Médicas da Marinha encontram casos suspeitos de câncer de mama durante Ação Cívico-Social em Santarém-PA

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Profissionais da área de saúde auxiliam no exame de mamografia

Durante a Ação Cívico-Social (Aciso) realizada pela Marinha do Brasil em Santarém, no Oeste do Pará, uma equipe multidisciplinar de médicos, dentistas, enfermeiros e demais profissionais atenderam cerca de 600 pessoas entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro. Um dos propósitos da Operação “Educação na Hidrovia I” é levar assistência hospitalar a comunidades carentes.

Foi durante os atendimentos que médicas da Marinha encontraram suspeitas de câncer de mama em quatro das 164 pacientes que fizeram exames de mamografia no Navio Auxiliar Pará (NA Pará), onde estão sendo realizados os atendimentos.

A médica oncologista do Hospital Naval de Belém (HNB), Capitão-Tenente Juliana Ramos Chaves, explicou que as mamografias realizadas no NA Pará foram imediatamente analisadas durante as consultas e os casos suspeitos foram encaminhados para a clínica particular Oncológica do Brasil, parceira da Marinha na Aciso em Santarém. “As pacientes já saíram daqui com tudo direcionado para concluírem o diagnóstico e iniciarem tratamento especializado”, disse.

Após fazer o exame, a dona de casa Maria Áurea Pereira Pinheiro, de 74 anos, foi diagnosticada com suspeita de câncer de mama. “A notícia não é boa, mas é um privilégio termos esses médicos aqui para cuidar da gente. Agora, vou procurar a clínica indicada e iniciar o tratamento”.

Maria de Nazaré Nunes, 47 anos, moradora da cidade de Belterra, percorreu 93 quilômetros para receber atendimento da Marinha em Santarém. Há um ano, ela fez uma cirurgia de retirada total do útero, devido a problemas com miomas, cistos e endometriose, e precisa de acompanhamento médico regular. “É muito complicado depender dos serviços em postos de saúde, os hospitais estão sempre lotados e com pouca disponibilidade para fazer exames. Vale a pena vir de longe para receber atendimento aqui. Em um único dia, fiz exames e conversei com médicos”, disse.

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