Marinha do Brasil comemora Dia do Marinheiro

25/12/2021

O dispositivo de formatura ao fundo, Comandante da Marinha discursa ao público

No dia 13 de dezembro, comemora-se o Dia do Marinheiro. A data alude ao nascimento e aniversário do Patrono da Marinha do Brasil, Joaquim Marques Lisboa — o Marquês de Tamandaré. A data foi celebrada em cerimônia militar no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, com imposição da Medalha Mérito Tamandaré e desfile militar.

O Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, em suas palavras ao público destacou que a história do Brasil está intrinsecamente associada à de sua Marinha. Ressaltou a obra e o legado do “grande brasileiro que foi o Almirante Tamandaré” para as gerações de marinheiros, fuzileiros navais e servidores civis, os quais têm em seu patrono o exemplo maior de dedicação ao serviço à Pátria. Destacou o entendimento do próprio Tamandaré do que seja a honra, “misto de brio e de valor”, “sentimento avançado do nosso patrimônio moral”, com o intuito de dirigir-se aos “homens e mulheres” da Marinha, que, nas palavras do Almirante Garnier, “desde muito jovens aprendem o necessário equilíbrio entre a cautela de quem vê nuvens pesadas e prepara-se para enfrentá-las, e o sereno otimismo dos que se reconhecem capazes de superar os desafios”.

O Comandante da Marinha ressaltou ainda que a Amazônia Azul é fonte de imensas riquezas em recursos naturais e biodiversidade — nela estão mais de 90% de nossas reservas de petróleo e gás natural — e que suas linhas de comunicações representam a quase totalidade de nosso comércio exterior. Enfatizou o reconhecimento da Marinha do Brasil por parte da sociedade brasileira, bem como a importância da missão da Marinha na defesa de sua soberania, em especial do seu papel como guardiã da “Amazônia Azul” (com área marítima de 5,7 milhões de quilômetros quadrados) e sua projeção externa, que se estende da África à Antártica no Atlântico Sul.

Citou o papel assistencial da Marinha às populações isoladas, como as ribeirinhas da Amazônia e do Pantanal ou vítimas de calamidades, como a que estava ocorrendo no sul da Bahia enquanto transcorria a cerimônia.

Relacionou os principais projetos ora em desenvolvimento, a despeito de toda a sorte de dificuldades pelas quais o Brasil atravessa, a exemplo do sistema de gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), esforço estratégico para ampliar a proteção do patrimônio marítimo brasileiro; do Programa de Desenvolvimento de Submarinos; e do Programa de construção no país das Fragatas “Classe Tamandaré”, dentre outros que resultarão no incremento da capacidade operacional da Marinha, além da alavancagem tecnológica da indústria nacional e na geração de empregos diretos e indiretos aos brasileiros.

Como marco da dedicação total ao serviço da Pátria, foi entregue na cerimônia, in memoriam, a Medalha Mérito Tamandaré ao Capitão de Fragata Aviador Igor Simões Bastos. O militar faleceu a serviço da Marinha, após acidente em 2016, que lhe abreviou prematuramente a carreira. Em seu lugar, receberam a distinção o pai, senhor Celso Rubens Brochado Bastos, o irmão, Capitão de Corveta Intendente da Marinha Léo Simões Bastos, a senhora Juliana Paradelo Peixoto e seus filhos, Pedro e Bruno.

Entre os presentes e agraciados, estiveram autoridades de diversos entes federados, esferas de governo e demais forças singulares.

A Medalha Mérito Tamandaré foi criada pelo decreto nº 42.111, de 20 de agosto de 1957, que se destina a agraciar autoridades, instituições e personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que se hajam destacado por relevantes serviços prestados na divulgação e no fortalecimento às tradições da Marinha do Brasil.