Marinha do Brasil realiza Cursos de Formação de Aquaviários em comunidades indígenas do Alto Solimões

Cerimônia de Formatura de Aquaviários em comunidade indígena
 

  • Desde o dia 21 de setembro, a Capitania Fluvial de Tabatinga (CFT), organização militar subordinada ao Comando do 9º Distrito Naval, está promovendo o Projeto “Capitania Itinerante” com a realização de cursos de Formação e de Adaptação de Aquaviários, além de ações de fiscalização e serviços de regularização documental de condutores e embarcações na região do Alto Solimões.
  • Durante o projeto, foram contempladas comunidades indígenas localizadas nos municípios de São Paulo do Olivença (AM), Santo Antônio do Içá (AM) e Jutaí (AM). As solenidades de formatura concluíram um ciclo que soma mais de 20 cursos profissionais marítimos, sendo que destes, 08 cursos realizados em comunidades indígenas, formando cerca de 250 indígenas como novos profissionais Aquaviários do 2º Grupo – Fluviários. Os cursos ministrados foram concebidos pela Autoridade Marítima para atender a necessidade de habilitar tripulantes para embarcações propulsadas empregadas em toda a Amazônia.
  • “O ambiente amazônico é caracterizado pelas grandes distâncias e ausência de estradas, os rios são a única alternativa viável de locomoção. Em todas as localidades de nossa jurisdição há embarcações engajadas no transporte de cargas e passageiros, sendo imprescindível que haja também aquaviários formados para conduzir e tripular essas embarcações. Por isso levamos os cursos às comunidades ribeirinhas e indígenas, pois para a maioria não seria possível frequentar cursos na sede da Capitania, em Tabatinga”, afirmou o Capitão dos Portos de Tabatinga, Capitão de Fragata Ricardo Sampaio Bastos.
  • Os Cursos de Formação de Aquaviários nas regiões mais afastadas na Amazônia representam um esforço da MB para fortalecer as comunidades indígenas, capacitando-as para desempenhar um papel fundamental na proteção e desenvolvimento sustentável desta vasta região. “É muito importante para todos nós a Marinha vir aqui fazer esses cursos, porque tudo que fazemos é através das “rabetas”, para pescar, para ir para outros locais, tudo é através dos rios”, afirmou Luciana Costodio, Cacique da Comunidade de Campo Alegre.
     
  • Impacto nas comunidades
  • A Formação tem um impacto profundo na região, oferecendo oportunidades de emprego e geração de renda para alunos, fortalecendo a sua capacidade de proteger e preservar o meio ambiente, no trabalho desenvolvido contra a poluição hídrica, além da proteção da salvaguarda da vida humana, trabalhada diariamente nas aulas como na instrução da utilização dos coletes salva-vidas para os tripulantes e passageiros.
     
  • Presença da Autoridade Marítima
  • Além das ações do Ensino Profissional Marítimo, a Capitania Fluvial de Tabatinga continuará realizando serviços de atendimento aos aquaviários e ações de fiscalização do tráfego aquaviário nos municípios de Jutaí, Tonantins, Amaturá, Santo Antônio do Içá e São Paulo do Olivença, e respectivas comunidades adjacentes, até o dia 10 de outubro, somando-se mais de 700 milhas navegadas, cerca de 1.200 quilômetros.
  • Os militares continuam no trabalho de orientação e conscientização das tripulações das embarcações, com relação à segurança da navegação e prevenção da poluição hídrica. A previsão é que, até o final da missão, sejam realizadas mais de 1 mil ações, com a regularização das embarcações e dos aquaviários com os serviços cartoriais e atividades de Segurança do Tráfego Aquaviário através das abordagens da Inspeção Naval, além das notificações e apreensões já realizadas.

​Agência Escola Flutuante Multirum III navegando no rio Solimões a caminho dos municípios para atendimentos

 

Militares da Marinha do Brasil realizando atendimento a aquaviário