fluvial e marítima, segurança da navegação nos rios amazônicos, inovação, pesquisa científica, empreendedorismo e fortalecimento da indústria regional. A iniciativa segue o modelo de cooperação entre Estado, empresariado e academia — conhecido como “Tripla Hélice” — e busca potencializar investimentos, estimular cadeias produtivas, promover qualificação profissional e incentivar a internacionalização das empresas ligadas à Base Industrial de Defesa.

Entre os objetivos institucionais, destacam-se a conscientização sobre a importância da defesa das águas nacionais, o incentivo à mentalidade marítima e fluvial, a difusão do poder marítimo como indutor do desenvolvimento socioeconômico, além da atração de investimentos e geração de emprego e renda na região.



 


Reitora da UFAM, professora Tanara Lauschner – Imagem: Sargento Gustavo 

 

        A reitora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), professora Tanara Lauschner, destacou a importância da cooperação multisetorial. “Esse caráter multisetorial é fundamental. Estado, empresas e universidades, cada um com sua especialidade e visão, ao se unirem, produzem soluções mais completas. Nossa contribuição será sobretudo em pesquisa, desenvolvimento e inovação, aproximando a produção acadêmica das demandas práticas das instituições envolvidas, o que certamente resultará em avanços para toda a região”, afirmou um dos signatários.   Com a assinatura do Estatuto, o Cluster Naval do Amazonas consolida um espaço permanente de articulação entre Marinha, indústria, comércio e instituições de ensino e pesquisa, visando ao fortalecimento da mentalidade marítima, ao desenvolvimento socioeconômico e ao uso sustentável das potencialidades dos rios amazônicos em benefício da sociedade brasileira.

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