CIABA COMEMORA O DIA DA VITÓRIA

 

 

  Oito de maio de 1945. Na Capital da República e nas principais cidades do País, a população ocupava as ruas, tomada por um sentimento de regozijo pela vitória das forças aliadas. Já se passaram sessenta e seis anos, mas os feitos então realizados  continuam vivos e lembrados, como símbolo da vocação democrática e síntese dos valores de nossa gente.

     Em coerência com nossa tradição conciliadora e pacífica, a orientação política havia mantido o País afastado da guerra até meados de 1942, mas, uma vez configurada a agressão representada pelo torpedeamento de nossos navios mercantes, o governo decidiu pelo único caminho admissível em defesa dos interesses nacionais: a participação direta no esforço militar de guerra. A Nação mobilizou-se e, com coragem e nobreza de propósito, levou o seu apoio aos aliados, cuja situação, naquela época, era crítica, com a França vencida, a Inglaterra atacada e os Estados Unidos ameaçados no Pacífico. Apesar das dificuldades de toda ordem, os sucessos da Força Expedicionária, do 1º Grupo de Aviação de Caça e da 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação de Patrulha da Força Aérea Brasileira e pelas Marinhas de Guerra e Mercante no Atlântico Sul, comprovaram a determinação brasileira..

    Neste aniversário do Dia da Vitória, reverenciamos a memória e prestamos um justo tributo de respeito a todos aqueles que enfrentaram o combate e, sobretudo, a todos os que perderam suas vidas a serviço do Brasil. Entretanto nossa homenagem não deve ser dirigida apenas a eles, mas a toda a população, que soube superar patrioticamente as agruras da guerra e incentivou, acompanhou e festejou com entusiasmo a ação das Forças Armadas brasileiras.

     Soldados, aviadores e marinheiros!

    Vivemos hoje dias de paz e nada nos indica que essa paz virá a ser ameaçada no futuro breve. É natural, portanto, que até mesmo as Forças Armadas reconheçam e afirmem, com toda a sociedade, de que são parte, que a busca do aperfeiçoamento democrático e a do desenvolvimento econômico e social é, atualmente, o instrumento mais sensível da construção do Brasil que todos almejamos.

   Contudo, como nos ensina a história, é preciso não esquecer que a defesa dos interesses do País e de seu povo não é algo que se possa ter como garantido. Por isso, ao reverenciarmos os que nos antecederam, na luta pela defesa desses interesses, durante a 2ª Guerra Mundial, é necessário que reconheçamos e afirmemos que também a operacionalidade e a modernidade da Forças Armadas são importantes parcelas do cenário nacional maior em que nós, militares, nos inserimos simultaneamente como profissionais do braço armado da Nação e como cidadãos que compartilham as satisfações angústias similares às de todos que integram nossa sociedade.

 

                       Para melhor vizualização, clique com o ponteiro do mouse sobre as imagens.