Patrono

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Vida

Nome: Alexandrino Faria de Alencar
Nascimento: 12 de outubro de 1848 
Naturalidade: Rio Pardo, Rio Grande do Sul.
Falecimento: no exercício do cargo de Ministro, em 17 de abril de 1926, após 61 anos de serviços prestados ao Brasil e à Marinha.
 

Carreira

Assentou praça de Aspirante a Guarda-Marinha na Escola de Marinha (atual Escola Naval) em 28 de março de 1865.
 
Logo encaminhou requerimento ao Imperador D. Pedro II solicitando ser empregado na Esquadra em operações na guerra contra o Paraguai. Porém, devido a sua pouca idade, foi reconduzido ao Rio de Janeiro para continuar os estudos.
 
Em 1868, foi declarado a Guarda-Marinha. Serviu na Divisão Naval de Montevidéu, retornando à guerra.
 
Durante a carreira, comandou navios como os Encouraçados “Riachuelo” e “Aquidabã” e foi Chefe do Estado-Maior da Armada.
 

Ministro da Marinha

Mas foi no cargo de Ministro da Marinha que exerceu por três vezes, que o Almirante Alexandrino deixou sua marca.

1ª administração: 15 de novembro de 1906 até 15 de novembro de 1910.

Executou grande parte do Programa Naval de 1906, conhecido como Programa Alexandrino.

  • Conduziu a reforma das repartições de Marinha e a reorganização da estrutura administrativa do Ministério. Criou o Conselho do Almirantado.
  • Melhorou o ensino profissional para Oficiais e Praças.
  • Determinou a construção de novos Diques e o do novo Arsenal de Marinha na Ilha das Cobras.
  • Foi Responsável pela construção, manutenção e incorporação dos navios da Esquadra Branca, como os Encouraçados “São Paulo” e “Minas Gerais”, os Cruzadores “Rio Grande do Sul” e “Bahia” e os Contratorpedeiros da Classe “Pará”.

 

2ª administração: 2 de agosto de 1913 até 15 de novembro de 1918.

  • Criou a Aviação Naval e a Flotilha de Submarinos e a Escola Guerra Naval.
  • Adquiriu os primeiros submersíveis (F1, F3 e F5) e aeronaves da Marinha, além do tender de submarinos “Ceará”.
  • Transferiu a Escola Naval para Enseada Batista das Neves (posteriormente retornaria para a Ilha das Enxadas).
  • A Marinha participou da 1ª Guerra Mundial, por intermédio da Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), que sob o comando do Contra-Almirante Frontim patrulhou a área marítima no triângulo Dakar – São Vicente – Gibraltar.

 

3ª e última administração: 15 de novembro de 1922 até 17 de abril de 1926.

  • Reorganizou os quadros de pessoal.
  • Criou novas Escolas de Aprendizes-Marinheiros.
  • Organizou a Reserva Naval.
  • Responsável pela criação do dia do Marinheiro, no dia do nascimento do Almirante Tamandaré.
  • Responsável pela construção do último Poder Naval nas primeiras décadas do século XX.
  • Como último ato, encomendou na Itália a construção do Submarino “Humaitá”, cuja incorporação não chegou a assistir.